Ai, doeu…
Bati o dedinho. Ai. Abri a porta com toda a força em cima do dedinho do pé direito. A porta é maciça, pesa prá burro. Veio com tudo e o dedinho tava no caminho. Erro meu. E aí tem aqueles 3 segundos nos quais a parte atingida tá comunicando pro cérebro que foi atacada e a dor ainda não se estabeleceu. Mas a gente sabe que ela vem, e vem poderosa. São 3 segundos de suspense e de antecipação, quando a gente já sabe o que vai sentir. E a dor chega, com toda a sua magnitude, e mesmo que o dedinho seja pequeno a dor não é nada pequena. Fiquei 2 dias mancando, com o dedo latejando, a unha preta até hoje. Só não quebrou porque – como já contei aqui – tive raquitismo quando criança e tomei doses cavalares de cálcio. Meus ossos são como pedra. Agora toda vez que abro uma porta o dedinho se encolhe, traumatizado. Dedinho com transtorno do estresse pós-traumático.





