As Super Bactérias

Nicholas Kristoff escreveu no New York Times ontem sobre as super bactérias que estão ficando cada vez mais fortes por causa do uso de antibióticos na alimentação do gado, dos porcos e das aves. É assustador. Estou pensando seriamente em me tornar uma quase vegetariana. Só comer carne quando encontrar alguma que seja certificadamente livre de antibióticos. Apesar que ele diz que mesmo vegetarianos não estão a salvo, porque micróbios trocam genes, e a resistência a antibióticos desenvolvida pelos porcos, por exemplo, pode pular para micróbios que infecionam humanos em qualquer lugar.

Estão aparecendo infeções causados por acinetobactéria e por uma outra bactéria chamada KPC Klebsiella; elas são literalmente resistentes a todos os antibióticos aprovados para uso nos EUA. Desde o aparecimento da sulfa, em 1936, é a primeira vez que isso acontece.

KPC Klebsiella:

Acinetobactéria:

De todos os antibióticos consumidos nos EUA, 16% são usados por humanos e seus animais de estimação, 14% são usados para tratar animais de criação e incríveis 70% são administrados na alimentação desses animais, para fazer com que ganhem mais peso. É claro que nós, comendo esses animais, consumimos esses antibióticos também. Dizem os especialistas que isso vai provocar pandemias para as quais não teremos medicação.

O que me impressiona é como o capitalismo (que concordo é  melhor que as alternativas experimentadas até hoje) só age a curto prazo; não há planejamento nem consideração pelo futuro da humanidade ou do planeta. As imensas companhias que comercializam esses animais e ganham trilhões não se importam se esse pandemia ocorrer. Elas querem é lucrar, enlouquecidamente, sem pensar em nada, lucrar, lucrar e aí lucrar mais um pouco. E dar bônus milionários para seus executivos. São pessoas das quais não conhecemos os rostos e que tomam decisões que alteram nossas vidas de maneiras profundas. E parece que consciência não é uma das exigências para esses empregos.

08

03 2010

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