Archive for December, 2009

Ano Novo

Não quero ser desmancha-prazeres nem antipática, mas nunca gostei de ano novo. Quando mais moça gostava da festa do dia 31. Mas sempre ficava achando tudo estranho logo no primeiro segundo do ano seguinte, quando tudo estava absolutamente igual, só que estávamos todos um ano mais velhos…Tudo começa novo mas nada muda, tudo na verdade está absolutamente igual. Deseja-se que em um segundo, que é o que leva prá passar de um ano pro outro, tudo seja melhor, diferente, mais bonito, mais esperançoso, mais brilhante. E não é. No dia dois já passou a ressaca e tá tudo ali, as contas, os problemas de família, os problemas de saúde, etc. É uma invenção humana, contar o tempo; não tem importancia maior que isso. É somente uma forma de organização. Não tem significados maiores. Mas somos seres que gostamos de nos iludir, então acreditamos que esse momento fugaz tem poderes mágicos. Tudo limpo, lindo, novo. E o que passou é velho, gasto, inutilizável. Os erros não serão cometidos novamente, os pecados serão esquecidos e a falta de caráter foi um deslize menor. Passou. O ideal seria que houvesse uma amnésia geral…a cada ano começaria tudo de novo.

Mas feliz 2010 prá todo mundo. Ele será uma continuação de 2009, que foi uma continuação de 2008, e assim por diante. Prá alguns será ruim com alguns poucos momentos bons, para outros será bom com poucos momentos ruins. Prá alguns trará grandes tristezas, prá outros grandes alegrias.  E prá alguns trará grandes tristezas e grandes alegrias. Prá alguns será uma ano sem nenhum fato marcante, prá outros será inesquecível. Mais um ano. E eu que quando escrevo cheque ainda ponho 1994?

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12 2009

Maira

No último dia do ano, nada como Maira Kalman prá fechar com a indefectivel chave de ouro.

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12 2009

Lendo até os olhos pularem fora…

Li 2.66 livros por mes em 2009. Não estou satisfeita. Meu objetivo é pelo menos 4 por mes. Mas esses 2.66 é sem contar livros de culinária. Sem contar as inúmeras revistas que leio todos os meses: da revista da Martha Stewart, passando por Elle Décor, House Beautiful, Vogue até Vanity Fair e New Yorker, entre outras. São pilhas e pilhas. Dois jornais por dia: em SP o Estadão e a Folha, em Miami o Miami Herald e o New York Times. E a internet: 6 sites de notícias, e mais ou menos uns 25 blogs todos os dias.  Alguma coisa vai ter que mudar prá eu alcançar esses 4 livros por mes. Podia não ver tv ou filmes. Mas como? E todos os Law and Order? O CSI Las Vegas? Mad Men? Dexter? E a Food Network? E filmes? Mistérios da BBC? Não dá.

Se eu fizer as contas, provavelmente passo umas 5 ou 6 horas lendo por dia. E não quero parar de fazer nenhuma dessas coisas. Vou ter que me organizar melhor.

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12 2009

Born Round

Frank Bruni foi crítico de restaurantes no New York Times durante a década passada. Ele acabou de sair do cargo. Publicou esse livro de memórias. Achei que seria interessante. Grande parte do livro é sobre a família dele, sobre sua infância e adolescência. Depois a carreira como jornalista profissional, cobrindo política em Washington, como correspondente internacional em Roma e, finalmente, como crítico de restaurantes em Nova York.

Mas na verdade ele passa o livro todo falando da luta dele contra a balança. Que tamanho de calça usava em tal época, como aumentou ou diminuiu. Como tava gordo quando cobriu tal acontecimento. E depois como conseguiu emagracer e manter o peso. Ou seja, quando ele fala que foi jantar no El Bulli, não fala do que comeu. Mas sim de quanto exercício fez prá não engordar. E contando anos de refeições em restaurantes maravilhosos em NY, não fala quase nada dos pratos, mas muito de quantas milhas correu. Fala um pouco da função de crítico, da pressão, de não ser reconhecido ou de ser e poder julgar o restaurante assim mesmo. Mas fiquei com vontade dele ter escrito outro livro, não esse que escreveu. Um livro mais interessante, menos auto-indulgente. Quem sabe ele ainda faz um assim? Ele escreve bem; mas as críticas dele, que li muitas vezes no New York Times, eram mais inteligentes e engraçadas do que o livro. Ou seja, quem sabe ele deveria ter criticado a vida dele com o mesmo entusiasmo e humor com que criticava restaurantes?

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12 2009

E de novo?

Segundo uma reportagem do Chicago Tribune, um novo estudo que avalia vários fatores de risco comportamentais e sociais que afetam a qualidade de vida determinou que a pobreza afeta a saúde mais do que fumar, beber ou comer em excesso.

Pesquisadores analisaram os dados da National Health Interview Surveys e da  Medical Expenditure Panel Surveys e concluiram que estima-se que a pessoa média cuja renda esteja 200% abaixo da linha de pobreza federal (um terço da população do país, na parte de baixo da pirâmide) perderia 8.2 anos de saúde perfeita. Fumantes perderiam 6.6 anos, aqueles que abandonam a escola secundária perderiam 5.1 anos e as pessoas obesas perderiam 4.2 anos.

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12 2009

A Maravilha do Photoshop

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12 2009

Marcello

Só porque fui ver Nine, que é baseado no 8 1/2 do Fellini, e fiquei com saudade de Marcello.

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12 2009

Up in the Air

Up in the Air (Amor sem Escalas) é o mais recente filme do George Clooney.

Só isso já me leva ao cinema. Mas eu também tinha lido manchetes de artigos dizendo que o filme era excelente. Já falei aqui que não leio críticas antes de ver o filme (ou a peça). Acabam me influenciando. Sou bem mais influenciável do que gostaria. E também o filme está na maioria das listas dos melhores de 2009.

Eu gostei bastante. George está ótimo. É engraçado como ele “compra” alguns papéis de uma maneira intensa. É assim com esse filme, foi assim com Syriana. Ele é um ator meio transparente, dá prá ver quando ele faz por convicção ou por dinheiro.

Ele está em quase todas as cenas desse filme; o filme é ele. A estória passa por sei lá quantas cidades americanas, a grande maioria sem nenhum charme, como Omaha, Kansas City, Cleveland. Mas vê-se basicamente os aeroportos e hotéis. É uma América sem atrações turísticas, sem belezas naturais, uma América de escritórios e hotéis perto de aeroportos.

O personagem de Clooney é um especialista em demitir; empresas que não querem ter as mãos sujas diretamente contratam a companhia em que ele trabalha. Ele voa pelos EUA, parando só prá demitir pessoas que choram, brigam, culpam a ele, etc. Seu objetivo pessoal é alcançar dez milhões de milhas voadas.

Essa vida para a qual ele é altamente adaptado é ameaçada: seu patrão contrata uma moça cheia de idéias, que quer implantar um sistema de demissão à distância. Essa moça faz um tour com ele; ele vira mentor, ela aprendiz.

Ele encontra também uma versão dele de saias, e se apaixona pelo que vê no espelho.

É um filme sobre os EUA de hoje. Demissões, ilusões estilhaçadas, mas na verdade tudo está como sempre.

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12 2009

Florzinha

Essa flor chama-se “erica heather” e é uma belezinha. Bebe muita água e é nativa da África do Sul.

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12 2009

Nada se perde…

Algumas pessoas tem idéias criativas; o que prá nós não passa de lixo prá Anastassia Elias é material de escultura…

Sim, ela usa o rolo de papelão no meio do papel higiênico. Que coisa.

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12 2009