Archive for July, 2011

Crianças

Fotos de James Mollison, um projeto chamado “Where Children Sleep” (Onde Dormem as Crianças).

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07 2011

Erramos

Corrigindo meu erro: minha dor é na lombar, não na cervical. Sempre confundo as duas. Quer dizer, confundia antes de ter dor, nada como dor prá gente aprender. Meu problema é na quarta e quinta vértebras da lombar. Continuo aqui na horizontal. Ai ai ai.

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30

07 2011

Mosquito

Odeio mosquitos. Não, eu realmente odeio mosquitos. Mas olha que legal os olhos de um mosquitos aumentados 450 vezes. Roxo!

Daqui.

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28

07 2011

Noruega, hepatite e desordem

Olha se a Noruega não é o máximo! O primeiro ministro declarou que a resposta prá tragédia é mais democracia. Ou seja, contra a xenofobia, abertura e liberdade. Fala a verdade, inovador, né?

Segundo a World Health Organization, dois bilhões de pessoas, 1/3 da população mundial, já foi infecionado com hepatite. A maioria não sabe que carrega/carregou o vírus. Eu faço parte desses dois bilhões; tive hepatite aos 10 anos e peguei na piscina do Clube da Orla, no Guarujá. Fiquei mais de 2 meses de cama, tomando um remédio horrível que se chamava Metiocolin e tirando sangue toda semana. Não ficou nenhuma sequela e meu fígado é normal.

Entrevada, com dor nas costas. Tenho que ficar na horizontal. Nossa, é muito chato passar o tempo todo deitada. E a bagunça? Normalmente passo o dia todo arrumando aqui, ali, louça na pia é lavada ou colocada na máquina, almofadas constantemente sendo ajeitadas, enfim, arrumando e arrumando. Quando tô impossibilitada fica tudo torto e eu irritada. É bobagem, eu sei, na verdade tá tudo bem, mas não prá mim. Gosto de certa ordem. O Pedro me apresentou um website que chama “first world problems” (problemas de primeiro mundo) que é mais ou menos sobre esse meu “problema”. Ontem reclamei prá ele que meu dedo indicador da mão direita tava com bandaid e eu não podia usar no mouse ou prá mandar sms no iPhone. Ele me falou: “tem um website cheio de problemas assim como o teu…”. E é verdade. Tipo gente que não consegue mudar o canal da tv porque o cachorro tá na frente da cable box e o controle remoto não funciona. Então desde ontem já tive pelo menos dois problemas de primeiro mundo: meu dedo indicador e a desordem na casa que só eu vejo.

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28

07 2011

Yeats

Hoje acordei poética, apesar de uma baita dor na cervical. Já marquei meu acupunturista chinês, Dr. Shao, às 3 da tarde. Acho até que já postei esse poema aqui, mas sou preguiçosa demais prá procurar! Mas nunca é demais, “Cloth of Heaven”, de Willian Butler Yeats, publicado em 1899.

Had I the heavens’ embroidered cloths,

Enwrought with golden and silver light,

The blue and the dim and the dark cloths

Of night and light and the half-light,

I would spread the cloths under your feet:

But I, being poor, have only my dreams;

I have spread my dreams under your feet;

Tread softly because you tread on my dreams.

Yeats, foto de Alvin Langdon Coburn, 1910.

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27

07 2011

Niver

Ontem foi meu aniversário. Não gosto de fazer aniversário. Nunca gostei, desde criança. Não é timidez, porque não sou muito tímida. Não é mêdo de ficar velha, porque não sou vaidosa e gosto de me sentir mais “sábia” e experiente. Acho que são duas coisas; a primeira é que não gosto de datas que tem momento certo. Como ano novo: às 11:59:59h é um ano e às 12:00:01 é o seguinte. Quanta responsabilidade prá um pobre e simples segundo! Como se alguma coisa mudasse de um momento prá outro…A segunda coisa que me irrita em aniversário é que todo mundo fica olhando prá pessoa, esperando alguma coisa, alguma reação, sei lá! A gente tem que ficar à disposição dos telefonemas, e-mails, texts e afins. E ai da pessoa que não estiver de bom humor no dia que faz aniversário. Tem que ser ótimo ator/atriz, fingir uma alegria sem fim, um otimismo incrível. Ganhou presentes, perguntam. Ganhei, sim. Uma camiseta que não é de nenhuma cor que uso, um sapato que aperta, um livro que não vou ler e uma comida que me dá alergia. Viva. O que gosto é do dia seguinte, porque aí faltam 364 dias pró próximo. Um ano todo! Que delícia.

Mas não posso reclamar, pessoalmente (né, família?). Olha o bolo que o Pedro, o Kim e as meninas fizeram prá mim.

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26

07 2011

Charlie

Charlie dormiu assim, amassada entre a almofada do sofá e o encosto. Abriu os olhos só um pouquinho com o click da máquina e voltou a dormir.

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26

07 2011

Tree of Life

Algumas vezes na vida a gente assiste a um filme ou a uma peça, lê um livro ou vê uma exposição que nos marca prá sempre. É muito raro, mas acontece. Claro que quanto mais coisas se vê maior a probabilidade disso acontecer. Só assitir televisão e ler revista não vai provavelmente propiciar uma experiência revelatória…”Reality TV” e fofocas sobre celebridades não somam nada à nossa condição humana. Mas viver uma experiência artística sublime, ah, isso nos eleva a um estágio um pouco acima, nos melhora como seres humanos. Assistir “Tree of Life” foi prá mim uma coisa assim.

Mas primeiro vou falar que não é um filme prá muitos. Na sessão que eu fui as poucas pessoas que estavam na platéia não estavam gostando e quando terminou deu prá sentir o clima de “que foi isso, que desperdício de tempo e dinheiro…”. Esse filme vai dar um prejuízo monumental. O Brad Pitt e o Sean Penn certamente não receberam o salário que estão acostumados. Por que esse filme não vai dar lucro. Mas quero deixar claro que não achei um filme elitista, não tô me achando mais inteligente que meus companheiros de sessão. Só que prá mim o filme falou alto, tocou em coisas que são prá mim reais e presentes. Me lembro quando assisti “O Piano”, muitos anos atrás, e também o filme falou comigo. Era uma época em que eu estava lendo “Women Who Run with the Wolves”, da Clarissa Pinkola Estes, e o filme bateu pesado no que eu estava vivendo. Foi muito mais que uma estória rolando na tela.

Com o “Tree of Life” foi assim e mais. É um filme que lida com a grande questão: o que é a vida? E com as questões paralelas: como surgiu, qual a dimensão da vida humana, o que é importante, etc. Tudo isso de uma maneira quieta e profunda. A vida desde o início, o “big bang”, a formação da terra, até o nascimento de um bebê e seu relacionamento com a sua mãe. Lida também com a morte e como é difícil aceitar que aqueles que amamos morrem, como mesmo nós ateus gostaríamos de rever aquelas pessoas que perdemos. Elas vivem conosco prá sempre, mas como seria maravilhoso encontrar com elas de novo! O racional e o religioso, a natureza e o espírito, o tempo que passa, os arrependimentos, tudo isso ali, em duas horas e pouco, numa sala de cinema. Tem que ser visto em tela grande, a gente entra naquilo, e tudo nos toca mais.

O diretor é Terrence Malick, um gênio. Os atores, perfeitos. Como disse o crítico do “Guardian”, “esse é um cinema visionário em uma escala despudoradamente gigantesca: cinema que pensa grande. Malick faz com que um grande número de outros cineastas pareçam tímidos e insignificantes em comparação”.

Brad Pitt é o pai. Texas, nos anos 50.

Esse é o filho mais velho; ele que conta a estória, mas quando é adulto, quando ele é o…

…Sean Penn, que aparece pouco, mas são as memórias e os sentimentos dele que guiam a estória.

Essa é  a mãe. Não me lembro de ter visto essa atriz em outro filme. O nome dela é Jessica Chastain e o rosto dela em close-up aparece muito. Ela é linda e o rosto dela muito expressivo. De novo, Malick é um gênio, os sentimentos são transmitidos pelos olhares, não pelo o que é falado.

O filme ganhou a Palme D’Or em Cannes. Concordo totalmente com a premiação. Grande filme.

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07 2011

Don’t Look Back

Mais um dos mistérios policiais escandinavos. Essa escritora é norueguesa, e fiquei lendo e pensando no que tinha acontecido lá esses últimos dias. Eu adoro a Escandinávia, como já falei aqui inúmeras vezes e tô muito triste com esse louco que saiu matando porque achou que era o jeito de ser ouvido. E agora ele vai ter direito a um julgamento com todas as leis sendo obedecidas prá resguardar os direitos dele. E as pessoas que ele matou? E os direitos delas? O país que ele acha que está errado em aceitar os imigrantes é o mesmo que vai cuidar dele prá sempre, as leis que servem prá abrigar quem precisa e procura a Noruega prá poder sobreviver e dar uma vida melhor aos seus filhos  são as mesmas que darão a ele um julgamento justo e casa, comida e roupa lavada prá sempre. Mundo, mundo, vasto mundo…

Bom, vamos ao livro. É legalzinho, nada espetacular, mas bem feito, bem montado. Continuo na minha procura dos melhores policiais da Escandinávia, apesar que tô achando que o Jo Nesser vai ganhar.

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07 2011

Danny Gregory

The Art of Breakfast from DannyGregory on Vimeo.

O Danny Gregory é um dos meus ídolos de desenho. Eu adoro desenho mas não tenho a paciência necessária. Olha esse vídeo dele desenhando.

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07 2011