Archive for December, 2010

Praia

Olha que linda a praia da minha infância. Vazia, deliciosa, paradisíaca.

Olha a mesma praia hoje. Um dos círculos do inferno de Dante.

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12 2010

Fim de ano

Não gosto muito de ano novo. Gostei até uns 20 anos e daí prá frente perdeu a graça. O que eu gostava era da bagunça. Mas como já falei aqui várias vezes que sou uma pessoa prá lá de séria – mesmo, séria demais – não vejo mais graça em bagunça. Pelo menos eu via quando era menina e aproveitei muito. Hoje em dia bagunça só pela tv e olha lá. Nossa, tô achando que eu virei é uma chata mesmo! Pode ser. Chata e anti-social. Que delícia.

Também fico meio desconfiada desses momentos comemorativos que duram um segundo: agora é 2010, ups, já é 2011. Agora você tem 52 anos, agora tem 53. Esses “pulos” me dão uma sensação de despenhadeiro, de sobe, sobe, sobe…caiu! Mas gosto de dia primeiro. É legalzinho, limpinho, tranquilo.

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12 2010

The Thousand Autumns of Jacob de Zoet

Encerrei o ano com chave de ouro (ô clichê…) no setor literatura. Esse livro é ótimo. O escritor é tudo o que se quer: criativo, original, inteligente.

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12 2010

Organizado, pero no mucho

Eu gosto das coisas arrumadas, não neuroticamente ou obecadamente. Mas não durmo com cozinha bagunçada nem sala zoneada. Gosto de casa com jeito e cara de que tem vida, pessoas usando coisas. Mas bagunça, sujeira, coisas amontoadas não. Me irrita.

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12 2010

Eu, né?

Segundo a minha família essa seria minha roupa todos os dias… (em português: Sério, faz do meu jeito, na maioria das vezes eu tô sempre certa).

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12 2010

Charlie

Com 3 meses e meio.

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12 2010

Olé!

Aniversário do Adolpho. Fizemos paella. Sempre quis aprender, então peguei fiz uma pesquisa de receitas e escolhi a que mais gostei.

O começo: cebola, tomate e frango. E azeite.

Aí já tem o chorizo, a lula, o arroz e o caldo com bastante açafrão.

Aqui os camarões, as clams, os mariscos, lagostas e pimentão.

Pronta. Ficou muito boa. E é fácil de fazer. Tá certo que precisa da panela especial, do arroz especial, do fogareiro, e de um monte de coisa cara, como frutos de mar e açafrão. Mas uma vez por ano vale a pena.

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12 2010

Ai ai ai

Tem coisa melhor que prosciutto? Não tem. Esse comprei em uma loja aqui que chama “Delícias de España”e tem tudo espanhol, de torrone a alpargatas, e do lado um restaurante que serve ensalada de pulpo, tortilla de patatas e otras cositas. Comprei o jamon serrano e uns salames.

Cheguei me casa e o cara da UPS – que aliás é uma moça – entregou uma caixa da Vosges Chocolatier. Engraçado, pensei, será que comprei chocolate e esqueci? Mas não, era o Pedro que tinha mandado, e chegou na mesma hora em que ele tava voando prá cá. E o chocolate da Vosges, meus amigos, é uma coisa séria. Não é bom, é maravilhoso. Ganhei caramelos exóticos, trufas da estação e uns outros bonbons divinos. Depois fotografo, se der tempo antes de acabarem…

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12 2010

Trivial com baleia e bolo

Ontem assisti a um documentário no canal da National Geographic muito interessante. Uma baleia imensa morreu em uma praia na costa da Irlanda e encalhou. Parece que isso é uma coisa bem rara. Um bando de biólogos e veterinários se uniu prá fazer uma autópsia da pobre baleia. Como ela é um mamífero, grande parte da anatomia e dos orgãos é igual ou parecida com os nossos. Só que imensos. Um gigantesco intestino, por exemplo. É uma tarefa prá lá de nojenta prá nós leigos, mas os cientistas estavam muito felizes no meio das entranhas do bicho. O cheiro era tão forte que eu juro cheguei a sentir na minha sala…

Quase natal. Ainda bem. Não aguento mais a overdose.

Acho que vou fazer um bolo de chocolate mais tarde. Receita nova. Depois eu conto. Agora vou ler um pouco, aproveitar as férias. Livro do momento: “The Thousand Autumns of Jacob De Zoet”, do David Mitchell. Por enquanto muito bom.

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12 2010

Prosaico

A vida tá corriqueira, não tem nada de excepcional acontecendo. Só o dia a dia que faz a vida o que ela é e dá o valor que ela tem. Sexta fiquei com a Flora; brincamos e compramos os presentes de natal dela pela internet. Se a internet não servisse prá mais nada, isso de não ter que ir em loja em dezembro já justificava a existência dela. Sábado fiquei com a Rita; pintamos com aquarela e compramos os presentes dela. Gosto de fazer tardes separadas prás duas, porque elas são tão diferentes. Assim dá prá conversar, ouvir, me dedicar 100% a cada uma.

Domingo, cuidei das cachorras, tomei banho e fui comprar jornal. Voltei, cozinhei e comi, li o jornal local. Manicure e pedicure. Li o New York Times. Instalei a impressora wireless. Quer dizer, tentei. Consegui tudo menos que meu computador a reconhecesse como impressora. Ele teima em reconhecer como scanner. Fiz jantar. Vi um filme francês, La Tourneuse des Pages. Bom. Uns documentários aqui e ali, Discovery, National Geographic, etc. Cama.

Viu como a vida tá assim normal? Prosaica. Não tô reclamando, prosaico é ótimo. Só tô contando.

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12 2010