Posts Tagged ‘health’

Ai, doeu…

Bati o dedinho. Ai. Abri a porta com toda a força em cima do dedinho do pé direito. A porta é maciça, pesa prá burro. Veio com tudo e o dedinho tava no caminho. Erro meu. E aí tem aqueles 3 segundos nos quais a parte atingida tá comunicando pro cérebro que foi atacada e a dor ainda não se estabeleceu. Mas a gente sabe que ela vem, e vem poderosa. São 3 segundos de suspense e de antecipação, quando a gente já sabe o que vai sentir. E a dor chega, com toda a sua magnitude, e mesmo que o dedinho seja pequeno  a dor não é nada pequena. Fiquei 2 dias mancando, com o dedo latejando, a unha preta até hoje. Só não quebrou porque – como já contei aqui – tive raquitismo quando criança e tomei doses cavalares de cálcio. Meus ossos são como pedra. Agora toda vez que abro uma porta o dedinho se encolhe, traumatizado. Dedinho com transtorno do estresse pós-traumático.

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16

06 2013

Yes, please!

 

13

06 2013

The End of Your Life Book Club

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Gostei. O autor e sua mãe, doente de cancer, discutem livros e a vida. Sempre gosto de ler sobre pessoas que tem a leitura e os livros como algo de extrema importância para as suas vidas. Eu não consigo imaginar minha vida sem os livros, sem a leitura diária; isso é um pedaço importantissimo da minha existência. Hoje mesmo eu tava pensando (mais uma prova da minha lerdeza mental e da minha falta de atenção com o mundo à minha volta) que o que os livros são prá mim e outras pessoas o esporte, ou a tv, ou a vida alheia, ou a vida noturna é para muita gente. Foi uma espécie de revelação – na minha provecta idade – entender isso. A maioria das pessoas não lê, mas ocupa seus tempo com uma imensa variedade de outras coisas, que prá mim podem parecer absolutamente sem interesse ou graça. Mas para eles pensar em passar uma hora lendo é um suplício, passear em livraria uma tortura, conversar sobre livros uma perda de tempo. Me imagino numa casa noturna, ou vendo um programa de auditório, ou de reality tv; tortura é pouco…Bom, de qualquer maneira, gostei desse livro porque fala de livros. Uma obsessão é assim; e eu e a palavra escrita temos um caso de amor que já tá batendo os 50 anos.

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07

02 2013

Ai ui ai

Como já devo ter escrito aqui antes, tenho os joelhos podres. Não contei não? Pois tenho. Desde criança. Não me atrapalhava naquela época; a única coisa que não pude fazer foi aprender a andar de bicicleta, aliás, coisa que hoje em dia seria aconselhado prá alguém com meus joelhos. E pedalo semanalmente, só que em bicicleta estacionária, pois como não aprendi a andar na móvel quando pequena, já era…Então tem coisas que não posso fazer e coisas que não consigo fazer. Não posso participar de esportes com bolas (tênis, basquete, etc.) pois requerem movimentos bruscos nos quais os joelhos tem que fazer movimentos laterais. Esquiar, proibido também. Correr, de jeito nenhum: movimento repetitivo e violento para os pobres joelhos. O que não consigo: agachar e ajoelhar. Agachar é impossível, os joelhos não dobram o suficiente. Quando cai alguma coisa no chão, ai ai ai, tento pegar sem ter contato como chão. Mas muitas vezes não dá, então ajoelho sabendo que vai doer; é como entre a madeira e os meus ossos não tivesse nada, e posso dizer, dói. Nada terrível, é só enquanto estou ali ajoelhada. Mas dói. Prá tentar remediar a situação e evitar/adiar a operação de joelhos artificiais eu faço exercícios prás pernas, prá que minha musculatura consiga segurar os joelhos e fazer a maioria do trabalho que eles deveriam fazer. Como resultado tenho bons músculos nas pernas e meus joelhos quase não doem (se eu não ajoelhar…). Mas isso tudo não é uma reclamação, de jeito nenhum, porque isso não me atrapalha de nenhuma maneira importante. É só uma constatação das minhas circunstâncias.

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02

02 2013

Aqui estou..

Aqui estou..

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28

11 2012

Flight

Eu sempre achei que hey hey hey Denzel é nosso rei. Ele envelheceu. Não é mais aquele Denzel de parar o trânsito. Mas continua um ator e tanto. E nesse filme ele faz um piloto de avião alcóolatra, e só não vai levar o Oscar porque o Daniel Day-Lewis vai arrasar como Lincoln no filme do Spielberg. Acho que todo mundo conviveu/convive com algum (ou alguns) alcóolatras. É uma das coisas mais tristes, enlouquecedoras, traumatizantes que podem existir; ver aquela pessoa se destruindo, ou em grau menor, ver aquela pessoa em um estado lastimável. É simplesmente horrível. Esse filme mostra muito bem isso tudo. Não sou moralista nem contra o alcóol. Não acredito em escolher a vida que o outro deve levar. Acredito que a vida é confusa, caótica, difícil e que todos temos que ter algo que nos ajude a viver dia a dia, enfrentando tudo, carregando nos ombros tudo o que nos aconteceu desde que nascemos. Traumas, decepções, perdas vão se acumulando e temos que encontrar maneiras de lidar e entender o que acontece e como isso reflete em nós. Prá muita gente essa maneira é o alcóol. E quem sou eu prá julgar? Ninguém. Quem pode dizer que minhas maneiras são piores ou melhores? Ninguém. Mas posso dizer que a doença do alcoolismo é devastadora, e ao contrário de uma doença qualquer (você vai ao médico, açucar tá alto, é diabete, o médico receita o remédio, você toma e pronto: diagnóstico aceito, doença controlada) a pessoa faz de tudo prá negar sua existência. Triste. Mas hey hey hey, Denzel ainda é o nosso rei.

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09

11 2012

Força!

Força!

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09

10 2012

Eu quero!

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31

08 2012

Como Deve Ser

05

07 2012

Ferramentas e Whitney

Cocaína, maconha, Xanax (ansiolítico), um relaxante muscular e um anti-alérgico: tudo isso encontraram na autópsia da Whitney Houston. E sinais de entupimento cardíaco. Coitada. Tão bonita por fora, tão danificada por dentro. Morro de pena. Sou daquelas que acreditam que vício é doença e que precisa ser muito “forte” prá conseguir lutar contra o vício – apesar que não gosto dessa palavra, nem do que ela significa: que existem pessoas fracas, coisa que não acredito, acho que existem pessoas que tem mais ferramentas prá lidar com a vida e pessoas que, por várias circunstâncias, tem menos. O que acontece conosco quando estamos nos anos entre ser bebê e ser adolescente é vital prá nos fornecer ou não essas ferramentas; ali forma-se nossa auto-estima, aprendemos uma coisa muito importante que é mostrar a nossa vulnerabilidade, porque é daí que conseguimos formar relacionamentos profundos durante a vida, e também é nessa época que formamos a base segura que nos sustenta a vida toda. Ou não. Se isso não acontece, ferramentas não se formam. Ou se formam incompletas. Terapia, aprender a se auto-analisar, anti-depressivos, exercício físico, tudo isso ajuda a ultrapassar um pouco o que acontece nesse período da vida. Mas se somado à isso se tem tendência ao vício, é quase impossível lidar com o problema. Essa é a minha opinião e a minha experiência, depois de décadas de pensar sobre tudo isso. Vício é uma luta da vida inteira, assim como é a falta de ferramentas adequadas prá lidar com o que a vida nos apresenta; os dois somados é uma desgraça.

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23

03 2012