Archive for January, 2008
Me irrita
Aqui nos EUA estamos em plena campanha eleitoral. São as campanhas em cada estado, pelas eleições primárias. O sistema eleitoral norte-americano é complicadissimo, não é à toa que quase ninguém vota. Eles não entendem o processo. Que aliás, nessa primeira fase, pode ser diferente de estado prá estado. E como as pessoas aqui mudam muito, mudou de estado, mudam as regras. Uma bagunça. Acho que em Iowa (ou será New Hampshire?) acontece o seguinte nas primárias republicanas: as pessoas registradas prá votar nos republicanos – sim, você precisa se registrar conforme você vota, isso é nacional – em uma das seções se encontram em um local. Aí se dividem em grupos, cada um de um candidato. Cada grupo tem que ter no mínimo 15 pessoas prá esse candidato ir em frente. Se não tem, esse grupo tem que se unir à outro grupo, de outro candidato. Os candidatos indicam antes quem eles querem que os grupos apóiem ( McCain diz “quero que vocês se juntem ao grupo do Giuliani se não houver pessoas suficiente”). Os candidatos com mais pessoas em seu grupo tem mais delegados que os representem na convenção nacional. Não são essas pessoas, dos grupos, que representam os candidatos na convenção. Não, elas só são os números que indicam quem vai ter mais delegados. Fácil, né? Simples. Isso em um país, que como qualquer outro hoje em dia, tem uma grande maioria da população que não consegue entender um simples artigo de jornal.
Mas o que mais me irrita em todo esse negócio de eleição aqui (além das brigas, não gosto de conflito, odeio discussão, não assisto debate nem amarrada) é um detalhe nos anúncios de TV. E pior que foi o Bush que inaugurou a moda nas suas campanhas.
O cara aparece, qualquer um, democrata ou republicano, fala lá o que seja no anúncio, e no final fala em “off”: Meu nome é Fulano de tal e eu aprovo essa mensagem.
É claro que ele aprova a mensagem: ele aparece nela, ele fala, passeia pelos campos, pega criancinha no colo, etc. Que coisa idiota.
Mas começou porque grupos que apoiávam o Bush começaram a fazer anúncios mais pesados contra o Kerry e não pegou bem com o eleitorado, e o Bush fez de conta que ele nem sabia de nada, tão delicado ele, né? Aí começou a falar esse idiotice nos anúncios dele.
Que bobagem.
24
01 2008
Marx
Marx é aquela coisa: ele não tem culpa do bando de loucos que pegou o que ele escreveu e tentou colocar na prática o que eles entenderam, das mais variadas mas igualmente cruéis e daninhas maneiras. Não é fácil ler Marx; duvido que mais que uma pequena parte dos tantos marxistas que o século 20 produziu leu e, melhor, entendeu o que leu. Ainda mais aos vinte anos. Não dá. A não ser que a pessoa seja um gênio ou que tenha a sorte de ter tido um professor mais que inspirado. E a gente sabe que nenhuma dessas duas coisas é fácil de achar.
Esse texto é dos mais importantes dos primeiros escritos dele. Tem a famosa frase da religião ser o ópio do povo. E veja lá, no contexto do texto (?) essa frase tem um significado bem diferente do clichê que virou.
É muito longo, então coloco o link:
Introduction to A Contribution to the Critique to Hegel’s Philosophy of Right
15
01 2008
Obcecado
O Adolpho tá seguindo com um interesse acima do comum a greve dos lixeiros em Nápoles. Não vou ilustrar o comentário colocando uma foto de lixo aqui!







