Posts Tagged ‘Me’

Obra

E continuamos no mundo da construção civil.

Começaram a pintar de branco! Aleluia! Sabe como chama esse branco? “Bleached Linen”, Linho Branqueado. É uma dificuldade escolher branco; tem uma imensa quantidade de brancos diferentes. No meu bairro tem que ter alvará prá pintar a casa por fora, e eles só permitem algumas cores. Se a pessoa quer ousar um pouco mais tem que ir perante a “Board of Architects” do bairro, um tipo de conselho de arquitetos. Eles podem aceitar ou não. Me parece que mais negam do que deixam…Mas se você escolhe uma cor de uma lista já preparada por eles o alvará é dado no momento do pedido. Como eu quero pintar de branco mesmo tive que achar um branco que eu gostasse e que estivesse na lista. Essa lista tem só tintas de 4 marcas, duas grandes e duas que nem conheço (devem ser de familiares de políticos, ou você acha que só no Brasil é que tem safado?). Então primeiro escolhi o branco que vai dentro da casa, porque vou ficar olhando prá ele o dia todo e preciso gostar muito dele. Aí fui em busca de um prá fora, porque a marca do “Bleached Linen” não tá na lista da prefeitura. Depois de olhar uma baciada de brancos encontrei o “Marshmallow”, que é quase igual ao de dentro. Que luta. Mas tá resolvido.

Portas novas. As antigas eram prá lá de vagabundas. Essas vão ser envernizadas com um tom parecido com o chão de madeira.

Porta da rouparia.

Chão da lavanderia. Essa lajota custou a bagatela de 90 dólares. Não cada uma, todo o chão. Às vezes, sem querer, escolho uma coisa baratinha.

Tags: ,

03

09 2010

Meninas

Tem duas novidades no lado infantil da minha vida: Rita perdeu os dois dentes da frente e a Flora furou as orelhas…

É engraçado como a gente nunca se esquece da sensação de dente mole, buraco do dente, dente crescendo.

Acho que essa vai ser mais do que punk. Com 5 anos quis furar as orelhas, sem se importar se doía ou não. Não é por vaidade, que ela não é nada vaidosa. Acho que já mostra uma futura carreira de brincos e tatuagens pelo corpo a fora….Ai ai ai.

Tags: ,

03

09 2010

Verde

Continuando com a minha exposição “A Miami que o turista não vê”…

Essa árvore é linda; passo muitas vezes por ela. É uma espécie natural daqui. Vê como tem um monte de raízes? Não tem tempestade nem furacão que leve a dita cuja. Ela fica na esquina da LeJeune Road com a Edgewater Drive.

Essa é a rua da minha casa nova. Uma rua típica do bairro.

O jardim atrás da casa. As plantas do meu jardim se misturam com as dos jardins dos vizinhos, porque nos trópicos caribenhos a natureza é voluptuosa! Vê os cabos passando no meio das plantas? Isso significa que se vier uma tempestade tropical ou um furacão fico sem luz na hora, porque um galho cai nesses cabos e adeus energia. Mas aqui não dá prá colocar os cabos subterrâneos. Só nas partes da cidade mais longe do mar. Onde eu moro o solo é areia e pedra; não dá prá passar cabo. Prá fazer jardim tem que colocar terra boa por cima da terra nativa, ou melhor, da areia nativa.

Tags: ,

20

08 2010

Bisavó

Essa sou eu no colo da minha bisavó, mãe da mãe da minha mãe. Ela nasceu em 1888, numa cidadezinha chamada Rezina, no que é hoje a Moldova. Rezina fica na beira do rio Dniestr. O nome dela era Golde Averbuck. Foi com a família para o Brasil com 15 anos, em 1903. Pegou o navio em Odessa. Na viagem, estava andando pelo convés quando o navio jogou, ela tropeçou e caiu sentada no colo de um moço chamado Isaac Russovski. Eles se casaram um pouco depois de chegarem ao destino deles, que era a colônia de Filipson, no Rio Grande do Sul. Em poucos anos mudaram para Santa Maria da Boca do Monte, onde nasceu a minha avó. Minha avó era o terceiro filho: a mais velha era minha tia Luísa, que a gente chamava de Tiliza. Depois veio tio Gildo e por fim minha avó. Depois foram prá Cruz Alta e em seguida prá Porto Alegre, onde ela morou até morrer, em 1982. No Brasil o nome dela mudou prá Olga; prá nós era a vó Olga. Quando a gente ia visitar ela servia guaraná em copo de champanhe. Ela falava português com um sotaque forte de ídiche, e inventava palavras que misturavam as duas línguas.

Tags: ,

16

08 2010

Eu quero

Tags: ,

16

08 2010

Verde

Essa rua fica a 5 minutos de onde eu moro. Ela é cortada por umas 15 ruas tão arborizadas quanto ela.

E as árvores são lindas, grandes e dão sombra, o que é importantíssimo num lugar quente como aqui. Mas muitos lugares públicos, como estacionamentos, não plantam árvores, apesar da sombra. É por causa dos furacões e das tempestades; se cai uma árvore em um carro eles podem ser responsabilizados e obrigados a arcarem com o prejuízo.

As plantas adoram o calor e a umidade de Miami. Crescem horrores no verão. Mas tem que ser plantas nativas ou de ecosistemas parecidos, senão não vai. Flores, por exemplo, só no inverno, e mesmo assim pouquissimos tipos. Mas se você vai prá família das samambaias, bromélias e palmeiras é uma festa verde. Bambus, bouganvílias e hibisco também vão muito bem aqui. E árvores frutíferas: mangueiras, laranjeiras, abacateiros, etc.

Tags: ,

12

08 2010

Eu e Miami

Toda cidade tem múltiplas personalidades. Tem a São Paulo da vida noturna, totalmente desconhecida por mim. Tem a São Paulo dos cinemas, livrarias, escolas, restaurantes – essa eu conheço. Tem a São Paulo das pessoas que pegam duas horas de ônibus prá chegar em um emprego miserável. Essa eu tenho a sorte de não ter vivido. Toda cidade aceita vários tipos de vidas e ocupações.

Miami é assim também. Sei que muita gente implica, que é o playground das elites horrorosas da América Latina. Que é superficial e que as pessoas vêm prá cá prá ir em shoppings e night clubs e na praia. E esse lado existe. Mas essa não é nem de longe a minha Miami. Conheço a cidade faz quase 30 anos. A coisa que mais me impressionou quando vim pela primeira vez foi a luz. Aqui tem uma luz maravilhosa. A cidade é totalmente plana. Mas plana mesmo, não tem nem uma colininha. E quase não tem prédios. Então o céu é imenso, escandalosamente azul, e produz essa luz deliciosa.

Mas deixa eu esclarecer: quando falo da minha Miami, é a cidade ao sul de “downtown”. É onde quase não tem turistas. São os bairros residenciais: Coral Gables, Coconut Grove, Pinecrest, Kendall e outros. Porque o que se conhece como Miami é uma faixa que vai de Miami Beach e Aventura ao norte até o começo dos Keys no sul. Mas isso é na verdade uma série de cidades coladas umas nas outras. Seguindo do norte pro sul, North Miami Beach, Miami Beach e Aventura tem uma personalidade. South Beach é outro bicho completamente. Aí vem downtown e a Brickell Avenue, onde tem um monte de prédios, com escritórios e alguns de moradia. Aí vêm a minha parte. Sem contar que pro sudoeste tem toda uma região com pequenos sítios, onde se plantam as mais diversas frutas. Pro oeste tem os Everglades, um parque nacional maravilhoso, feito de pântanos, com um ecosistema riquíssimo. Pro leste, o mar. Pro norte, tem Fort Lauderdale, Delray, e vai indo até chegar no estado da Georgia. Pro sul, os Keys, uma faixa de ilhas ligadas por pontes que divide o Oceano Atlântico e o Caribe. O último key é Key West, que fica a 90 milhas ( menos de 150 Km) de Cuba.

Então eu moro em uma cidade de tamanho médio, onde o trânsito flui, e raramente  se demora mais que 30 minutos prá chegar em algum lugar. Uma cidade com índice de violência quase nulo. Uma cidade que é – e já estive em muitas cidades pelo mundo afora – a cidade mais verde, cheia de árvores e jardins que já vi. Excelentes supermercados, boas livrarias, infraestrutura mais do que decente. E com uma das coisas que mais gosto em uma cidade: a população é variada. Tem um monte de cubano, é verdade. Mas também nicaraguenses, colombianos, franceses, mexicanos e assim por diante. Nada faz uma cidade mais interessante do que isso. Minhas netas já tiveram amigas inglesas, filipinas, chinesas e assim por diante. Isso não tem preço.

É uma cidade prá todo mundo? Não. Mas nenhuma o é. Conheço gente que não suporta Nova York. Ou Paris. Mas adora Geneva. Ou Berlin. Ou Atibaia. Odeia São Paulo, mas adora Porto Alegre.

Eu sou altamente adaptável. Tem várias cidades no mundo nas quais eu me instalaria alegremente. Miami é uma delas. E com a vantagem de ser extremamente bem localizada geograficamente: em Miami me sinto no meio do mundo. Fácil de ir pro Brasil e prá Europa. Prá todos os EUA. México e Caribe. Vou começar a postar fotos dessa minha Miami, prá mostrar como ela é.

Tags: , ,

12

08 2010

London, London

Sabe que cada vez que chego em Londres eu canto a música do Caetano? E continuo cantando o tempo todo que fico lá? Na minha cabeça são uma coisa só, a cidade e a música.

Tags: ,

10

08 2010

Variadinho

Uma mesa em um escritório tem em média 400 vezes mais bactéria do que o assento de uma privada.

“Supertasters”- pessoas que experimentam os sabores com mais intensidade. Precisam de mais sal do que a média, porque o sal mascara os sabores amargos aos quais eles também são mais suscetíveis. Eu sou uma “supertaster”. Preciso de um pouco mais de sal do que as outras pessoas e tenho grande sensibilidade prá sabores. Não tenho idéia se isso é bom ou se é ruim.

Neo-nazismo crescendo na Mongólia. Neo-nazismo na Mongólia? Isso é prá lá de estranho.

Tags: ,

04

08 2010

Pão pão, queijo queijo

Eu adoro pão com queijo. Sabe pão? Sabe queijo? Pois é. Pão italiano com requeijão. Ou com mortadela. Baguette com camembert. Ou simplesmente manteiga, mas daquelas manteigas boas. Tem que ser sem sal, prá poder colocar uma pitadinha de sal (de preferência Fleur de Sel). Pão preto, daquele bem preto, denso, com queijo de cabra bem forte. Pão árabe, chamado aqui nos States de “pita bread”, bem fresquinho, com hummus. Ou babaganoush. Ciabatta com ricota fresca. Ou com brie. Pão rústico, cortado fininho, feito com queijo prato na “panini press”. As possibilidades são infinitas. Infelizmente a numeração das roupas não são…

Tags: ,

28

07 2010