Archive for March, 2012

Ciência, sua louca…

Texto escrito por Einstein, com sua famosa fórmula

Tenho aprendido um pouco sobre física por causa do meu curso sobre história da ciência; o professor é físico, doutor papa imperador de física há decádas. Mas ele tem um entusiasmo incrível ainda pela ciência, é contagiante e uma qualidade excelente em um professor. Ele ainda se maravilha com várias coisas, como por exemplo, o iPhone: ele olha o dito cujo e fala “isso é a coisa mais incrível, é uma maravilha”. E mais, ele sabe como tudo funciona! Sabe como nós vivemos no mundo e aceitamos que as coisas funcionem mas não temos idéia como? Tipo como a energia elétrica funciona? O computador? Como funciona a visão? Os planetas? Magnetismo? Movimento? Ele sabe isso e muito mais. Então tô eu ali, vendo/aprendendo coisas que na minha já avançada idade eu nunca tinha visto e tá sendo muito interessante. E nos textos do curso tenho lido sobre Galileo, Newton, Einstein, etc. É uma maneira eficaz de nos colocar na nossa devida insignificância, ler sobre essas pessoas que tinham uma capacidade mental, de observação e de abstração muito superior a um reles mortal. Porque física, principalmente a física quântica, é um “tour de force” do raciocínio abstrato. Prá mim se parece muito o que em inglês se chama de “leap of faith”, ou seja, você tem que acreditar em alguma coisa sem ter muita prova. Tá certo que a lógica e a dedução de coisas que foram observadas contam muito em física; mas é um nível de abstração que a pessoa normal não acompanha nem de longe. Eu acho que físicos deveriam ter o cérebro umas cinco vezes maior que nós… Quase caí da cadeira quando aprendi que o átomo nunca foi visto. Tudo é feito de átomos, sabe-se muito sobre eles, mas nunca se viu um deles. Quer dizer, tem umas fotos recentes, feitas com microscópios de elétrons, mas não são boas. Átomos são absurdamente pequenos e parece que são meio nebulosos, indefinidos . Não podemos ver os átomos porque o menor comprimento da onda de luz é maior que eles.  Não é absolutamente louco? Incrível? Prá mim tudo isso é muito mais interessante, rico e complexo do que qualquer religião, do que qualquer explicação religiosa sobre como as coisas foram feitas e funcionam. Religião perde de longe prá ciência. Não tem nem como comparar. Viva a maravilhosa, insana, perfeita, enloquecedora, complicada ciência. E os cientistas, esses gênios doidos.

30

03 2012

Orientalism

Essa semana li Orientalismo, do Edward Said. Já tinha lido partes e um monte sobre o livro, mas agora li o próprio. Foi publicado em 1978 nos EUA. Teve uma influência imensa (mais aqui e na Europa) tanto no campo de crítica literária como no de história. É um daqueles livros que muda uma disciplina. Aqui nos EUA, por exemplo, foi revolucionário em termos de criação de cursos mais críticos e inserindo a visão do “outro”, que é o grande lance do Said. A Europa e os EUA tem uma forte tendência de se sentirem o centro do mundo, então precisou o Said vir e falar que não é bem assim. Poder e dominação é muito interessante, mas o dominado também é gente… Interessante que aí no Brasil e na América Latina isso não aconteceu, principalmente porque a gente era periferia, era o dominado. Tudo que era escrito, desde o começo, já era criticado; ou seja, temos uma tradição de ver tudo pelos dois lados. Então prá abrir a cabeça dos europeus e dos americanos, o Said mostrou como a visão que se tinha (e ainda tem, ainda mais depois do ataque de 2001) do Oriente Médio era uma fabricação do Ocidente, uma arma do imperialismo/colonialismo. É brilhante, um pouco exagerado e radical e dramático, mas dá prá entender, ele tava querendo destruir uma coisa que existe há séculos. Said morreu em 2003 e eu tenho muita curiosidade de saber o que ele teria achado dessa década de conflito entre radicais islâmicos e o Ocidente, conflito que arrasta nele toda a população muçulmana do mundo, coitados…

Esse é o Edward Said.

Tem edição brasileira, da Cia. das Letras.

29

03 2012

Dói no olho!

Tem modas que não deveriam voltar nunca. Nunca, nunca, nunca. Cores fluorescentes é um exemplo. Tendo estabelecido isso, adorei essa combinação de rosa, roxo e jeans com tinta.

Tags: ,

29

03 2012

Mandela

Eu sou absolutamente louca por Nelson Mandela. Eu acho ele o máximo. Eu não tenho ídolos, mas acho que existem algumas pessoas que pairam acima de nós, que somos o “riff raff”, que agimos como reles seres humanos. Mandela é assim, em certa medida Gandhi foi assim, e tem um  aqui, outro ali pela história. Mandela, seu lindo…(roubado da @mikalins, despudoradamente). E agora tem um site com a história dele, chamado Nelson Mandela Centre of Memory. Vai lá e vê que coisa mais maravilhosa.

28

03 2012

Terapia da estante

Como não dá prá arrumar/consertar coisas mais complicadas, arrumei a estante da impressora. Pequenos passos, como mandam os gurus de auto-ajuda – que eu odeio, aliás. Auto-ajuda que funciona prá mim é só terapia; esse negócio de ler um livro e entender tudo é enganação. Terapia é uma viagem, tipo numa estrada esburacada e cheia de lama, mas a vista é linda.

Tags: ,

27

03 2012

Sem cor

Hoje tô num dia mais prá lá do que prá cá. Todo mundo tem? Ou só eu? Pois quando tô num dia assim acho que sou a única. Me lembra de quando o Pedro era bebê e acordava de madrugada; eu morava em uma casa na Rua Gabriel Monteiro da Silva. Em volta só tinha casas. Então eu só via o céu, escuro, e ouvia os poucos carros que passavam. Eu tinha certeza de que era a única pessoa acordada em São Paulo. Talvez no mundo.  Em dias como hoje acho que só eu penso nas bobagens que fiz, nos erros, no que não consigo consertar. Na minha incapacidade. Tem dia que as coisas pesam mais e que as soluções não aparecem, a concentração some e tudo parece menos colorido. Pois hoje tô assim. Amanhã melhora.

Tags: ,

27

03 2012

Frida, a linda

Só porque um domingo com Frida é sempre melhor.

 

25

03 2012

Don

Don Draper volta hoje. A sexta temporada de Mad Men começa às 9 em ponto.

Tags: ,

25

03 2012

Ferramentas e Whitney

Cocaína, maconha, Xanax (ansiolítico), um relaxante muscular e um anti-alérgico: tudo isso encontraram na autópsia da Whitney Houston. E sinais de entupimento cardíaco. Coitada. Tão bonita por fora, tão danificada por dentro. Morro de pena. Sou daquelas que acreditam que vício é doença e que precisa ser muito “forte” prá conseguir lutar contra o vício – apesar que não gosto dessa palavra, nem do que ela significa: que existem pessoas fracas, coisa que não acredito, acho que existem pessoas que tem mais ferramentas prá lidar com a vida e pessoas que, por várias circunstâncias, tem menos. O que acontece conosco quando estamos nos anos entre ser bebê e ser adolescente é vital prá nos fornecer ou não essas ferramentas; ali forma-se nossa auto-estima, aprendemos uma coisa muito importante que é mostrar a nossa vulnerabilidade, porque é daí que conseguimos formar relacionamentos profundos durante a vida, e também é nessa época que formamos a base segura que nos sustenta a vida toda. Ou não. Se isso não acontece, ferramentas não se formam. Ou se formam incompletas. Terapia, aprender a se auto-analisar, anti-depressivos, exercício físico, tudo isso ajuda a ultrapassar um pouco o que acontece nesse período da vida. Mas se somado à isso se tem tendência ao vício, é quase impossível lidar com o problema. Essa é a minha opinião e a minha experiência, depois de décadas de pensar sobre tudo isso. Vício é uma luta da vida inteira, assim como é a falta de ferramentas adequadas prá lidar com o que a vida nos apresenta; os dois somados é uma desgraça.

Tags: ,

23

03 2012

Oy Vey Vlog!

Tags: ,

22

03 2012