Hoje foi dia do pijama. É assim (acho que já falei aqui): acordo e fico de pijama. Mas são os dias nos quais mais me movimento. Hoje arrumei a geladeira. E a minha mesa. Fiz 5 (CINCO!!!) máquinas de roupa. Tirei o lixo. Isso pode parecer fácil, mas não é. Produzimos uma imensa quantidade de lixo aqui em casa. Fico coberta e lavada de culpa, mas ainda não sei o que fazer. É caixa de papelão, das compras pela internet. Jornais – recebo dois por dia. Revistas – leio um montão por mês. Lixo de cozinha, porque afinal eu cozinho. Isso não é tão normal aqui não; tem muita gente, com filhos e tudo, que não cozinha ou cozinha pouquíssimo. Compra comida congelada ou coisas quase prontas ou mesmo fast food. Aqui o pessoal da companhia de gás sabe quando a casa é de latinos pelo consumo de gás. Os latinos consomem muito mais gás que os americanos, porque cozinham muito mais. Tem o lixo normal, de banheiro, de consumo de produtos de limpeza. O lixo de papel, além dos jornais e revistas: contas, recibos, coisas que vêm pelo correio. Resumindo, é uma imensidão de lixo. Outro dia ouvi no rádio um casal falando que o objetivo deles era agora em 2010 zero sacos de lixo. Já pensei e repensei e não sei bem como vão conseguir, mas acho que vão, porque em 2009 eles produziram um saco de lixo. Um saquinho só. Queria saber, por exemplo, como eles compram papel higiênico. Aqui, como aí, vêm 4 ou 6 ou até 8 rolos embrulhados em plástico. Aí digamos que usem o papel; sobra o rolinho de dentro. Tudo bem, é papel, eles levam prá onde reciclam. E o plástico? Também tem lugar que aceita? Não sei. Lixo é um problema, prá mim e muito mais pro planeta.
Tem um cheiro. Sabe quando tem um cheiro? Tem um cheiro aqui no apartamento e não consigo achar a raiz do desgraçado. Fico que nem um perdigueiro, cheirando, cheirando, e nada. Amanhã vêm a faxineira e tô com esperança que ela resolva isso. Não só vêm a faxineira, como vem também a irmã dela. Vão ser duas, então, procurando o cheiro. Eu, em vista da presença maciça de faxineiras nicaraguenses energéticas, vou fugir de casa assim que acordar.
Já falei que tem uma sorveteria aqui em baixo do prédio? E que eu resisto bravamente a tentação de descer e tomar um baita sorvete todas as noites? E ainda por cima é uma sorveteria ótima. Tomar sorvete no verão todos os dias, assim de casquinha, é uma coisa que tá tatuado no meu âmago. Na minha infância de verões guarujáinos eu tomava sorvete todos os dias, ali na sorveteria Guarujá. Eu gostava de café, creme ou limão. Tinha também uva, pistache e nata. Até hoje sinto o gosto e o cheiro desses sorvetes.