Archive for February, 2010

Blue Jeans

Muito antes de um homem chamado Levi fazer para os trabalhadores de minas do oeste americano umas calças azuis com rebites,

(calça de mais de 100 anos encontrada em uma velha mina no deserto de Mojave)

a marinha de Gênova usava no século 16 umas calças grossas, que podiam ser arregaçadas quando lavavam o convés. A côr índigo dessas calças ficou conhecida como “bleu de Gênes”, azul de Gênova ( o que foi transformado em blue jeans…).

(modelo de calça usada por marinheiros no século 16)

Quando eles precisavam lavar as calças as colocavam dentro de redes e jogavam as redes no mar Mediterrâneo – eventualmente as calças ficavam tão salgadas e batidas pelo sol que se tornavam quase brancas.

(Condé Nast Traveler)

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02 2010

Nicholas Kristoff

Eu não admiro muita gente. Aliás, são poucas pessoas das quais sou fã. Uma delas é o Nicholas Kristoff, colunista do New York Times. Ele escreve sobre genocídios, guerras, tráfico humano e outros assuntos importantes no mundo de hoje. Já ganhou dois prêmios Pulitzer (o mais importante do jornalismo nos EUA). Ele é o responsável por mostrar ao mundo o genocídio em Darfur. Ele é um cara tranquilo, suave mas que lida com os assuntos mais violentos e desumanos possíveis. Ele tem indepedência no New York Times prá cobrir o que ele escolhe.

Em 2007 ele foi seguido por um cineasta em uma viagem ao Congo e isso resultou em um documentário chamado Repórter. Eu assisti ontem e acho que todo mundo deveria assistir, se puder.

Mostra uma das coisas que ele aprendeu durante todos seus anos de reportagem: as pessoas só se importam com grandes desgraças se elas tiverem um rosto. Não adianta colocar as mais terríveis estatísticas; tem que contar uma história pessoal. Então ele normalmente faz isso. Fala de uma mulher morrendo de fome e infecção em uma zona de guerra, conta a sua história.

E a partir disso mostra como milhões de pessoas tiveram o mesmo destino ou estão sofrendo agora esses mesmos problemas. Ele sempre procura os piores casos, mas não por sensacionalismo. Mas sim porque aprendeu que é a melhor maneira de emocionar seus leitores a ponto deles agirem, saírem da sua imobilidade. O americano médio não tem interesse pelo mundo, não quer saber de nada além do que acontece em sua cidade. Kristoff está tentando mudar isso pelo menos um pouquinho. Um homem admirável.

Ano passado ele e sua mulher, também uma jornalista, lançaram um livro chamado Half the Sky, sobre a opressão sofrida por bilhões de mulheres no mundo. Trata dessa opressão como uma das grandes crises humanitárias de hoje em dia. E mostra o que pode ser feito prá tentar se acabar ou pelo menos aliviar essa crise. Tá aqui na minha estante; depois que eu ler falo mais.

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02 2010

Invisible, de Paul Auster

Bom. Não, muito bom. Um livro sólido, redondo. Ele flui, é bem construído; personagens reais, vivos, interessantes. Estória simples e complexa ao mesmo tempo.

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25

02 2010

Mundos

Qualquer pessoa que me conheça sabe que se tem uma coisa que não sou é esportiva. Não faço esportes, não assisto esportes, não tenho times preferidos, não torço prá ninguém. Às vezes assisto alguns jogos da Copa do Mundo, outras vezes ignoro completamente. Mesmo morando nos EUA há anos e anos ainda não consigo entender baseball, continuo achando terrivelmente chato e bôbo. O mundo do esporte é todo um universo que prá mim é dispensável.

Mas quando tem Olimpíadas nem eu resisto; mas acho que é meio como se fosse pesquisa antropológica, ver essas tribos tão exóticas e distantes…

Agora tá acontecendo as Olimpíadas de Inverno em Vancouver, no Canadá. Aqui é quase tão assistida quanto as Olimpíadas de Verão. Então tenho olhado um pouco, aqui do sedentarismo da minha poltrona.

É muito louco. Não sei quem é mais doido: os meninos e meninas do snowboard, ou os que esquiam enlouquecidamente montanha abaixo, a 60 km por hora. E ainda por cima hoje em dia eles usam umas roupinhas tão fininhas, naquele baita frio!

O pessoal de esqui não tem joelho, eles devem ter outro tipo de articulação biônica no lugar. É joelho prá cá, joelho prá lá. E quando levam um tombo? A gente tem certeza que morreram. Mas aí levantam e saem esquiando! Gente doida.

Ai meu joelho!

E o bobsled? O que é aquilo? Vão a quase 150km por hora, numa latinha! E o cara que vai atrás, o chamado breque (o outro é o piloto), que vai de cabeça abaixada, aliás com a cabeça no bumbum do piloto, qual é a graça prá ele? Não vê nada, quando põe a cabeça prá fora já acabou a corrida…

“Ué, já acabou? Como foi?”

E esse ano descobri um esporte novo: dança no gelo (ice dancing). Quer dizer, descobri meio sem querer, porque tava assistindo e achei que era patinação, mas achei mais sem graça do que o  normal, sem saltos nem grandes piruetas. Aí o locutor falou “ice dancing”. Fui olhar na internet e vi que são duas coisas diferentes. Como se fala na Índia, “same same but different”. Não entendo ter dois esportes tão parecidos! Deve ser minha absoluta ignorância no assunto, mas achei meio absurdo. E a tal da dança no gêlo é chata prá burro, ainda por cima.

Isso é dança no gêlo.

Isso é patinação no gêlo.

Patinação faz um sucesso danado aqui nos EUA, no Canadá, na Coréia, na Rússia, na França e em alguns outros países. É sempre o ingresso mais disputado nas Olimpíadas de Inverno. Os patinadores são ídolos, com milhões de fãs. Quando não competem mais fazem tours se apresentando pelo mundo afora, em shows que juntam vários ex competidores. Ficam anos fazendo isso e ganhando um dinherão.

Uma das coisas mais interessantes da vida prá mim é essa existência de mundos diferentes, tantos universos dentro da mesma humanidade. Esse mundo dos esportes de inverno, o mundo da moda (estamos em plena estação das semanas de moda, em NY, Milão, Londres, SP, Rio, etc.), o mundo dos loucos por Avatar, o mundo da política (que horror!!!) e outros tantos que existem. E devem existir muitos dos quais não tenho nem idéia, e que ainda vão me surpreender.

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24

02 2010

Vadouvan

Vadouvan é uma mistura de especiarias que parece ser bem interessante. Vem do antigo território francês de Pondicherry, no sul da Índia. Ela consiste tipicamente de cebolas ou shallots secas, alho (aí entra a influência francesa), feno-grego (fenugreek), folhas de curry e um grupo de especiarias “quentes” que podem incluir cúrcuma (turmeric), cominho, cardamomo, sementes de mostarda e pimenta caiena.

É excelente em carnes, principalmente carneiro. Acho que dá prá ser usada no lugar do curry, em aves, camarão, peixe, etc.

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02 2010

Sadie

Sadie, uma Scottie, ganhou o 134th Westminster Kennel Club Dog Show.

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02 2010

Côres

Maira Kalman e George Washington:

a casa dele em Mount Vernon

e duas salas na Casa Branca.

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02 2010

Alfabetos

“O alfabeto romano era o produto final de uma longa sequência de cópias. Aparentemente os alfabetos foram criados apenas uma vez na história da humanidade: entre as pessoas que falavam as línguas semíticas, na área que vai da Síria moderna até o Sinai, durante o segundo milênio BC. Todas as centenas de alfabetos históricos e os existentes hoje em dia são, em última análise, derivados desse alfabeto semítico ancestral, em alguns casos por difusão de idéia, mas na sua maioria através de cópia e modificação das formas das letras”.

Guns, Germs and Steel, Jared Diamond

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02 2010

Feliz Aniversário!

Tem um zoológico muito bom aqui em Miami. Eu tenho opiniões controversas sobre zoológicos; não gosto de ver os bichos presos, longe dos seus habitats. Mas ao mesmo tempo sei que os zoológicos (pelo menos alguns deles) fazem um trabalho sério de recuperação de espécies em extinção. Alguns animais hoje em dia só existem em cativeiro. E no aqui de Miami, como no de São Paulo, o pessoal é extremamente dedicado. Os animais vivem no que seria o mais próximo do seu habitat natural. Eles não têm bichos que não seriam saudáveis no clima daqui; por exemplo, não tem panda. Só aceitam animais que podem levar uma vida com qualidade. Tem muito espaço e vegetação.

Na entrada tem flamingos. Muito Miami.

Então como a Flora é absolutamente doida por bichos, o aniversário dela (e do Álvaro,  filho de amigos dos meus filhos – conheço o pai dele desde que ele tinha 12 anos…) foi no Miami Zoo.

Montam uma tenda na frente dos elefantes e a gente pode ficar sentado olhando eles irem e virem.

O ruim é que você pode estar bebendo uma deliciosa limonada e de repente vem aquele perfume “elefantal” nada agradável…

Flora e Álvaro e o elefante

Tem passeio de camelo, alimentação de girafas, e encontro com bichos.

Quem quer andar de camelo?

Os camelos são tão limpos, parecem que acabaram de tomar banho. Nem cheiro de camelo têm!

Chegam dois funcionários do zoo com 3 bichos:

Uma arara, que faz truques e é muito linda

Uma cobra, que é imensa e horrorosa e muito cobra. É claro que foi a preferida da Flora, que até beijo deu na maldita. Passou a mão na cobra toda, colocou a dita no colo, abraçou. A moça do zoo falava “não passa a mão na cabeça” e ela, pronto, mão na cabeça da cobra. A cobra acho que estava com medo da Flora, cuja paixão assusta os pobres bichos em geral.

Por último um simpático papagaio brasileiro que imita todos os animais, canta parabéns e fala I Love You. Sucesso total.

Na saída ainda passei pelos tigres, prá ver esse lindo tigre de bengala branco que mora faz muito tempo ali.

Além do que o dia tava lindo, perfeito prá passear. Aqui em Miami isso é raro, porque faz um calor infernal 8 meses por ano. Mas mesmo assim tomei um banho de protetor solar 60 antes de sair de casa…

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21

02 2010

Tia-avó

Essa é a minha tia-avó Olga, irmã do meu avô. Ela morreu há pouco tempo, com 104 anos.

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02 2010