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Os Globos Dourados
Eu sei. Parece o sofá da sua tia, a cortina da sua avó. Mas eu achei lindo.
Perfeito. Um arraso.
Interessante e bonito de frente…
…e de costas.
Quanto aos meninos: esse é uma graça, né?
Esse também, principalmente quando toma banho.
O Hugh ficou contente. Achei ele envelhecido; o Jean Valjean acabou com ele.
Mas beleza a sério é essa aqui; e vai levar o Oscar também.
George melhor a cada ano. Vai ser deprimente ver ele decair. Porque um dia tudo cai. George, segura as pontas enquanto der, por favor! Já tem muita desgraça nesse mundo.
Ai que lindinho. Teve uma hora em que as câmeras mostraram o Ewan McGregor conversando com o George Clooney. Eu tenho certeza que isso vai contra várias leis da física. Achei que o mundo ia acabar. Sabe aquelas coisas, dois objetos não ocupam o mesmo espaço blá blá blá? Deve ter leis sobre super atores/belezuras/charmosos se encontrando e sobrecarregando alguma coisa no universo. Se não tem deveria ter.
Quanto às premiações, adorei Homeland ter ganho. Maggie Smith é covardia; ela deveria ser como o Clóvis Bornay (se você não sabe quem foi pergunte prá sua mãe), hors concours. Girls não é muito prá minha faixa etária; assisto mas não me pega muito. Consigo ver a atração prá gente mais moça. O Don Cheadle está ótimo como sempre no House of Lies. Não assisti o filme da Julianne Moore sobre a Sarah Palin; já bastou ter que ver ela na vida real. Também não vi o do Kevin Costner. Não assisti ainda Silver Linings Playbook, nem Django nem Zero Dark Thirty; pretendo ir logo. Gostei de Argo, mas não amei. Do Lincoln já falei aqui. Não há na história do cinema prêmio mais merecido do que o dado ao Daniel Day-Lewis. Concordo também com o dado a Anne Hathaway e ao Hugh Jackman. E ao dado a Adele também. A música é perfeita para o filme.
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01 2013
Zadie Smith
Às vezes – é raro – a gente lê alguma coisa tão boa que pensa como outras pessoas escrevem depois de ler aquilo. Essa semana li dois textos da Zadie Smith que me deixaram de boca aberta. O primeiro foi na New Yorker de 17 de dezembro e se chama “Some Notes on Attunement”. Como ela escreve! Que entrega, que equilíbrio, que maestria com a língua. O segundo texto, chamado “Joy”, foi publicado na New York Review of Books que tem a data de 10 de janeiro de 2013. Lindo, sobre a diferença de prazer e alegria; apesar que “joy” é mais do alegria, é aquele momento perfeito que a gente sente poucas vezes na vida. Não tem palavra em português. A Zadie Smith é inglesa, de mãe jamaicana e pai inglês. Hoje em dia ela dá aulas na New York University e mora em Londres e Nova York. Ela é casada com um escritor e poeta, Nick Laird. Já publicou quatro livros, mas escreve muitos ensaios também, como esses que eu li.
O primeiro só dá prá ler na internet quem pagar, ou obviamente quem comprar a revista. O segundo tá disponível no site da NYRB, aqui.





















