Posts Tagged ‘Miami’

Eu, mais que variada

Lendo sobre antropologia evolucionária (será que é assim que fala em português?!?). Interessantíssimo. Grave preocupação sobre a capacidade do meu cérebro de guardar tudo isso. Só penso em tudo o que vou ter que jogar fora prá caber esse quantidade de informações. Tô prevendo que nomes de muita gente, acontecimentos variados, localização de vários objetos serão colocados no arquivo morto. Peço desculpas antecipadamente.

Essa semana foi ocupada, não deu prá postar muito. Prometo melhorar a eficiência do estabelecimento. Reforma + estudos + família + casa = coisa demais. Preciso aumentar minha organização e minha divisão do tempo. Aiaiai.

E ainda mais o calor parece que aumentou (se é que é possível). A umidade nessa semana está altíssima – exatamente o contrário de SP, mas igualmente desagradável. Andar uma quadra cansa como se fosse 10 quilômetros. Sinusite, roupa grudada, o quente /frio o dia todo. Haja Advil.

Samantha se perdeu de novo e de novo foi achada. Tô achando que ela tá com planos sofisticadíssimos de fuga e de se esconder. Achamos que ela tem alma de quilombola…E só dá prá achar a safada à noite, de madrugada, quando ela passeia como se a casa fosse dela.

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27

08 2010

Trivial

O que choveu ontem, minha nossa…E agora o céu tá todo preto lá pro sul. Engraçado como aqui nos EUA a gente sabe sempre onde é o sul, o norte e assim por diante. É assim que a gente explica os caminhos: pega a rua tal direção sul e aí pega a segunda a direita e vai leste. E todo mundo entende! Aí em São Paulo não tenho idéia onde é sul ou norte. Ou pelo menos tenho que pensar muito prá poder dizer com alguma certeza.

Ontem comecei as aulas. Pega no tranco, ó cérebro meu! Anotar, entender, e conseguir pensar, tudo ao mesmo tempo. Ali, na hora. Depois conto mais. Agora vou na academia que se eu não fizer exercício aí que o cérebro não colabora mesmo. Ah, e pegar o piso da lavanderia, que o cara ligou que chegou.

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26

08 2010

Trivial

Ontem foi um dia do pijama prá lá de ocupado. Uma lista de 11 itens foi completada com relativo sucesso. Usei todas as maravilhas do mundo moderno: scanner, impressora, fax, e-mail. Outras não tão modernas: telefone e câmera. Outras definitivamente não modernas: lápis e papel.

Leio os diários da Virginia Woolf todos os dias. Uma ou duas entradas por dia, como uma dose medicinal. Minha edição tem muitos anos, mas não existe uma mais moderna. Esses livros já mudaram de casa comigo várias vezes. Já falei como adoro a Virginia Woolf? Adoro. Muito.

A obra deu um pulo essa semana. Estamos quase no ponto das inspeções: encanamento, eletricidade e mais uma que é mais ou menos estrutura de paredes. Daí é piso e dry wall, azulejos e pias, armários e detalhes. Ah, tem as portas e os trincos, que eram muito dos vagabundos e estamos trocando. Não consigo entender querer ser decorador e passar os dias fazendo isso. Prá mim é suplício, um dos níveis do inferno dantesco.

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21

08 2010

Verde

Continuando com a minha exposição “A Miami que o turista não vê”…

Essa árvore é linda; passo muitas vezes por ela. É uma espécie natural daqui. Vê como tem um monte de raízes? Não tem tempestade nem furacão que leve a dita cuja. Ela fica na esquina da LeJeune Road com a Edgewater Drive.

Essa é a rua da minha casa nova. Uma rua típica do bairro.

O jardim atrás da casa. As plantas do meu jardim se misturam com as dos jardins dos vizinhos, porque nos trópicos caribenhos a natureza é voluptuosa! Vê os cabos passando no meio das plantas? Isso significa que se vier uma tempestade tropical ou um furacão fico sem luz na hora, porque um galho cai nesses cabos e adeus energia. Mas aqui não dá prá colocar os cabos subterrâneos. Só nas partes da cidade mais longe do mar. Onde eu moro o solo é areia e pedra; não dá prá passar cabo. Prá fazer jardim tem que colocar terra boa por cima da terra nativa, ou melhor, da areia nativa.

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20

08 2010

Carterinha

Nem me lembro a última vez que tive carterinha…Mas tá aí. Se eu ouvir mais uma vez alguém me perguntar se já comprei a lancheira eu vou ter um ataque de nervos.

As cores da UM são verde e laranja. Pessoalmente uma combinação de cores que não me agrada. Até que já acostumei, porque aqui a gente vê muito as cores da UM. Hoje em dia quando vejo verde e laranja já penso no time de futebol americano da UM, que é um dos melhores dos EUA. Chama Hurricanes. Mais do que isso não sei, porque não sei se vocês já notaram, esporte não é o meu forte.

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20

08 2010

Vai indo

E a obra vai indo, como obras sempre vão…

Nessa parede tinha uma porta inútil. Fechei. Aí vai a minha cama. Ah, e esse verde vai embora. Miami combina com branco. E em vez de carpete piso de madeira.

O encanador teve que trocar todo o ralo; tava mais que podre. E todos os canos.

Abri uma porta prá lavanderia saindo da minha sala. Antes tinha que ir pela garagem. Aliás, antes a lavanderia era na garagem. Eu transformei o quarto de enpregada numa lavanderia. Aqui tem muita gente, mesmo em casas imensas, que tem as máquinas de lavar e secar na garagem. Não entendo. Primeiro, garagem não tem ar condicionado e aqui, no verão, isso signifiga garagens com temperaturas a mais de 40 graus. Depois, quando a gente passa a roupa molhada prá secadora às vezes cai uma peça no chão (comigo isso sempre acontece…). E chão de garagem é sujo. Não entendo. Ah, esse chão rosa também vai embora: piso de madeira na casa toda. Cerejeira.

Ar condicionado novo. A casa tinha uma máquina só, e como ela é térrea e espalhada isso faz com que a máquina de AC funcione a mais do que sua capacidade, gastando mais energia. Agora deixamos a máquina antiga prá sala e cozinha e a nova pros quartos. Ar-condicionado: ruim pro planeta, bom prá mim.

20

08 2010

Eu, variada

Um calor daqueles. Um dia lindo, céu azul, mas a sensação era de 42 graus. Fico acabada. Quando chego em casa, como agora, tomo banho e caio na poltrona. Fiquei na rua, prá lá e prá cá do meio-dia e meio até às 7 horas. Ai ai ai.

Fui comprar portas, fechaduras, trincos, e afins. Coisa complicada; a porta abre prá direita ou prá esquerda? Prá dentro ou prá fora? O trico tem que trancar ou não? Chave? Que estilo? Que tamanho tem as portas? Todas iguais (claro que não, prá que ser mais fácil…)? Como eu sempre digo, tudo na vida tem ciência.

Aí fui tirar minha carterinha de estudante da UM (University of Miami). Tudo se faz com a carterinha lá, e com seu número de estudante. Fiquei na fila. Eu e um monte de garotada de 18, 20 anos. Da minha idade, só os pais que acompanhavam os filhos. Perguntei pro carinha da UM que cuidava da fila se aquela fila era também prá estudantes de pós-graduação. Ele perguntou quem era meu estudante, achando que era um filho ou filha…Falei que era eu mesma. Era a fila certa. Eu e a garotada começando graduação. Aí entrei na sala onde se tira a foto e fazem a carterinha. O rapaz atrás do computador perguntou com cara de surpresa: “é você a estudante? “; respondi que sim, e perguntei prá ele se não tinha cara de estudante. Ele ficou até vermelho, coitadinho. Eu falei obrigado depois dele tirar a foto e ele falou “de nada, minha senhora”(you’re welcome, Madam).

Não me importo nem um pouco em ser mais velha. Até eu estranho a minha falta de preocupação com o assunto! Não ligo pras rugas nem pro cabelo grisalho (deixei mesmo de pintar). O que me preocupa é se estou agradando a mim mesma: gosto das coisas que estou vestindo? São do meu estilo e gosto? Gosto das cores? Da sandália com a calça? Do brinco com a camiseta? Adoro a bolsa? Olho no espelho e sou eu mesma? Se sim, tá tudo mais do que ótimo. Tenho 53 anos. Muita coisa aconteceu nesse tempo. Tenho uma vida cheia de experiências, boas e más. O que vale é se estou saudável e forte. O resto não me importa. Não quero ser a mais linda nem a mais jovem. Nem quero parecer um dia a menos do que tenho. Quero poder carregar o que precisa ser carregado, fazer o que precisa ser feito, arrumar o que precisa ser arrumado. Quero dormir, comer, fazer exercício, ler, compreender o que acontece. E principalmente quero continuar fiel àquela que considero ser minha a essência, o que sou. Isso se traduz em como me mostro pro mundo, tanto na aparência (roupas, etc.) como em como trato os outros. O resto é o resto.

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18

08 2010

Verde

Essa rua fica a 5 minutos de onde eu moro. Ela é cortada por umas 15 ruas tão arborizadas quanto ela.

E as árvores são lindas, grandes e dão sombra, o que é importantíssimo num lugar quente como aqui. Mas muitos lugares públicos, como estacionamentos, não plantam árvores, apesar da sombra. É por causa dos furacões e das tempestades; se cai uma árvore em um carro eles podem ser responsabilizados e obrigados a arcarem com o prejuízo.

As plantas adoram o calor e a umidade de Miami. Crescem horrores no verão. Mas tem que ser plantas nativas ou de ecosistemas parecidos, senão não vai. Flores, por exemplo, só no inverno, e mesmo assim pouquissimos tipos. Mas se você vai prá família das samambaias, bromélias e palmeiras é uma festa verde. Bambus, bouganvílias e hibisco também vão muito bem aqui. E árvores frutíferas: mangueiras, laranjeiras, abacateiros, etc.

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12

08 2010

Obra, segundo capítulo: a destruição.

E a obra continua…

O banheiro dos hóspedes lindamente demolido.

Olha como a construção aqui é diferente do que no Brasil.

Esse é a rouparia no corredor, ainda sem fundo, e atrás o closet do Adolpho e a porta do banheiro.

A garagem, cheia de eletrodomésticos e azulejos e afins.

30

07 2010

Chuva, depois isso

26

07 2010