Música é uma coisa engraçada. Tem gente que ouve música e tem gente que não ouve. Certas pessoas precisam de uma trilha sonora prá vida delas e outras não sentem a menor falta de acompanhamento musical para o que acontece. Conheço pessoas que ouvem as mesmas músicas desde adolescentes; continuam no rock dos anos 70, ou no reggae dos 80 ou até na bossa-nova. Outras pessoas precisam de novidade, estão sempre correndo atrás das músicas mais novas do cantor/cantora/banda recém lançadas. Afinal, gosto musical é uma das coisas mais pessoais que pode existir, pois a música tem que falar emocionalmente com a gente, tem que nos tocar sensorialmente, senão não dá.
Hoje em dia a quantidade de músicas disponíveis, de estilos, é imensa. Temos que nos concentrar naquilo que gostamos, porque ouvir e conhecer tudo o que rola por aí é impossível. Uma pessoa da minha idade e que goste de música – como eu – já acumulou uma boa seleção de preferidos. Não consigo ouvir a maior parte das músicas que eu ouvia aos 15 anos. Lá se foram Pink Floyd, Led Zeppelin e Jethro Tull. Mas ficaram os Beatles, James Taylor e Paul Simon. Quem continua firme e forte desde os anos 60 é meu panteão da MPB: Caetano, Gil, Chico, Elis, Gal e Betânia. Com a adição de Marisa Monte. Aqui e ali, de vez em quando, descubro alguém novo de quem gosto: Norah Jones, Adele, Michael Bubblé, Carla Bruni, k.d. Lang, Steven Tyrrel e outros.
Adoro musicais, Cole Porter, Les Miserables, My Fair Lady. E Frank Sinatra? Rufus Wainwright cantando Judy Garland? Tim Maia? Tony Bennet? Piazolla? Elvis Costello? Sem contar que em alguns momentos só Mozart alivia. Morando aqui nessa mistura de Cuba, Caribe e América Latina, de vez em quando salsa cai bem. E fechando a fila, Lou Reed cantando “Perfect Day”. Não dá prá querer mais.