Dói ver a Europa assim, não? Quer dizer, se eu acreditasse em karma histórico talvez não doesse tanto. Mas como já escrevi aqui outro dia, penso nas pessoas atrás das notícias, não nas nações “imperialistas” ou de direita, esquerda, centro, etc. e tal. Se estiver como aqui nos EUA, e acho que está parecido, é duro, muitas famílias em situações tristes, sem esperança. Apesar que, no Brasil, foi e ainda é prá muita gente difícil assim e até pior. Aqui nos EUA tem uma boa estrutura de ajuda privada, instituições ligadas a igrejas, muitas ONGs, e até campanhas feitas pela mídia. O New York Times, e o jornal aqui de Miami fazem todo fim de ano uma baita campanha prá levantar dinheiro prás suas comunidades e arrecadam bastante. Isso acontece em muitas cidades aqui. E mesmo assim, tem uma quantidade imensa de famílias vivendo praticamente na rua, pessoas desesperadas e muita fome.
Na Europa não sei, mas não acredito que exista essa estrutura. Como não existe no Brasil também. Parece que tá começando, né? Mas no Brasil tem essa coisa que é muito boa, mais pessoal, da família se ajudar, um ajuda ao outro, o vizinho ajuda, a madrinha; aqui nos EUA isso não rola. E na Europa então, de jeito nenhum. Não tenho idéia do que vai acontecer (não entendo nada de economia), mas não sei se alguém sabe, mesmo os grandes entendidos. Se soubessem, será que a situação teria chegado ao que chegou? Viva o Brasil, que tá melhorando! Mas prá melhorar mesmo, longo prazo, tem que melhorar a educação, as escolas públicas, e principalmente a mentalidade geral. Educação, que seja pública, privada, em casa, ou guiada pelo auto-didatismo (hoje em dia sou muito aberta prá outras vias educacionais) tem que ser mais valorizada. Só um exemplo: a filha de um amigo, em um dos melhores colégios particulares de São Paulo, passou por um período muito complicado emocionalmente e teve até que mudar de escola. E porquê? Porque gosta de ler e estudar, e as amigas começaram a gozar, a marginalizar a menina de uma maneira até violenta. Pode isso? Brasileiros e brasileiras, meus conterrâneos, vamos amar o conhecimento, ele leva a gente a lugares nunca imaginados, vamos valorizar a literatura, a ciência, a filosofia, enfim, vamos olhar prá dentro em vez de olhar tanto no espelho e fazer tanta plástica!