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Mundo mundo vasto mundo

Eu sou viciada em notícias. É um vício antigo e não acho que vou tentar me livrar dele. Mas tem dias em que penso porque faço isso comigo mesmo.

Hoje é um desses dias.

Essa coisa das gangues de traficantes no México é mais que tenebrosa. E enquanto os USA continuarem a consumir drogas isso vai continuar. E sabe quando que o consumo vai parar? Nunca. O consumo de drogas só aumenta, aqui, no Brasil, na Europa, etc. Agora dois chefes de gangue em Cuernavaca brigaram e um deles matou quatro da outra gangue. Aí penduraram eles pelos pés, decapitados, em uma ponte no meio da cidade. Mais medieval impossível. Que horror.

Indo pro outro lado do mundo: tem um congestionamento de 60 milhas em uma estrada que dá em Beijing que já dura 9 dias. Se isso não é uma versão do inferno eu não sei o que é.

Pulando prá África. Rebeldes no Congo Oriental estruparam em grupo 200 mulheres em 4 dias. Isso significa que cada mulher foi estrupada várias vezes. E parece que o número de vítimas (essa é uma palavra que não abarca todo o sentido do acontecido) pode ser bem maior.

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23

08 2010

Ônibus chique

Um ônibus com roupinha. E de crochê.

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08 2010

London, London

Sabe que cada vez que chego em Londres eu canto a música do Caetano? E continuo cantando o tempo todo que fico lá? Na minha cabeça são uma coisa só, a cidade e a música.

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10

08 2010

Matej Kren

Esse é o Matej Kren, um artista da Eslováquia.

Ele montou uma instalação no Museu de Arte de Bologna, na Itália. É feita só de livros.

O nome do projeto é “Scanner”. Tem essa torre, que por fora é assim…

…e por dentro é assim.

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05

08 2010

Variadinho

Uma mesa em um escritório tem em média 400 vezes mais bactéria do que o assento de uma privada.

“Supertasters”- pessoas que experimentam os sabores com mais intensidade. Precisam de mais sal do que a média, porque o sal mascara os sabores amargos aos quais eles também são mais suscetíveis. Eu sou uma “supertaster”. Preciso de um pouco mais de sal do que as outras pessoas e tenho grande sensibilidade prá sabores. Não tenho idéia se isso é bom ou se é ruim.

Neo-nazismo crescendo na Mongólia. Neo-nazismo na Mongólia? Isso é prá lá de estranho.

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04

08 2010

Federico Uribe é um artista colombiano que trabalha com os materias mais diversos.

Essa escultura é feita de alfinetes de gancho.

Essa de lápis…

…e essa de livros.

Materiais diversos, principalmente lápis.

Essa também. São muito legais.

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07 2010

Uma história linda

Ontem assisti um documentário da HBO chamado “A Small Act”. É uma história aparentemente simples, mas na verdade é uma série de acontecimentos complexos. No começo dos anos 80 uma mulher na Suécia, uma professora primária, decide participar de uma iniciativa de caridade sueca que arrumava patrocinadores para crianças quenianas que precisavam ajuda no pagamento da escola secundária. O sistema de educação no Quênia faz com que a educação secundária seja paga e poucas famílias conseguem arcar com esse custo, principalmente no interior do país. Essa mulher, chamada Hilde Back, começa a mandar US$15 por mês prá pagar a escola de um menino chamado Chris Mburu. Ele mora em uma casa de barro com sua família. Ele se forma na escola secundária com excelentes notas e segue para a Universidade de Nairobi, que é gratuita, prá cursar direito. Resolve, depois de se formar, fazer mestrado. Consegue uma bolsa da Fulbright e um lugar em Harvard. Depois do mestrado começa a trabalhar para a ONU. Hoje ele mora em Geneva e é coordenador da unidade de anti-discriminação da ONU. Viaja o mundo lidando com genocídio, conflitos e crises.

Em 2003 ele decide fazer uma fundação prá ajudar crianças quenianas a irem prá escola secundária, assim como ele foi ajudado. Ele e um pequeno grupo que ele convida para formar o conselho da fundação doam as primeiras bolsas. Na hora de pensar um nome prá fundação ele lembra da sueca que o ajudou. Ele só sabia o nome dela e que ela era professora. Coloca o nome dela na fundação: Hilde Back Education Fund. Ele consegue achar Hilde. Manda uma carta, contando a história e convidando ela a ir ao Quênia prá inauguração da fundação. Ela se assusta; já tinha até esquecido que há mais de vinte anos havia doado esse dinheiro. Mas vai. E ela cria um relacionamento lindo com esse menino que tem a ela como uma heroína.

Hilda e Chris

O incrível é que Hilde é alemã. Em 1940 sua família tentou ir para a Suécia como refugiados, mas só ela foi aceita. O resto da família morreu no Holocausto. Ela chega na Suécia com 20 anos, sem saber falar uma palavra de sueco. Aprende a língua e vira professora. Nunca se casou ou teve filhos. Mas não perdeu a empatia pelo próximo. Mesmo sendo uma pessoa considerada classe média baixa na Suécia, doa essa educação para Chris. E muito mais; colabora com várias caridades.

O documentário conta essa história e segue também o processo de seleção das bolsas da fundação do Chris. Segue 3 crianças, um menino e duas meninas, da mesma escola onde ele estudou. Eles moram em casas de barro ou madeira. Não tem luz elétrica; estudam com a luz de lamparinas de óleo. Tem que ajudar a família, colher café, trabalhar em horta, etc. O sonho da educação secundária é uma coisa gigantesca: eles sabem que essa educação tem a possibilidade de mudar a vida deles e das suas famílias. Estudam como podem, na escola precária, com professoras mal capacitadas e um currículo medíocre. Eles tem que fazer um exame que todas as crianças quenianas que vão para o secundário tem que prestar. A fundação usa a nota desse exame para selecionar seus bolsistas. Os três não vão muito bem no exame. Mas o conselho da fundação do Chris decide baixar os padrões de recebimento das bolsas, porque apenas duas crianças conseguem a nota corte estabelecida por eles. O nível da educação é baixo; ou eles abaixam a nota corte ou não dão as bolsas. O menino seguido pelo documentário ganha uma das 10 bolsas oferecidas esse ano ( as bolsas cobrem os 4 anos do estudo secundário). A produção do documentário, depois de seguir a vida difícil das duas meninas, não consegue se afastar do problema e resolve arcar com a educação das duas.

Depois do documentário ficar pronto e ser mostrado em festivais (inclusive Sundance) e fóruns em vários lugares a fundação começa a receber doações de fora. Até aí Chris e oo membros do conselho arcavam com tudo. E agora, que passou na HBO aqui nos States, vão receber muito mais. Merecidíssimo. É uma história linda. Não é?

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07 2010

Prá quem se pergunta como foi que pôde acontecer a barbárie do nazismo, essa é uma das explicações dadas no Topographie des Terrors, em Berlin. É uma de várias, porque uma coisa como o nazismo não se explica facilmente.

“Como o Nacional Socialismo, que em retrospecto era um projeto obviamente enganador, megalomaníaco e criminoso, conseguiu obter tal grau de aceitação na Alemanha? Hitler, os oficiais do partido nazista, a maioria dos ministros, dos secretários de estado e dos conselheiros agiram como populistas clássicos, ligados aos estados de ânimo em movimento da população. Eles compraram a aprovação pública ou pelo menos a indiferença a cada dia. Dando e tirando, eles construíram uma ditadura do consentimento com atração consistente à maioria.”

Götz Ali, historiador, 2005

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06

07 2010

Pedro e eu

Eu fotografo o Pedro, ele me fotografa…

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07 2010

Exposições

Das exposições que vi em Londres gostei muito de duas. A primeira era do escultor inglês Henri Moore. Já tinha visto esculturas dele, sabia que era considerado o maior escultor do século 20, mas não entendia direito a fascinação por ele. Mas depois de ver essa retrospectiva entendi muito bem. Ele era um gênio. Mas nem vou colocar fotos, porque as peças tem que ser vistas ao vivo. O tamanho, os detalhes, as proporções e principalmente o uso dos materiais são instransponíveis em foto. Tem que ver de pertinho.

A outra exposição que adorei foi no British Museum. Era de desenhos da renascença italiana, de Fra Angelico a Leonardo, do acervo da Galleria Uffizi. São 100 desenhos, 100 obras deliciosas, que dá prá ver bem de pertinho e observar os detalhes. Tem Raphael, Michelangelo, Boticelli, e assim por diante. Maravilhosos.

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07 2010