Archive for the ‘knowledge’Category
Voltei
Depois de oito meses sem ler História, meu cérebro definitivamente teve que pegar no tranco. Mas pegou e fiquei o dia todo na minha mesa, lendo sobre a Alemanha e a Áustria no final do século 19. História, você me fez uma falta danada. Aqui me tem de regresso, sua linda.
17
01 2013
Pensar
Tô lendo um artigo muito interessante no London Review of Books (o autor é Glen Newey) sobre pensar. Ele fala que muitas coisas dāo errado nāo por falta de pensar, mas sim por pensarmos errado. Como a possibilidade de alguém hoje em dia na Inglaterra sofrer um machucado sério por causa de um ataque da Al-Qaida ser muito menor do que essa pessoa se machucar com seu próprio refrigerador. E mesmo assim ninguém entra com medo na cozinha…O artigo é uma resenha de um livro sobre pensar, Thinking Fast and Slow, do Daniel Kahneman. Esse livro deve ser bem legalzinho, mas como a fila dos nāo lidos tá descomunal e nāo tá andando depressa como eu gostaria, vai dançar. E também porque grande parte do livro é sobre como reagimos como consumidores, e isso nāo me interessa. Ele fala que a gente precisa desses dois tipos de pensamento, o lento e o rápido. O rápido é aquele que ocorre antes da gente notar que pensou, e ele falha muitas vezes. O lento é aquele que dá trabalho, que exige concentraçāo, e que as pessoas fazem de tudo prá evitar. O resenhador termina falando que o livro mostra que nós somos animais mais estranhos do que gostaríamos de acreditar. Disso nāo tenho dúvida; e cito aqui mais uma vez um dos meus ditados preferidos: de perto ninguém é normal.
24
08 2012
Newton, gênio como poucos, louco como muitos
Jardim de Newton em Cambridge
Isaac Newton, um dos grandes gênios da humanidade, era bem doidinho. Tem muita gente que acha que genialidade anda de mãos dadas com a loucura. Eu acho que isso é muito simplista; tem gênios de todos os jeitos, e os não gênios, nós, os comuns mortais, também somos bem doidinhos. Mas Newton, conforme diz Peter Ackroyd, “andava em seu jardim onde, segundo um dos seus assistentes, não suportava a visão ou presença de nenhuma erva-daninha. Isso era parte de seu impulso em relação à ordem, limpeza, e perfeição. Ele mantinha uma caixa cheia de guinéus na janela, como um teste deliberado da honestidade dos que trabalhavam para ele. É bem claro que a mente de Newton era frequentemente perturbada. Ele não suportava ser criticado ou questionado de forma alguma. Ele era uma dessas pessoas que nunca descansam durante a vida.”






