Archive for the ‘Life’Category

Brasil brasileiro

Eu tava aqui pensando como melhorou a situação econômica no Brasil…como o status global do país mudou e realmente teve uma melhora grande na qualidade de vida. Mas a violência não mudou. Não teve uma melhora comparável com a da qualidade de vida, se é que teve alguma mudança. Então será que tô muito errada em concluir que a violência virou quase que cultural no Brasil? Não é mais tão relativa à não ter o que comer, mas sim já é vista como uma “carreira”, um modo de vida. A meninada não pensa em ser mecânico ou motorista de táxi – já parte prá roubar e assaltar. Sem falar no tráfico de drogas. Acho que isso só melhora se acontecer uma mudança profunda no sistema educacional; essa seria a única esperança de ver as gerações mais novas pensarem em outras opções de sobrevivência. Só melhora na economia não deu em nada. Os assaltos continuam, e outras formas de violência também. Criou-se uma população de um lado bandida e do outro apavorada. Só entende o que é isso quem já morou em um lugar assim.

28

08 2010

Bonitezas

São duas belezas, diferentes entre si mas igualmente poderosas.

13

08 2010

Variadinho

Uma mesa em um escritório tem em média 400 vezes mais bactéria do que o assento de uma privada.

“Supertasters”- pessoas que experimentam os sabores com mais intensidade. Precisam de mais sal do que a média, porque o sal mascara os sabores amargos aos quais eles também são mais suscetíveis. Eu sou uma “supertaster”. Preciso de um pouco mais de sal do que as outras pessoas e tenho grande sensibilidade prá sabores. Não tenho idéia se isso é bom ou se é ruim.

Neo-nazismo crescendo na Mongólia. Neo-nazismo na Mongólia? Isso é prá lá de estranho.

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04

08 2010

Uma história linda

Ontem assisti um documentário da HBO chamado “A Small Act”. É uma história aparentemente simples, mas na verdade é uma série de acontecimentos complexos. No começo dos anos 80 uma mulher na Suécia, uma professora primária, decide participar de uma iniciativa de caridade sueca que arrumava patrocinadores para crianças quenianas que precisavam ajuda no pagamento da escola secundária. O sistema de educação no Quênia faz com que a educação secundária seja paga e poucas famílias conseguem arcar com esse custo, principalmente no interior do país. Essa mulher, chamada Hilde Back, começa a mandar US$15 por mês prá pagar a escola de um menino chamado Chris Mburu. Ele mora em uma casa de barro com sua família. Ele se forma na escola secundária com excelentes notas e segue para a Universidade de Nairobi, que é gratuita, prá cursar direito. Resolve, depois de se formar, fazer mestrado. Consegue uma bolsa da Fulbright e um lugar em Harvard. Depois do mestrado começa a trabalhar para a ONU. Hoje ele mora em Geneva e é coordenador da unidade de anti-discriminação da ONU. Viaja o mundo lidando com genocídio, conflitos e crises.

Em 2003 ele decide fazer uma fundação prá ajudar crianças quenianas a irem prá escola secundária, assim como ele foi ajudado. Ele e um pequeno grupo que ele convida para formar o conselho da fundação doam as primeiras bolsas. Na hora de pensar um nome prá fundação ele lembra da sueca que o ajudou. Ele só sabia o nome dela e que ela era professora. Coloca o nome dela na fundação: Hilde Back Education Fund. Ele consegue achar Hilde. Manda uma carta, contando a história e convidando ela a ir ao Quênia prá inauguração da fundação. Ela se assusta; já tinha até esquecido que há mais de vinte anos havia doado esse dinheiro. Mas vai. E ela cria um relacionamento lindo com esse menino que tem a ela como uma heroína.

Hilda e Chris

O incrível é que Hilde é alemã. Em 1940 sua família tentou ir para a Suécia como refugiados, mas só ela foi aceita. O resto da família morreu no Holocausto. Ela chega na Suécia com 20 anos, sem saber falar uma palavra de sueco. Aprende a língua e vira professora. Nunca se casou ou teve filhos. Mas não perdeu a empatia pelo próximo. Mesmo sendo uma pessoa considerada classe média baixa na Suécia, doa essa educação para Chris. E muito mais; colabora com várias caridades.

O documentário conta essa história e segue também o processo de seleção das bolsas da fundação do Chris. Segue 3 crianças, um menino e duas meninas, da mesma escola onde ele estudou. Eles moram em casas de barro ou madeira. Não tem luz elétrica; estudam com a luz de lamparinas de óleo. Tem que ajudar a família, colher café, trabalhar em horta, etc. O sonho da educação secundária é uma coisa gigantesca: eles sabem que essa educação tem a possibilidade de mudar a vida deles e das suas famílias. Estudam como podem, na escola precária, com professoras mal capacitadas e um currículo medíocre. Eles tem que fazer um exame que todas as crianças quenianas que vão para o secundário tem que prestar. A fundação usa a nota desse exame para selecionar seus bolsistas. Os três não vão muito bem no exame. Mas o conselho da fundação do Chris decide baixar os padrões de recebimento das bolsas, porque apenas duas crianças conseguem a nota corte estabelecida por eles. O nível da educação é baixo; ou eles abaixam a nota corte ou não dão as bolsas. O menino seguido pelo documentário ganha uma das 10 bolsas oferecidas esse ano ( as bolsas cobrem os 4 anos do estudo secundário). A produção do documentário, depois de seguir a vida difícil das duas meninas, não consegue se afastar do problema e resolve arcar com a educação das duas.

Depois do documentário ficar pronto e ser mostrado em festivais (inclusive Sundance) e fóruns em vários lugares a fundação começa a receber doações de fora. Até aí Chris e oo membros do conselho arcavam com tudo. E agora, que passou na HBO aqui nos States, vão receber muito mais. Merecidíssimo. É uma história linda. Não é?

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14

07 2010

Trivial quente e variado

Tô sumida. Lidando com o começo da pequena reforma na casa nova. Escolhendo, pesquisando, comprando. E com o calor aqui cada dia que saio fico depois horas jogada prá me recuperar. O calor não gosta de mim: me dá dor de cabeça, falta de energia, mal humor. Hoje fui na loja de azulejos e foi uma dificuldade. Tantos azulejos lindos. Uma parte já é dispensada de início: caros além da conta. Tipo 20 mil dólares prá um chuveiro. Ou turqueza de verdade, azulejos feitos da pedra, aquela que a gente usa prá brinco ou colar…Parece (me falou o simpático vendedor) que tem gente que gasta prá comprar azulejos prá cozinha, sabe naquela faixa que vai em cima da pia, 100 mil dólares. Que loucura. Mas consegui fazer uma seleção bem legal, preços decentes e bem bonitos. Agora é medir os espaços e calcular a quantidade prá poder comprar.

Depois fui pesquisar sofá. E depois lidar com alvarás: assinar, notarizar (o correspondente aqui com o reconhecimento de firmas no Brasil), preencher. Peguei a amostra do piso de madeira. Comi uma salada. Agora tô no silêncio (mais ou menos, a Pita tá roncando), na minha poltrona, olhando o dia acabar.

Ah, e tem gafanhotos comendo plantas no jardim. Já chamei um cara prá colocar remédio.

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08

07 2010

Copa

Essa semana já é a Copa. Cacilda. Essas coisas que a gente lê e pensa, “imagina, copa na África, mas só em 2010…”. E de repente chegou! Eu vou ver a copa quase inteira na Europa, que é louca por futebol, ainda bem. Quer dizer, não sei se vou ver, afinal vou passear, mas vou pelo menos me inteirar do que tá acontecendo. Afinal, suecos, alemães e inglêses são super futebolísticos. Aqui nos EUA ninguém fala no assunto, não tem aquele crescimento de expectativa que tem no Brasil – e em um monte de outros países. Mas vou voltar a tempo de ver a final aqui em casa, na minha poltrona.

A primeira copa que me lembro bem foi a de 1970. Foi genial, os jogos do Brasil perfeitos. Esse é o meu padrão, e é difícil de equiparar.

Não sei como vai ser na África do Sul. Fui prá lá uns 3 ou 4 anos atrás e a impressão que tenho é de um país com um equilíbrio bem frágil. Imensas favelas, corrupção (se bem que menos que no resto do continente), violência urbana – sei lá como vai ser com 350 mil turistas. Mas também muito bonito, as pessoas simpáticas e super diverso. Espero que quem vá até lá ver futebol veja também o país. Muito legal ver o Cabo da Boa Esperança. E os bichos vivendo soltos nos parques, elefantes, leões, rinocerontes, girafas; são tão mais lindos que os de zoológico, musculosos, fortes. E um lugar que é, afinal, um dos berços da humanidade. Acho que vai dar tudo certo, mas vai ser interessante assistir, tanto os jogos quanto a performance da África do Sul.

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07

06 2010

Verdades duras

De repente a vida parece bem boa…

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07

06 2010

Trivialzinho

somado a

Santa maria da boca do monte* , pepinos abundam no dia de hoje…uma verdadeira plantação de abacaxis. E eu nem jardim tenho nesse momento, imagina onde essa coleção vegetal vai se instalando!

*cidade onde minha vô cresceu

Acabou a season na tv. Só reprise agora. Ou HGTV, que é o canal de reformas e decoração. Ou Food Network, com programas de culinária. Eu adoro, mas acredito que viro divorciada rapidinho se insistir em assistí-los.

O que eu acho da vida? Não sou dessas pessoas que cantam “pelas colinas gentis voam lindas borboletas” não. Acho difícil, complicada, complexa, sem nexo nem razão. Também não acho gente essa coisa linda. Resumindo, sou uma chata. E de mau humor ainda por cima.

E não é que nasci com o derrière prá lua? Me considero imensamente sortuda. Então eu fico “ai dia ai mês ai ano” e ao mesmo tempo “vai ser sortuda assim na esquina”.

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01

06 2010

Verdade

Se você tem um jardim e uma biblioteca, você tem tudo o que precisa.

Cícero

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29

05 2010

Quentinho gostoso

Deixei o carro no sol 20 minutos e quando entrei tava marcando 100˚F. Isso é 35˚ centígrados.

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27

05 2010