Archive for June, 2011

Trovão

Imagina se a gente nunca tivesse ouvido trovão. Nunca. Aí um dia você tá ali, parada, e brum! Trovão! Imagina que susto. O barulho é assustador, pré histórico. É que a gente tá acostumada, sabe o que é. Mas se não soubesse acho que seria um ataque do coração na certa.

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06 2011

Imperfect Birds

A Anne Lamott é uma escritora da Califórnia com uma voz muito original. Ela escreve ficção e auto-biografias (livros com ensaios sobre a vida dela). Não é alta literatura; às vezes é muito new age californiano, espiritual e vegetariano demais prá mim. Mas ela é original, principalmente nos ensaios. Esse livro que li agora não é recomendado para pais cujos filhos ainda não passaram pela adolescência, porque vai assustar. É a história de uma mãe e de uma filha e de como a filha enrola a mãe, mente prá burro, e se envolve com drogas e afins. Aqui nos EUA tem essa coisa dos pais controlarem muito a vida dos filhos até os 18 anos. Aos 18 eles vão prá universidade, na grande maioria das vezes muito longe de casa, e os pais nem sabem o que eles fazem. Só se vem nos feriados e nas férias. Depois da universidade eles não voltam prá casa, mas vão trabalhar e morar onde quiserem. Eu acho muito estranho, como se existisse um botão, agora você se preocupa e quer saber de cada minuto do dia do filho, clic, aperta o botão e parou, não sabe nem se tá vivo ou morto. A menina da história tem 17 anos, vai prá universidade em um ano e vai poder se drogar até arrebentar, mas agora, com 17, tem hora prá chegar em casa, tem que fazer teste de drogas toda semana, etc. Acho muito, muito louco. Mas o livro é legalzinho, apesar do final meio “no fim tudo dá certo” que não me convence, porque na vida nem tudo dá certo no fim, na verdade poucas coisas dão.

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30

06 2011

Midnight in Paris

Fui ver “Midnight in Paris”. Não vi os dois últimos filmes do Woody Allen, sei lá, não me deu vontade. Vi tantos filmes dele já, e alguns estão entre os meus preferidos. Principalmente “Annie Hall”. O “Midnight in Paris” é divertido. Eu tava implicando antes de ver porque não gosto do Owen Wilson, acho ele chato e sem charme, sempre fazendo um biquinho, estranho. Mas adoro a Marion Cotillard. Então fui. Fui assistindo, no começo é um típico Woody Allen. E achei que o Owen Wilson – tirando o biquinho…- fez um excelente Woody Allen (todos os personagens principais dos filmes dele são ele). Quando dá aquela viajada pelos anos 20 pensei, “ai não, que óbvio, que solução fácil”. Me irritou. Mas entrei na história e comecei a achar divertido, engraçado. Adorei o Adrien Brody de Dali! Perfeito! O sotaque, o olhar, maravilhoso! Mostra um incrível senso de humor do ator. Achei, no final, que é um filme feito por alguém que sabe que a vida real é injusta, chata na maioria do tempo, difícil e que oferece aos espectadores uma fuga disso. E Paris, aqui entre nós, que lindinha. Sei que é maior lugar comum dizer que adora Paris, e que 9 entre 10 pessoas vai dizer que é a cidade que mais gosta. Mas o que posso fazer? Sou assim, comunzinha mesmo. Mas é engraçado que a Paris do Woody Allen não é a minha. Achei linda, mas é diferente daquela que eu mostraria; não é como eu sinto a cidade. Talvez faltou os franceses, porque só aparece a Marion Cotillard nos anos 20 e a moça das antiguidades no presente. Faltou a personalidade da população, ficou só o cenário. Prá mim as duas coisas são juntas.

A Rachel Adams faz a namorada chata e mimada.

E ele anda e anda, numa Paris mais vazia do que na vida real.

Carla Bruni faz a guia do museu Rodin.

A Marion Cotillard tá cada dia mais bonita.

Um Dali prá lá de perfeito.

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06 2011

Histórinha de amor

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06 2011

Charlie

Charlie dormindo. Irresistível.

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06 2011

Ravioli

Outro dia o Pedro e eu fizemos ravioli. Fizemos a massa, passamos na máquina até ficar da espessura certa, colocamos o recheio, cortamos oa raviolis, cozinhamos e comemos. Ficou ma-ra-vi-lho-so. Modéstia à parte. Era recheado de ricota e espinafre, com molho apenas de azeite de oliva e queijo parmesão.

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06 2011

The Return

O autor é sueco, mas mora agora em Londres. Esse é o terceiro que leio dessa série, centrada no Inspetor Van Veeteren. Não é o meu preferido, mas é legalzinho.

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06 2011

Morro feliz

Eu sei o que vai me matar. Ou pelo menos a mídia sabe! É uma das seguintes coisas:

  1. Adoçante. Sei lá que veneno tem ali. Tomo com tudo; passo o dia tomando chá, preto, verde e de ervas, sempre com adoçante. Iogurte grego, delicioso, adoçante nele. Ou seja, são muitos pacotinhos por dia.
  2. Laticínios, glúten, farinha branca, arroz branco. Vida sem queijo e iogurte? Nem pensar. E sem sorvete? Inferno na terra. Essa mania de coisas sem glúten me irrita. Algumas pessoas tem alergia, mas agora todo mundo resolveu que é alérgico. Vai se catar. Farinha branca significa macarrão, e de novo, a vida sem pasta não tem graça. Arroz branco, uma das minhas comidas favoritas, como desde sempre, sou brasileira e pronto.
  3. Sentar. Sim, sentar. Novas pesquisas indicam que pessoas que ficam sentadas mais de 3 horas por dia morrem anos antes das que não ficam. Desculpe, mas 3 horas por dia? Só conheço uma pessoa que não senta mais de 3 horas. Eu sento bem mais. E olha que não sou a mais sedentária que existe…Mas se sentar vai me matar, que seja.
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06 2011

Biutiful

Assisti esse filme essa semana.

Nossa. O subtítulo devia ser “Desgraça pouca é bobagem”. Muito bom. Mas deixa a gente com um milímetro – se tanto – de esperança na humanidade e no futuro. Até eu, que sou naturalmente pessimista e cínica, achei dark. O filme mostra um lado de Barcelona (e da Europa) que a gente não vê. O lado dos trabalhadores imigrantes ilegais quase que escravos, das drogas, do desemprego, da pobreza. A gente sempre pensa na Europa como a terra da igualdade social e da erradicação da miséria. Não é assim não. Tem muita gente marginalizada, é só pensar naquele “banlieu” de Paris cheio de jovens sem emprego e sem futuro, a maioria árabe e africana. O Javier Bardem é um espanto, sempre incrível. Os outros atores são uma coleção de gente feia, ou seja, normal. Nada Hollywoodianos. Tá certo que eles foram enfeiados pro filme; as fotos deles em Cannes mostram que quando arrumados são bonitos. O diretor é o mesmo de um filme que eu gosto muito, Babel. Biutiful é um filme triste, mas real. Não é um filme prá se ver quando se está deprimido ou numa fase difícil. É desgraça em cima de desgraça. Mas é um bom filme? Sim. É longo e lento, mas eu não acho isso defeito. Eu sei que passou faz tempo no Brasil, mas prá quem não viu só tenho um conselho: prepara o kleenex.

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06 2011

Lindo

Esse é o pavilhão da Grã-Bretanha na Expo 2010 de Shangai. Foi feito por um escritório de arquitetura e design chamado Heatherwick Studio. O pavilhão tem o nome de Seed Cathedral (Catedral das Sementes) e contém espécimes do banco de sementes do Royal Botanical Gardens em Kew.  A Catedral tem 20 metros de altura e foi feita com 60.000 fios óticos transparentes de 7.5 metros de comprimento, cada um com uma semente embutida na ponta. O interior é iluminado apenas pela luz do dia que passa através de cada semente pelo fio ótico.

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06 2011