Posts Tagged ‘NYC’

Born Round

Frank Bruni foi crítico de restaurantes no New York Times durante a década passada. Ele acabou de sair do cargo. Publicou esse livro de memórias. Achei que seria interessante. Grande parte do livro é sobre a família dele, sobre sua infância e adolescência. Depois a carreira como jornalista profissional, cobrindo política em Washington, como correspondente internacional em Roma e, finalmente, como crítico de restaurantes em Nova York.

Mas na verdade ele passa o livro todo falando da luta dele contra a balança. Que tamanho de calça usava em tal época, como aumentou ou diminuiu. Como tava gordo quando cobriu tal acontecimento. E depois como conseguiu emagracer e manter o peso. Ou seja, quando ele fala que foi jantar no El Bulli, não fala do que comeu. Mas sim de quanto exercício fez prá não engordar. E contando anos de refeições em restaurantes maravilhosos em NY, não fala quase nada dos pratos, mas muito de quantas milhas correu. Fala um pouco da função de crítico, da pressão, de não ser reconhecido ou de ser e poder julgar o restaurante assim mesmo. Mas fiquei com vontade dele ter escrito outro livro, não esse que escreveu. Um livro mais interessante, menos auto-indulgente. Quem sabe ele ainda faz um assim? Ele escreve bem; mas as críticas dele, que li muitas vezes no New York Times, eram mais inteligentes e engraçadas do que o livro. Ou seja, quem sabe ele deveria ter criticado a vida dele com o mesmo entusiasmo e humor com que criticava restaurantes?

30

12 2009

New York, do Edward Rutherfurd

Book Review: New York

Já vou avisando: hoje não falo de alta literatura. É literatura de férias, de avião, de sala de espera.

Eu já li vários livros desse autor: Sarum, Russka, London (Londres, o Romance – Editora Record) e The Forest (A Floresta – Editora Record). Sarum é sobre a Inglaterra, Russka sobre a Rússia e London, obviamente, é sobre Londres.

The Forest é sobre uma floresta. Ele usa aquele estilo que acredito foi inventado pelo James Michener no livro A Fonte de Israel. Ele pega um local – no caso desse livro que eu acabei de ler Nova York – e conta a história desse lugar desde que existe alguma documentação. Sarum e Russka são bem interessantes. The Forest é uma bobagem, tem até uma árvore que fica rememorando…

Esse New York é mais fraco que os outros, pela simples razão de que Nova York tem uma história documentada muito mais recente que a Inglaterra ou que a Rússia. Então é meio bobo, porque realmente o ponto forte desse autor não é o desenvolvimento de personagens nem de tramas complexas. É tudo meio banal e óbvio. Quando o lugar tem uma história longa e complexa fica legal, porque são muitos fatos e populações diferentes, invasões, guerras, etc. No caso de Nova York, a história é curta e bem mais simples. Então não foi muito fácil ler as 852 páginas desse livro, demorei um mês (UM MÊS!!!!!!!!) prá acabar. No meu mundo ideal leio 4 livros em um mês. Esse aí me atrapalhou.

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10

12 2009

“Slash: Paper Under the Knife”

Essa é uma das exposições mais incríveis que eu já vi. São obras em papel cortado, coisas inacreditáveis, artistas com imaginação e técnica enormes. Eu vi no Museum of Arts and Design, em Nova York.

Não pode fotografar e as fotos que achei na internet são minúsculas. Então o melhor é ir no site do museu e ver lá mesmo:

Aqui tem um vídeo onde o curador explica a exposição e mostra algumas obras:

Vídeo da Slash

Aqui tem fotos das obras:

Obras da Slash

09

12 2009

God of Carnage

Fui achando que era um drama. Uma peça pesada. Me preparei psicologicamente. Nunca leio críticas antes de ver nada, prá não me influenciar de maneira nenhuma. Então não sabia o que ia assistir. Sabia que era boa, porque atores desse calibre não fazem porcaria. E já assisti uma peça dessa autora, e era um drama. E não é que era uma comédia!??! Não uma comédia boba, infantil, como tantas hoje em dia. Um texto inteligente, curto, rápido. A autora é Yasmina Reza, uma dramaturga francesa, filha de pai iraniano e mãe húngara. Essa é sua sétima peça (ela também escreve livros de ficção).

Mas essa também é o tipo de peça que depende 100% nos atores. Isso não é tão óbvio quanto parece. Tem peça na qual o cenário pesa muito, ou a música, ou um ator puxa os outros. Nessa os 4 tem que estar ali, na ponta dos pés, todo o tempo. Eles ficam em cena o tempo todo e todos tem momentos brilhantes. A Marcia Gay Harden é excelente, e me espantei como o James Gandolfini é engraçado. Os outros dois são a Hope Davies e o Jeff Daniels. Todos extremamente à vontade e evidentemente se divertindo muito com a peça, junto com o público.

Como disse Ben Brantley, o crítico do New York Times, “Nunca subestime o prazer de assistir a atores realmente bons se comportando horrivelmente mal”.

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Os quatro atores:

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Em cena:

godcarnage

GodOfCarnage

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06

12 2009

A Steady Rain

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É uma peça escrita por Keith Huff, um dramaturgo de Chicago. São só dois atores, que ficam o tempo todo em cena. O cenário são duas cadeiras. O que é necessário prá uma peça assim? Atores com forte presença. Se forem famosos, já tem sua própria aura. Se forem desconhecidos, tem que ser extremamente talentosos. Mas mesmo sendo famosos, com aura e tudo, se não forem bons atores eles se afogam em algo tão básico.

O texto é bom, rápido, bem construído. São dois policiais de Chicago que trabalham juntos a anos e se conhecem desde meninos. Através de conversas entre eles e histórias que um conta sobre o outro ou sobre si mesmo vamos conhecendo os personagens e o que acontece. É engraçado dizer que uma peça em que nada acontece de verdade, tudo que acontece é contado, é cheia de ação. Mas é assim.

Eles são bons atores; Daniel Craig me impressionou mais do que Hugh Jackman. Jackman é mais bonito, um corpo sem defeitos, um homem muito charmoso – mas na verdade, achei a cabeça dele pequena em relação ao corpo. Sabe como é? Corpão e aí, cabecinha…Sei lá, quem sabe tô procurando defeito. Craig tá com esse bigode de policial e isso faz a gente esquecer o cara intenso e suave que é James Bond. Mas prá mim ele dá um certo baile no Hugh Jackman em termos de talento.

As críticas não foram muito positivas. Mas atores de cinema dificilmente recebem boas críticas na Broadway. Eu gostei.A-steady-rain_620882a

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25

11 2009

Bichos

Quando você viaja com crianças tem que ver um monte de bichos. Tem urso polar, mas tem sapo também, e um monte deles – e eu odeio sapos.

green snake

Blue bird

foca

polar bear

sapo nadando

sapo verde

yellow frog

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23

11 2009

Perfil

Tirei essa foto no barco voltando da estátua da liberdade. Não me acostumo, ainda hoje, com o skyline sem as torrês. Não reconheço o perfil.

skyline NY

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20

11 2009

Dia de aeroporto

Voltando prá Miami. As meninas estão exaustas. E eu também. Nova York pode ser meio excessiva nos sentidos.

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19

11 2009

Terça

Olha onde eu fui:

Lady L

Nunca tinha ido. Levei as meninas e tava um dia lindo. E não tinha filas.

17

11 2009

Chinatown

Jantar no Amazing 66, 66 Mott Street, em Chinatown. Eu gosto desse restaurante porque só tem chineses comendo lá, e a comida é deliciosa.

Dumplings.

dumplings

Frango cozido ao vapor com gengibre e cebolinha.

steamed chicken w: ginger and scallions

Mixto de vegetais.

vegetables

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17

11 2009