Chuva e papéis

Continuo em SP. Um calor maldito. Aí no fim da tarde cai o mundo de tanto que chove. Lá pelas 11 da noite fica gostoso. Mas sem tempo nem de pensar em posts interessantes. Passo os dias na casa da minha sogra, abrindo gavetas e olhando armários, olhando literalmente milhares de papéis, jogando fora um monte de coisas, guardando poucas. Arrumando quem compra piano, como me desfazer de livros, máquina de costura, louça prá umas 20 casas, etc. Ainda bem que minha filha tá me ajudando. Um conselho para quem não quer dar trabalho aos descendentes: façam limpeza, joguem fora o que não é necessário, não guardem todos os passaportes que já tiveram, nem todos os cartões que já receberam, nem todos os papéis que o banco manda. Nem caixas vazias. Ou sacolas plásticas. Ou agendas de 1988, 89, etc. Ou aqueles convites imensos de formatura. Ou papelzinhos com “19.650″ escrito – o quê, prá quem, quando? Ou dezenas de papéis com contas, só contas. Toda a documentação de uma conta de banco que foi fechada em 1996. 10 jogos de baralho. Recortes de jornal que ninguém mais sabe qual a notícia importante. E assim por diante. Pode crer que alguém no futuro vai te agradecer.

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02 2010

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