Enterro em SP
A internet aqui no Pacaembu é horrível. Lerda. Triste. Frustrante. A vida aqui em SP nessa estadia não vai muito bem. A sogra morreu, muito doente; morreu em casa, como queria. Com a família cuidando dela, confortável. Mas aí vem a loucura que é enterrar alguém em SP. O monopólio dos enterros é da prefeitura e isso faz com que o serviço seja terrível. Você tem que comprar tudo deles; as flores são feias, caídas, o material de tudo (minha sogra era católica, tinha que ter velas, crucifixo, etc.) é vagabundo. Não tem opção de horário, você tem que enterrar na hora que eles decidem. Tudo é pago “por fora”, os serviços necessários (tipo preparar a pessoa falecida) exigem que o motorista da prefeitura, que traz o caixão, chame uma pessoa particular; isso depois de a família estar super estressada sem saber quem fornece esse serviço, ninguém informa porque é “extra oficial”. É horrível a falta de sensibilidade deles na hora em que uma família está num momento vulnerável. É o tipo de serviço que tinha que ter um certo jogo de cintura, eu acho. Ela morreu às 9 da noite e tivemos que enterrá-la quase que correndo, às 11 da manhã, único horário disponível. Sem contar o carro funerário, que levou o caixão da casa dela até o cemitério da Consolação: um lixo, uma vergonha, caindo aos pedaços, prateado, todo batido, com um monte de coisa escrita da prefeitura. As pessoas nos outros carros na rua não sabem que aquilo é um carro funerário, porque realmente não dá prá saber. E nem deu tempo de avisar ninguém, nós estávamos exaustos. Ainda estamos. Agora é desmanchar a casa. Muito trabalho.






