Posts Tagged ‘São Paulo’

Brasil brasileiro

Eu tava aqui pensando como melhorou a situação econômica no Brasil…como o status global do país mudou e realmente teve uma melhora grande na qualidade de vida. Mas a violência não mudou. Não teve uma melhora comparável com a da qualidade de vida, se é que teve alguma mudança. Então será que tô muito errada em concluir que a violência virou quase que cultural no Brasil? Não é mais tão relativa à não ter o que comer, mas sim já é vista como uma “carreira”, um modo de vida. A meninada não pensa em ser mecânico ou motorista de táxi – já parte prá roubar e assaltar. Sem falar no tráfico de drogas. Acho que isso só melhora se acontecer uma mudança profunda no sistema educacional; essa seria a única esperança de ver as gerações mais novas pensarem em outras opções de sobrevivência. Só melhora na economia não deu em nada. Os assaltos continuam, e outras formas de violência também. Criou-se uma população de um lado bandida e do outro apavorada. Só entende o que é isso quem já morou em um lugar assim.

28

08 2010

Butch e o centro de São Paulo

Em 1969 ou 1970 eu fui no mais que extinto Cine República assistir ao Butch Cassidy and the Sundance Kid. Me lembro de ter ido com meu pai. A gente morava ali pertinho, na General Jardim. No número 65. No segundo andar. Era um prédio com 9 apartamentos, um por andar. Tinha dois no térreo; em um morava a famíia do zelador e no outro um solteirão muito gay de tradicionalíssima família paulista. No primeiro andar morava uma senhora que era diretora de uma organização de música clássica (não me lembro o nome, tipo Mozarteum) e de vez em quando algum super pianista ensaiava no piano dela e a gente ganhava um concerto de presente. No terceiro andar morava a pintora Noemia Mourão, que usava salto alto e tinha um cachorro com unhas compridas, então era o dia todo “tic tic tic” no soalho em cima. No quarto andar não me lembro No quinto moravam as duas outras crianças do prédio (além da minha melhor amiga, a Carmen Lúcia, filha do zelador). O pai delas era muito velho. No sexto andar moravam meus avós. E no sétimo uma família com filhos mais velhos. Era muito paulistano e agradável. São Paulo até o meio dos anos 70, acho mesmo que até o começo da década de 80, era muito legal.

04

08 2010

A Grande Minhoca

Demolir o Minhocão?!?! Excelente idéia. Cresci no centro de São Paulo; morava na Rua General Jardim, na última quadra, a meia quadra da Praça da República. O centro era o meu bairro. Todos os domingos eu ia com meu pai comprar revistas numa banca na São João que vendia revistas importadas. Isso era, evidentemente, pré Minhocão. A São João era uma avenida larga, bonita. Na minha memória sempre ensolarada. O Minhocão é uma excrescência, uma idéia de pessoas que não tinham noção do que é planejamento urbano, qualidade de vida e principalmente beleza. Morte ao Minhocão.

06

05 2010

Eu, 1972

Alguém colocou essa foto no Facebook, no grupo dos alunos do Colégio Equipe nos anos 70 . Sou eu, imagina, sentada na escadaria que na minha memória era muito maior que isso. Não sei com quem estou. Talvez essa de costas seja minha amiga Edith Siqueira, que virou atriz e morreu faz tempo de câncer. Não me lembro dessa jaqueta de couro, nem sei de que côr era. Eu tinha 14 ou 15 anos nessa foto.

22

04 2010

Coitadinho…

Como boa paulistana adorei ver o Maluf na lista de procurados da Interpol. Não que isso vá fazer diferença prá ele, acho que nada abala aquele cara de pau. Mas acabaram as viagens a Paris…Ele tem até apartamento lá. Coitadinho do Maluf…morrer sem rever Paris! Coisa triste. Mas será que o resto da família pode viajar? São todos da mesma laia.
Diz na página da Interpol que ele é procurado por fraude, conspiração e roubos. Não é lindo? E depois querem que a gente confie nos políticos…Não vou por foto dele aqui que só pode dar azar.

19

03 2010

Adolescência

Eu sei que todo mundo reclama da adolescência, que foi uma época difícil, cheia de conflitos e confusão. Essa não foi a minha experiência. Pode ter sido porque meu pai morreu quando eu tinha 14 anos e eu tive que enfrentar uma situação realmente séria; isso fez com que os problemas normais da idade ficassem pequenos. Eu era muito ligada ao meu pai, gostava muito dele. Até hoje não falo muito nesse assunto, é difícil e emocional prá mim.

Então a adolescência foi uma época agitada, divertida, de muito aprendizado e experiências ricas. E como eu gosto de aprender e não gosto de rotina, me dei muito bem com ela.

Eu tinha uma turma de amigos bem grande, que me acompanhou dos 13 até os 18 anos. Aí tive os amigos da universidade. Mas essa turma da adolescência foi tão importante, fez com que esses anos fossem deliciosamente ricos e cheios de amizade e apoio. Eu sei que tive sorte, muita sorte. Não reclamo.

05

03 2010

Aqui vou eu…

Voltando prá Miami. Foram duas semanas daquelas.

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13

02 2010

Que lugar!

Fui no banco retirar dinheiro, uma quantia um pouco maior que a normal. Tive que avisar dois dias antes, “reservar”o dinheiro. E aí eles marcaram a hora que eu tinha que estar lá: exatamente às 13:10h. Tudo bem. Já tô acostumada com essas loucuras dos bancos. Cheguei, fiz o cheque, mostrei documento, preenchi sei lá o quê; tive que dizer prá que era o dinheiro. Perguntei “e se eu fosse comprar roupas e sapatos com esse dinheiro, tinha que escrever isso?” “Sim”, me falou a simpática caixa. “E se eu fosse comprar diamantes, vocês colocariam diamantes aí no formulário?” “Sim, senhora.” Que coisa. Aí demorou, demorou, até que apareceu o moço com uma caixinha. Me pediu prá ir numa entrada à direita, que dá em 3 portas: os dois banheiros e uma porta branca que dá sei lá onde. Fiquei esperando ele abrir essa porta e me dar o dinheiro. Ao invés disso ele veio e abriu a porta do banheiro masculino, me fez um sinal prá entrar lá, eu entrei, ele fechou a porta, abaixou a tampa da privada, colocou a caixinha em cima, abriu a dita cujo e me deu o dinheiro. Eu falei, “se eu contar ninguém acredita…”, e ele me respondeu, “a senhora me desculpa, mas é mais seguro assim”. Saí do banco dando risada; só no Brasil!

11

02 2010

Miscelânea

Viajar de avião é hoje em dia uma experiência completamente diferente. Antigamente era cercada de excitamento e expectativa. Hoje é odiada por todos. Talvez por ter se tornado uma atividade corriqueira, normal. Adquiriu as mesmas características desagradáveis de salas de espera, filas, estadias em hospitais, etc.

Ontem fui ao banco. Ou melhor, fui a 3 bancos. Pagar contas. No HSBC, sem fila. No Itaú, fila mas rápida. No Banco do Brasil, o inferno do atendimento por funcionários públicos que não recebem estrutura nem condições de proporcionar eficiência. O banco tem dois andares. No de baixo não tem nada; no de cima os caixas. O elevador estava quebrado, é claro, obrigando as pessoas – inclusive vários idosos – a subirem 4 lances de escada à pé. Chegando lá em cima, quem não vai sempre nessa agência descobre que a senha para atendimento é fornecida lá embaixo. Desce tudo de novo. Ao invés de colocarem o distribuidor de senhas na frente da porta, prá todos verem, não, prá quê? Facilitar a vida do cliente é bobagem, certo? O distribuidor fica de lado, e ninguém que passa pela porta e se dirige para as escadas vê o bicho. Aí tem um caixa só aberto. Não vamos acostumar mal esses clientes, vão ficar muito mimados! Um caixa pros idosos, um caixa pro povão. Mas eles são bons, lá no Banco do Brasil. Colocaram cadeiras. Mas eu quando entro em um lugar de espera com cadeiras já sei que vai demorar. E muito. Colocam cadeiras certamente prá evitar que a população desmaie. Cheguei numa hora boba, então esperei só 20 minutos. Mas quando saí tava cheio; aquelas pessoas perderam uma ou duas horas de suas vidas ali naquela fila.

Nesse verão em SP, quando chove inunda. Mas quando não chove a temperatura não abaixa e as noites ficam quentes, e as manhãs já começam abafadas. Não é normal isso em SP; normalmente os verões são mais agradáveis. Mas esse ano tá totalmente fora de padrão. Vários dias com temperaturas acima de 30 graus.

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10

02 2010

Viver a porcaria…

Chego em SP e começo a ver novela. Só vejo quando estou aqui; conheço muitos brasileiros que assinam a Globo nos EUA prá verem novela…Eu não faço isso, tenho muitas coisas prá assistir na tv lá. Mas quando estou em SP gosto de assistir. E tô achando que essa novela das 8 (que começa às 9 hoje em dia) é muito ruim, mas ruim mesmo. O texto é péssimo, a estória é banal e até agora achei todos os atores horríveis.

E esse nome? Viver a Vida. E vai viver o quê? A morte?

Total falta de química entre o galã – que tá meio idoso, mas isso é normal hoje em dia na tv brasileira – e a mocinha, Taís Araújo, que é linda mas a pior atriz do mundo. A a que faz a “outra” é bem melhor.

E que é essa mulher? Nem sei o nome dela. É horrorosa e faz uma modelo!

O galã mais moço é bem bonito e um pouquinho mais talentoso.

Mas a estória e o texto, faça-me o favor! Que porcaria.

05

02 2010