Archive for December, 2010
Fim de ano
Não gosto muito de ano novo. Gostei até uns 20 anos e daí prá frente perdeu a graça. O que eu gostava era da bagunça. Mas como já falei aqui várias vezes que sou uma pessoa prá lá de séria – mesmo, séria demais – não vejo mais graça em bagunça. Pelo menos eu via quando era menina e aproveitei muito. Hoje em dia bagunça só pela tv e olha lá. Nossa, tô achando que eu virei é uma chata mesmo! Pode ser. Chata e anti-social. Que delícia.
Também fico meio desconfiada desses momentos comemorativos que duram um segundo: agora é 2010, ups, já é 2011. Agora você tem 52 anos, agora tem 53. Esses “pulos” me dão uma sensação de despenhadeiro, de sobe, sobe, sobe…caiu! Mas gosto de dia primeiro. É legalzinho, limpinho, tranquilo.
31
12 2010
The Thousand Autumns of Jacob de Zoet
Encerrei o ano com chave de ouro (ô clichê…) no setor literatura. Esse livro é ótimo. O escritor é tudo o que se quer: criativo, original, inteligente.
31
12 2010
Organizado, pero no mucho
Eu gosto das coisas arrumadas, não neuroticamente ou obecadamente. Mas não durmo com cozinha bagunçada nem sala zoneada. Gosto de casa com jeito e cara de que tem vida, pessoas usando coisas. Mas bagunça, sujeira, coisas amontoadas não. Me irrita.
29
12 2010
Olé!
Aniversário do Adolpho. Fizemos paella. Sempre quis aprender, então peguei fiz uma pesquisa de receitas e escolhi a que mais gostei.
O começo: cebola, tomate e frango. E azeite.
Aí já tem o chorizo, a lula, o arroz e o caldo com bastante açafrão.
Aqui os camarões, as clams, os mariscos, lagostas e pimentão.
Pronta. Ficou muito boa. E é fácil de fazer. Tá certo que precisa da panela especial, do arroz especial, do fogareiro, e de um monte de coisa cara, como frutos de mar e açafrão. Mas uma vez por ano vale a pena.
24
12 2010
Ai ai ai
Tem coisa melhor que prosciutto? Não tem. Esse comprei em uma loja aqui que chama “Delícias de España”e tem tudo espanhol, de torrone a alpargatas, e do lado um restaurante que serve ensalada de pulpo, tortilla de patatas e otras cositas. Comprei o jamon serrano e uns salames.
Cheguei me casa e o cara da UPS – que aliás é uma moça – entregou uma caixa da Vosges Chocolatier. Engraçado, pensei, será que comprei chocolate e esqueci? Mas não, era o Pedro que tinha mandado, e chegou na mesma hora em que ele tava voando prá cá. E o chocolate da Vosges, meus amigos, é uma coisa séria. Não é bom, é maravilhoso. Ganhei caramelos exóticos, trufas da estação e uns outros bonbons divinos. Depois fotografo, se der tempo antes de acabarem…
22
12 2010
Trivial com baleia e bolo
Ontem assisti a um documentário no canal da National Geographic muito interessante. Uma baleia imensa morreu em uma praia na costa da Irlanda e encalhou. Parece que isso é uma coisa bem rara. Um bando de biólogos e veterinários se uniu prá fazer uma autópsia da pobre baleia. Como ela é um mamífero, grande parte da anatomia e dos orgãos é igual ou parecida com os nossos. Só que imensos. Um gigantesco intestino, por exemplo. É uma tarefa prá lá de nojenta prá nós leigos, mas os cientistas estavam muito felizes no meio das entranhas do bicho. O cheiro era tão forte que eu juro cheguei a sentir na minha sala…
Quase natal. Ainda bem. Não aguento mais a overdose.
Acho que vou fazer um bolo de chocolate mais tarde. Receita nova. Depois eu conto. Agora vou ler um pouco, aproveitar as férias. Livro do momento: “The Thousand Autumns of Jacob De Zoet”, do David Mitchell. Por enquanto muito bom.
22
12 2010
Prosaico
A vida tá corriqueira, não tem nada de excepcional acontecendo. Só o dia a dia que faz a vida o que ela é e dá o valor que ela tem. Sexta fiquei com a Flora; brincamos e compramos os presentes de natal dela pela internet. Se a internet não servisse prá mais nada, isso de não ter que ir em loja em dezembro já justificava a existência dela. Sábado fiquei com a Rita; pintamos com aquarela e compramos os presentes dela. Gosto de fazer tardes separadas prás duas, porque elas são tão diferentes. Assim dá prá conversar, ouvir, me dedicar 100% a cada uma.
Domingo, cuidei das cachorras, tomei banho e fui comprar jornal. Voltei, cozinhei e comi, li o jornal local. Manicure e pedicure. Li o New York Times. Instalei a impressora wireless. Quer dizer, tentei. Consegui tudo menos que meu computador a reconhecesse como impressora. Ele teima em reconhecer como scanner. Fiz jantar. Vi um filme francês, La Tourneuse des Pages. Bom. Uns documentários aqui e ali, Discovery, National Geographic, etc. Cama.
Viu como a vida tá assim normal? Prosaica. Não tô reclamando, prosaico é ótimo. Só tô contando.













