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Invictus

Ontem assisti Invictus, dirigido pelo Clint Eastwood. O que mais gostei foi da história do poema que Nelson Mandela guardava com ele enquanto esteve preso. Imagina isso: um negro africano, do povo xhosa, preso por um regime ditatorial racista e violento, tem como inspiração e apoio um poema escrito em 1875 por um intelectual inglês formado em Oxford. Tá certo que é um poema especialmente bonito; fácil de ser compreendido e cheio de significado. O escritor, William Ernest Henley, não teve uma brilhante carreira literária. Trabalhava como editor. O poema foi publicado sem título; quem o denominou Invictus foi um editor que o incluiu numa coletânea em 1900. Aqui vai:

Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

Não é uma obra prima da poesia. É um poema quase que popular. Isso não tira seu mérito.

Então, voltando ao filme, o que liga Mandela ao capitão do time de rugby sul-africano é o poema e a idéia atrás dele. Eu sou um pouco suspeita prá falar do Mandela, porque sou fã de carterinha, acho ele simplesmente o máximo. Qualquer coisa sobre ele acho interessante. Pelo visto o Clint Eastwood também…Ele pegou um acontecimento sem muita importância frente à montanha de problemas que a África do Sul enfrentava na época e fez dele quase que um decodificador prá gente entender quem é Nelson Mandela e o que ele teve que enfrentar. Legal.

Aqui Morgan Freeman, fazendo Mandela – segundo dizem, fez um Mandela melhor que o próprio  Mandela – cumprimenta o capitão do time de rugby sul-africano, feito pelo Matt Damon.

Aqui a foto original:

29

05 2010

Guarujá

Assim era o Guarujá da minha infância. Aliás, tô achando que tem prédio demais lá nas Astúrias. Isso deve ser mais década de 70. A construção maior ali na beira da praia, depois das casas, era o Clube da Orla, onde aprendi a nadar. E a comer batata frita com ketchup. Olhando essa foto chego a sentir o cheiro da praia: sal, bronzeador e picolé de limão.

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29

05 2010

A Grande Minhoca

Demolir o Minhocão?!?! Excelente idéia. Cresci no centro de São Paulo; morava na Rua General Jardim, na última quadra, a meia quadra da Praça da República. O centro era o meu bairro. Todos os domingos eu ia com meu pai comprar revistas numa banca na São João que vendia revistas importadas. Isso era, evidentemente, pré Minhocão. A São João era uma avenida larga, bonita. Na minha memória sempre ensolarada. O Minhocão é uma excrescência, uma idéia de pessoas que não tinham noção do que é planejamento urbano, qualidade de vida e principalmente beleza. Morte ao Minhocão.

06

05 2010

Faxina

Fazendo faxina: passando aspirador, limpando banheiro, etc. Prá acompanhar, um presente singelo da natureza: ondas de calor – os calores – hot flashes da pré menopausa…Delícia. Ainda bem que, em 1902, Willis Haviland Carrier inventou o ar condicionado moderno na cidade de Buffalo, estado de Nova York. Eu sei que em termos de aquecimento global, economia de energia e bom senso o uso do ar condicionado é horrível. Mas sem ele não dá. Por mim Mr. Carrier teria estátuas em praças públicas no mundo todo.

Olha aí ele com a invenção:

Lindos, os dois.

05

05 2010

Treme

Treme é a nova série da HBO que começou aqui nos EUA. Eu tô gostando muito. É sobre New Orleans; começa três meses depois do Furacão Katrina, quando a cidade estava um caos e abandonada pelo governo.

O John Goodman faz um professor universitário revoltadíssimo com o tratamento dado pelo governo ( e por todo mundo) à cidade dele.

Wendell Pierce faz um músico que tenta sobreviver em uma cidade que ele adora e que está praticamente fechada.

Steve Zahn é um músico e dj de rádio que só que a cidade dele de volta.

Khandi Alexander é a dona de um bar que não quer deixar a cidade, apesar do marido e dos filhos estarem instalados em Baton Rouge.

Clarke Peters volta de Houston contra a vontade dos filhos prá ficar acampado em um bar que nem é dele. Luta com a seguradora prá tentar receber o seguro da sua casa que foi destruída.

Melissa Leo é advogada, casada com o John Goodman. Passa os primeiros capítulos procurando o irmão da dona de bar, que tava preso quando o furacão chegou e agora está desaparecido.

Kim Dickens é dona de um restaurante que tenta sobreviver sem os turistas e com grande parte da população da cidade no exílio (Atlanta, Houston, Baton Rouge, etc.).

O que aconteceu em New Orleans foi uma vergonha pro país mais rico do mundo. New Orleans é uma cidade com uma cultura única e uma personalidade fortíssima. Se tem um lugar que merecia ser salvo é esse.

Treme (pronuncia-se Tchremei) é um bairro da cidade com raízes antigas na tradição musical de New Orleans. Um bairro nada nobre, mas muito característico.

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04

05 2010

Sou “de época”…

Esse eram alguns dos meninos da minha classe no colegial (secundário hoje em dia? nem sei como chama agora…). Observem os cabelos. E as calças. Os filmes que tentam retratar essa época nunca acertam no visual. Aliás, erram feio. Fazem tudo muito arrumadinho. Não era assim. Os cabelos não viam uma tesoura por anos. Não tinha esse negócio de corte; era só ir deixando crescer. E escova, então. A maioria não usava. As calças eram praticamente as mesmas todos os dias. E quero deixar claro que essa era a alta classe média paulista…Camisas, tinha-se umas poucas, com uma ou duas favoritas que eram usadas até gastar. Sapatos um ou dois. Meninas tinham mais coisas, mas mesmo assim meu guarda roupa da época fica super mixo perto do guarda roupa de qualquer meninas de 16 anos de hoje. O lance era ser desleixado, não ligar, estar confortável, ser o oposto dos pais. Hoje em dia as mães e as meninas se vestem igual. O mundo mudou muito, como deve acontecer mesmo. Nunca perdi o objetivo do conforto dessa época, nem da individualidade. Quase ninguém tinha coisas iguais. Podiam parecer iguais, porque todas calças eram de boca larga, por exemplo. Mas cada uma de uma marca diferente, uma comprada no Bom Retiro, outra na Rua Augusta, outra em Salvador, outra o pai trouxe de Nova York. Bolsas todas diferentes. Camisas: uma feita em casa, outra antiga do pai, outra uma simples camiseta Hering. Ninguém ligava. Ninguém sabia; não era assunto. Nem entre as meninas; se falava muito pouco de moda. Não tinha o programa de ir fazer compras. Engraçado. Eu e o consumismo enlouquecido crescemos e amadurecemos juntos! Hoje em dia compro mais em um mês do que comprava durante o ano inteiro.

02

05 2010

Einstein

A escrivaninha do Einstein no dia em que ele morreu.

22

04 2010

Ô, seu papa…

“Segundo uma carta de 1985 com a sua assinatura, o futuro Papa Benedito XVI resistiu a pedidos de expulsão de um padre da Califórnia com um histórico de molestar crianças, citando preocupações incluindo “o bem da igreja universal”.

A carta, obtida pela Associated Press, é a prova mais forte até agora contra a insistência do Vaticano de que Benedito não teve nenhum papel em impedir a remoção de padres pedófilos durante seus anos como dirigente do escritório de supervisão da doutrina da igreja católica.”

Não é nenhuma surpresa prá mim. A igreja católica (nada contra quem é fiel, nada contra quem acredita, blá blá blá…) é um abrigo de pedófilos, todo mundo já sabe. Abriga, protege e ainda paga indenização e advogado de defesa…É difícil encontrar hoje em dia uma instituição com tanto descompasso com o mundo de hoje como a igreja católica. Enquanto não permitir que padres casem e continuar abrigando pedófilos vai continuar sendo fonte de escândalos. Enquanto não se adaptar ao século 21 vai continuar perdendo fiéis.

10

04 2010

Green Zone

O filme “Green Zone”(Combate pela Verdade) é sobre a guerra no Iraque. É um filme bem feito, apesar de ser um pouco didático pro meu gosto. Qualquer pessoa que leia jornal e seja informada sabe de tudo o que foi tratado no filme. Nada ali foi novidade prá mim. Mas acredito que prá grande maioria da população americana seja. Mas serviu prá me lembrar das minhas perguntas de 2003: porque os deputados e senadores democratas não impediram essa invasão? Ela não tinha nada a ver com o ataque de 9 de setembro de 2001. O Iraque não teve nenhuma participação. Toda a história das “weapons of mass destruction”(armas de destruição maciça) foi inventada, e o mundo engoliu. Fico imaginando os acadêmicos e os diplomatas especialistas na região, vendo essa história se desenrolar em 2002 e 2003 e pensando “nossa, como isso não vai dar certo”. O filme mostra isso, como descreve também os conflitos dentro do governo americano e a inflexibilidade e brutalidade da administração Bush. E claro, a ignorância, a ilusão com complexo de superioridade de escolher prá um país um modo de govêrno e tudo o mais. Mas não é possível – apesar que foi o que aconteceu…- que eles não soubessem dos conflitos ancestrais da população iraquiana, sunnis contra shiitas, etc. Conflitos só mantidos sob controle com a mão de ferro e ditadura violenta de Sadam Hussein. E é isso que vemos hoje, essa bagunça que ainda vai durar bastante.

31

03 2010

Coitadinho…

Como boa paulistana adorei ver o Maluf na lista de procurados da Interpol. Não que isso vá fazer diferença prá ele, acho que nada abala aquele cara de pau. Mas acabaram as viagens a Paris…Ele tem até apartamento lá. Coitadinho do Maluf…morrer sem rever Paris! Coisa triste. Mas será que o resto da família pode viajar? São todos da mesma laia.
Diz na página da Interpol que ele é procurado por fraude, conspiração e roubos. Não é lindo? E depois querem que a gente confie nos políticos…Não vou por foto dele aqui que só pode dar azar.

19

03 2010