Posts Tagged ‘Life’

Evoluída

Mergulhada na evolução humana…com um enfoque da antropologia biológica. Muito interessante. Porque somos como somos? O que nos faz humanos? Como nos tornamos assim? Quais teorias do bipedalismo fazem sentido? E “nature versus nurture” (inato versus adquirido)? E o legal é que muitas perguntas vão sendo respondidas e muitas mais aparecem. Agora tenho que sair no calor, mas depois prometo novos posts, e nenhum sobre evolução!

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03

09 2010

Será que vai?

Aulas. Textos prá ler. A minha experiência anterior de universidade, na USP, década de 70, foi muito fraca. Eu era muito imatura, não sabia o que queria de jeito nenhum, fui fazer o curso errado. Tava mais perdida do que nunca. Não foi uma experiência boa sob nenhum aspecto. A não ser que foi lá que conheci minha amiga Lucita, muito querida…

Além do que a universidade tinha mais greve do que aula. Era greve em solidariedade com os companheiros daqui, dalí e de todos os lugares possíveis. Todo dia entrava alguém na classe e fazia discurso sobre ditaduras, ou sobre o governo, ou nem me lembro mais sobre o quê. Era um exagêro de politização, quase que uma caricatura do envolvimento engajado. Mas fazer o quê, era assim naquela época.

Foi uma época também confusa na minha vida pessoal, final da adolescência, vida familiar, muitas coisas difíceis de entender, assimilar, ultrapassar. Me formei, fui fazer especialização em museologia – outro caso complicado, era uma escada prá uma mulher com muitas ambições, que era a criadora e diretora do curso. Acabou, casei meses depois. O resto é crianças, viagens, mudanças, pintura, livraria, EUA, tradução…Muita coisa, muitos anos.

Agora então posso realmente estudar e gostar. Mas sendo a pessimista que sou, já fico pensando o que vai acontecer prá me atrapalhar…Enquanto não acontece tô aqui lendo, relendo, anotando, pensando. Nos intervalos lidando com a obra. E a vida que não pára: filhos, netas, casa, supermercado, problemas, etc.

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31

08 2010

Coisas sobre mim

Lavo a mão prá tomar banho.

Não gosto de amarelo.

Não tenho muita curiosidade sobre a vida alheia, a não ser se a pessoa é meu vizinho. Aí sou daquele tipo que sobe no muro prá olhar…

Não gosto de bala, refrigerante e biscoito.

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29

08 2010

Eu, mais que variada

Lendo sobre antropologia evolucionária (será que é assim que fala em português?!?). Interessantíssimo. Grave preocupação sobre a capacidade do meu cérebro de guardar tudo isso. Só penso em tudo o que vou ter que jogar fora prá caber esse quantidade de informações. Tô prevendo que nomes de muita gente, acontecimentos variados, localização de vários objetos serão colocados no arquivo morto. Peço desculpas antecipadamente.

Essa semana foi ocupada, não deu prá postar muito. Prometo melhorar a eficiência do estabelecimento. Reforma + estudos + família + casa = coisa demais. Preciso aumentar minha organização e minha divisão do tempo. Aiaiai.

E ainda mais o calor parece que aumentou (se é que é possível). A umidade nessa semana está altíssima – exatamente o contrário de SP, mas igualmente desagradável. Andar uma quadra cansa como se fosse 10 quilômetros. Sinusite, roupa grudada, o quente /frio o dia todo. Haja Advil.

Samantha se perdeu de novo e de novo foi achada. Tô achando que ela tá com planos sofisticadíssimos de fuga e de se esconder. Achamos que ela tem alma de quilombola…E só dá prá achar a safada à noite, de madrugada, quando ela passeia como se a casa fosse dela.

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27

08 2010

Trivial

O que choveu ontem, minha nossa…E agora o céu tá todo preto lá pro sul. Engraçado como aqui nos EUA a gente sabe sempre onde é o sul, o norte e assim por diante. É assim que a gente explica os caminhos: pega a rua tal direção sul e aí pega a segunda a direita e vai leste. E todo mundo entende! Aí em São Paulo não tenho idéia onde é sul ou norte. Ou pelo menos tenho que pensar muito prá poder dizer com alguma certeza.

Ontem comecei as aulas. Pega no tranco, ó cérebro meu! Anotar, entender, e conseguir pensar, tudo ao mesmo tempo. Ali, na hora. Depois conto mais. Agora vou na academia que se eu não fizer exercício aí que o cérebro não colabora mesmo. Ah, e pegar o piso da lavanderia, que o cara ligou que chegou.

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26

08 2010

The Imperfectionists

Bem interessante e bem escrito. São estórias sobre os personagens envolvidos em um jornal de língua inglesa sediado em Roma. O fundador e cinquenta anos da história do jornal, até seu fechamento. Os personagens são vivos, complexos e é um daqueles livros que não tem uma palavra a menos (ou a mais) do que deveria ter.

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25

08 2010

Macacos!!!!!!

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23

08 2010

Trivial

Ontem foi um dia do pijama prá lá de ocupado. Uma lista de 11 itens foi completada com relativo sucesso. Usei todas as maravilhas do mundo moderno: scanner, impressora, fax, e-mail. Outras não tão modernas: telefone e câmera. Outras definitivamente não modernas: lápis e papel.

Leio os diários da Virginia Woolf todos os dias. Uma ou duas entradas por dia, como uma dose medicinal. Minha edição tem muitos anos, mas não existe uma mais moderna. Esses livros já mudaram de casa comigo várias vezes. Já falei como adoro a Virginia Woolf? Adoro. Muito.

A obra deu um pulo essa semana. Estamos quase no ponto das inspeções: encanamento, eletricidade e mais uma que é mais ou menos estrutura de paredes. Daí é piso e dry wall, azulejos e pias, armários e detalhes. Ah, tem as portas e os trincos, que eram muito dos vagabundos e estamos trocando. Não consigo entender querer ser decorador e passar os dias fazendo isso. Prá mim é suplício, um dos níveis do inferno dantesco.

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21

08 2010

Carterinha

Nem me lembro a última vez que tive carterinha…Mas tá aí. Se eu ouvir mais uma vez alguém me perguntar se já comprei a lancheira eu vou ter um ataque de nervos.

As cores da UM são verde e laranja. Pessoalmente uma combinação de cores que não me agrada. Até que já acostumei, porque aqui a gente vê muito as cores da UM. Hoje em dia quando vejo verde e laranja já penso no time de futebol americano da UM, que é um dos melhores dos EUA. Chama Hurricanes. Mais do que isso não sei, porque não sei se vocês já notaram, esporte não é o meu forte.

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20

08 2010

Eu, variada

Um calor daqueles. Um dia lindo, céu azul, mas a sensação era de 42 graus. Fico acabada. Quando chego em casa, como agora, tomo banho e caio na poltrona. Fiquei na rua, prá lá e prá cá do meio-dia e meio até às 7 horas. Ai ai ai.

Fui comprar portas, fechaduras, trincos, e afins. Coisa complicada; a porta abre prá direita ou prá esquerda? Prá dentro ou prá fora? O trico tem que trancar ou não? Chave? Que estilo? Que tamanho tem as portas? Todas iguais (claro que não, prá que ser mais fácil…)? Como eu sempre digo, tudo na vida tem ciência.

Aí fui tirar minha carterinha de estudante da UM (University of Miami). Tudo se faz com a carterinha lá, e com seu número de estudante. Fiquei na fila. Eu e um monte de garotada de 18, 20 anos. Da minha idade, só os pais que acompanhavam os filhos. Perguntei pro carinha da UM que cuidava da fila se aquela fila era também prá estudantes de pós-graduação. Ele perguntou quem era meu estudante, achando que era um filho ou filha…Falei que era eu mesma. Era a fila certa. Eu e a garotada começando graduação. Aí entrei na sala onde se tira a foto e fazem a carterinha. O rapaz atrás do computador perguntou com cara de surpresa: “é você a estudante? “; respondi que sim, e perguntei prá ele se não tinha cara de estudante. Ele ficou até vermelho, coitadinho. Eu falei obrigado depois dele tirar a foto e ele falou “de nada, minha senhora”(you’re welcome, Madam).

Não me importo nem um pouco em ser mais velha. Até eu estranho a minha falta de preocupação com o assunto! Não ligo pras rugas nem pro cabelo grisalho (deixei mesmo de pintar). O que me preocupa é se estou agradando a mim mesma: gosto das coisas que estou vestindo? São do meu estilo e gosto? Gosto das cores? Da sandália com a calça? Do brinco com a camiseta? Adoro a bolsa? Olho no espelho e sou eu mesma? Se sim, tá tudo mais do que ótimo. Tenho 53 anos. Muita coisa aconteceu nesse tempo. Tenho uma vida cheia de experiências, boas e más. O que vale é se estou saudável e forte. O resto não me importa. Não quero ser a mais linda nem a mais jovem. Nem quero parecer um dia a menos do que tenho. Quero poder carregar o que precisa ser carregado, fazer o que precisa ser feito, arrumar o que precisa ser arrumado. Quero dormir, comer, fazer exercício, ler, compreender o que acontece. E principalmente quero continuar fiel àquela que considero ser minha a essência, o que sou. Isso se traduz em como me mostro pro mundo, tanto na aparência (roupas, etc.) como em como trato os outros. O resto é o resto.

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18

08 2010