Archive for the ‘Cities’Category

Verde

Continuando com a minha exposição “A Miami que o turista não vê”…

Essa árvore é linda; passo muitas vezes por ela. É uma espécie natural daqui. Vê como tem um monte de raízes? Não tem tempestade nem furacão que leve a dita cuja. Ela fica na esquina da LeJeune Road com a Edgewater Drive.

Essa é a rua da minha casa nova. Uma rua típica do bairro.

O jardim atrás da casa. As plantas do meu jardim se misturam com as dos jardins dos vizinhos, porque nos trópicos caribenhos a natureza é voluptuosa! Vê os cabos passando no meio das plantas? Isso significa que se vier uma tempestade tropical ou um furacão fico sem luz na hora, porque um galho cai nesses cabos e adeus energia. Mas aqui não dá prá colocar os cabos subterrâneos. Só nas partes da cidade mais longe do mar. Onde eu moro o solo é areia e pedra; não dá prá passar cabo. Prá fazer jardim tem que colocar terra boa por cima da terra nativa, ou melhor, da areia nativa.

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20

08 2010

Verde

Essa rua fica a 5 minutos de onde eu moro. Ela é cortada por umas 15 ruas tão arborizadas quanto ela.

E as árvores são lindas, grandes e dão sombra, o que é importantíssimo num lugar quente como aqui. Mas muitos lugares públicos, como estacionamentos, não plantam árvores, apesar da sombra. É por causa dos furacões e das tempestades; se cai uma árvore em um carro eles podem ser responsabilizados e obrigados a arcarem com o prejuízo.

As plantas adoram o calor e a umidade de Miami. Crescem horrores no verão. Mas tem que ser plantas nativas ou de ecosistemas parecidos, senão não vai. Flores, por exemplo, só no inverno, e mesmo assim pouquissimos tipos. Mas se você vai prá família das samambaias, bromélias e palmeiras é uma festa verde. Bambus, bouganvílias e hibisco também vão muito bem aqui. E árvores frutíferas: mangueiras, laranjeiras, abacateiros, etc.

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12

08 2010

Eu e Miami

Toda cidade tem múltiplas personalidades. Tem a São Paulo da vida noturna, totalmente desconhecida por mim. Tem a São Paulo dos cinemas, livrarias, escolas, restaurantes – essa eu conheço. Tem a São Paulo das pessoas que pegam duas horas de ônibus prá chegar em um emprego miserável. Essa eu tenho a sorte de não ter vivido. Toda cidade aceita vários tipos de vidas e ocupações.

Miami é assim também. Sei que muita gente implica, que é o playground das elites horrorosas da América Latina. Que é superficial e que as pessoas vêm prá cá prá ir em shoppings e night clubs e na praia. E esse lado existe. Mas essa não é nem de longe a minha Miami. Conheço a cidade faz quase 30 anos. A coisa que mais me impressionou quando vim pela primeira vez foi a luz. Aqui tem uma luz maravilhosa. A cidade é totalmente plana. Mas plana mesmo, não tem nem uma colininha. E quase não tem prédios. Então o céu é imenso, escandalosamente azul, e produz essa luz deliciosa.

Mas deixa eu esclarecer: quando falo da minha Miami, é a cidade ao sul de “downtown”. É onde quase não tem turistas. São os bairros residenciais: Coral Gables, Coconut Grove, Pinecrest, Kendall e outros. Porque o que se conhece como Miami é uma faixa que vai de Miami Beach e Aventura ao norte até o começo dos Keys no sul. Mas isso é na verdade uma série de cidades coladas umas nas outras. Seguindo do norte pro sul, North Miami Beach, Miami Beach e Aventura tem uma personalidade. South Beach é outro bicho completamente. Aí vem downtown e a Brickell Avenue, onde tem um monte de prédios, com escritórios e alguns de moradia. Aí vêm a minha parte. Sem contar que pro sudoeste tem toda uma região com pequenos sítios, onde se plantam as mais diversas frutas. Pro oeste tem os Everglades, um parque nacional maravilhoso, feito de pântanos, com um ecosistema riquíssimo. Pro leste, o mar. Pro norte, tem Fort Lauderdale, Delray, e vai indo até chegar no estado da Georgia. Pro sul, os Keys, uma faixa de ilhas ligadas por pontes que divide o Oceano Atlântico e o Caribe. O último key é Key West, que fica a 90 milhas ( menos de 150 Km) de Cuba.

Então eu moro em uma cidade de tamanho médio, onde o trânsito flui, e raramente  se demora mais que 30 minutos prá chegar em algum lugar. Uma cidade com índice de violência quase nulo. Uma cidade que é – e já estive em muitas cidades pelo mundo afora – a cidade mais verde, cheia de árvores e jardins que já vi. Excelentes supermercados, boas livrarias, infraestrutura mais do que decente. E com uma das coisas que mais gosto em uma cidade: a população é variada. Tem um monte de cubano, é verdade. Mas também nicaraguenses, colombianos, franceses, mexicanos e assim por diante. Nada faz uma cidade mais interessante do que isso. Minhas netas já tiveram amigas inglesas, filipinas, chinesas e assim por diante. Isso não tem preço.

É uma cidade prá todo mundo? Não. Mas nenhuma o é. Conheço gente que não suporta Nova York. Ou Paris. Mas adora Geneva. Ou Berlin. Ou Atibaia. Odeia São Paulo, mas adora Porto Alegre.

Eu sou altamente adaptável. Tem várias cidades no mundo nas quais eu me instalaria alegremente. Miami é uma delas. E com a vantagem de ser extremamente bem localizada geograficamente: em Miami me sinto no meio do mundo. Fácil de ir pro Brasil e prá Europa. Prá todos os EUA. México e Caribe. Vou começar a postar fotos dessa minha Miami, prá mostrar como ela é.

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08 2010

London, London

Sabe que cada vez que chego em Londres eu canto a música do Caetano? E continuo cantando o tempo todo que fico lá? Na minha cabeça são uma coisa só, a cidade e a música.

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08 2010

A Grande Minhoca

Demolir o Minhocão?!?! Excelente idéia. Cresci no centro de São Paulo; morava na Rua General Jardim, na última quadra, a meia quadra da Praça da República. O centro era o meu bairro. Todos os domingos eu ia com meu pai comprar revistas numa banca na São João que vendia revistas importadas. Isso era, evidentemente, pré Minhocão. A São João era uma avenida larga, bonita. Na minha memória sempre ensolarada. O Minhocão é uma excrescência, uma idéia de pessoas que não tinham noção do que é planejamento urbano, qualidade de vida e principalmente beleza. Morte ao Minhocão.

06

05 2010