
Fui ver “Midnight in Paris”. Não vi os dois últimos filmes do Woody Allen, sei lá, não me deu vontade. Vi tantos filmes dele já, e alguns estão entre os meus preferidos. Principalmente “Annie Hall”. O “Midnight in Paris” é divertido. Eu tava implicando antes de ver porque não gosto do Owen Wilson, acho ele chato e sem charme, sempre fazendo um biquinho, estranho. Mas adoro a Marion Cotillard. Então fui. Fui assistindo, no começo é um típico Woody Allen. E achei que o Owen Wilson – tirando o biquinho…- fez um excelente Woody Allen (todos os personagens principais dos filmes dele são ele). Quando dá aquela viajada pelos anos 20 pensei, “ai não, que óbvio, que solução fácil”. Me irritou. Mas entrei na história e comecei a achar divertido, engraçado. Adorei o Adrien Brody de Dali! Perfeito! O sotaque, o olhar, maravilhoso! Mostra um incrível senso de humor do ator. Achei, no final, que é um filme feito por alguém que sabe que a vida real é injusta, chata na maioria do tempo, difícil e que oferece aos espectadores uma fuga disso. E Paris, aqui entre nós, que lindinha. Sei que é maior lugar comum dizer que adora Paris, e que 9 entre 10 pessoas vai dizer que é a cidade que mais gosta. Mas o que posso fazer? Sou assim, comunzinha mesmo. Mas é engraçado que a Paris do Woody Allen não é a minha. Achei linda, mas é diferente daquela que eu mostraria; não é como eu sinto a cidade. Talvez faltou os franceses, porque só aparece a Marion Cotillard nos anos 20 e a moça das antiguidades no presente. Faltou a personalidade da população, ficou só o cenário. Prá mim as duas coisas são juntas.

A Rachel Adams faz a namorada chata e mimada.

E ele anda e anda, numa Paris mais vazia do que na vida real.

Carla Bruni faz a guia do museu Rodin.

A Marion Cotillard tá cada dia mais bonita.

Um Dali prá lá de perfeito.