Memes!
Eu estou absolutamente fascinada, apaixonada pelo conceito de memes. Memes são unidades de transmissão cultural, ou unidades de imitação. Falando assim é difícil, né? Na verdade memes são todas as informações, as técnicas, as idéias que andam por aí. Um banco, uma música, religião, a internet: são memes. Toda idéia que é passada de uma pessoa prá outra, de um cérebro pro outro, a gente consciente disso ou não. A transmissão se dá por imitação, e isso acontece a centenas de milhares de anos. Nós, seres humanos, fazemos a seleção de qual meme vai sobreviver e qual vai desaparecer. Por exemplo: uma música (um exemplo bem simples). A música aparece e as pessoas começam – ou não – a cantar ou/e falar dela prá outras pessoas. Ela vai passando – ou não – de pessoa a pessoa, até infectar milhões, como uma música da Madonna nos anos 90, ou morrer loguinho, como uma música de um anônimo que canta num bar. Tem memes que são úteis, como hospitais, cozinhar, escrever um livro. Outros são ligados ao prazer, como arte, esportes ou montar um quebra-cabeças. Outros são daninhos, como esses e-mails que a gente recebe pedindo grana ou mostrando cachorrinhos em poses cafonas. Ou religião. Alguns duram prá sempre – linguagem, por exemplo. Outros se espalham horizontalmente em um dia, como a imagem do World Trade Center sendo atacado. Quem quiser saber mais tem que ler Richard Dawkins, que foi quem inventou a idéia, em um livro chamado “The Selfish Gene”. Agora sou adepta da mimética. Fã de carterinha.













