Archive for the ‘Travel’Category
Exposições
Das exposições que vi em Londres gostei muito de duas. A primeira era do escultor inglês Henri Moore. Já tinha visto esculturas dele, sabia que era considerado o maior escultor do século 20, mas não entendia direito a fascinação por ele. Mas depois de ver essa retrospectiva entendi muito bem. Ele era um gênio. Mas nem vou colocar fotos, porque as peças tem que ser vistas ao vivo. O tamanho, os detalhes, as proporções e principalmente o uso dos materiais são instransponíveis em foto. Tem que ver de pertinho.
A outra exposição que adorei foi no British Museum. Era de desenhos da renascença italiana, de Fra Angelico a Leonardo, do acervo da Galleria Uffizi. São 100 desenhos, 100 obras deliciosas, que dá prá ver bem de pertinho e observar os detalhes. Tem Raphael, Michelangelo, Boticelli, e assim por diante. Maravilhosos.
05
07 2010
Museus berlinenses
Tem dois museus com antiguidades em Berlin: o Pergamon e o Neues. O Pergamon ainda não foi reformado, mas tem um dos acervos mais impressionantes que já vi. Precisa de uma modernização urgentemente, o que vai acontecer nos próximos anos. Depois da queda do muro (esses museus ficaram todos no lado oriental, que nunca investiu um centavo neles) eles estão reformando um por um. Já foram completadas a modernização de um de arte e do Neues, que tem coleções egípcias, de pré história e da idade da pedra.
A reforma do Neues é simplesmente perfeita. Foi um arquiteto inglês que fez. Ele incorporou o prédio antigo e usou materiais de uma forma totalmente criativa e com bom gôsto. Fiquei tão bôba que nem fotografei. E os museólogos fizeram um trabalho igualmente perfeito. São poucas peças, as melhores possíveis, com informações claras (e em inglês também, não só em alemão). Muita luz, uma museu claro, lindo. Recomendo. Ah, e além de tudo é lá que mora a Nefertiti. Que ao vivo é mais bonita do que nas inúmeras fotos que eu já tinha visto.
Tirei muitas fotos de peças do Pergamon; nem anotei o que era, fui olhando e fotografando, era tanta coisa linda…
Isso é uma entrada de um mercado de uma cidade italiana na época do império romano. Não dá prá fotografar melhor, porque tá apertadinha em uma sala.
Como me disse o Adolpho, “você que gosta tanto de livros, olha aí um dos primeiros…”
Como vidro sobrevive tantos séculos? Aqui em casa não sobreviveria.
Arte islâmica.
O famosissímo Portão de Ishtar. Também apertadinho em uma sala.
03
07 2010
Casa doce casa…
Um dia com 29 horas. Cheguei em Miami às 2 da tarde, que eram 7 da noite em Londres. Agora tô aqui, são 8 e meia, tentando ficar acesa, prá não acordar de madrugada. Já fui no supermercado, na Barnes & Noble comprar revistas e fui buscar a Pita na casa da Calú. Tomei sopa, comi cerejas, abri as malas. Tô sonhando com a minha cama, que é deliciosa. Ainda tenho fotos de Berlin e mais uns posts prá escrever. Depois disso, volto aos posts mais prosaicos da minha vidinha de sempre…
02
07 2010
Londres, o forno
Londres tá quente e cheia de turistas. Grupo de turistas de todos os formatos e jeitos: adolescentes, japoneses, russos, americanos, etc. Não consigo imaginar treco mais chato do que levar uma turma de adolescentes prá viajar. Imagina a quantidade de problema! Perdem documentos, perdem a hora, bebem demais, passam mal, ficam com aquela cara típica de saco cheio o dia todo…Acho que essas pessoas que acompanham adolescentes são uns santos.
O problema do calor é que, ao contrário dos Estados Unidos e mesmo de São Paulo, praticamente nenhuma loja ou museu tem ar condicionado. Se tem não funciona direito. O Museu Britânico hoje foi uma tortura. A Tate Britain outro dia era de derreter o cérebro. Eles não estão preparados para o calor. E prá eles é um dilema grande, porque sofrem com o calor mas não querem instalar ar condicionado por razões ambientais e por que a energia elétrica aqui é caríssima. Mas o aquecimento global é uma realidade e eles vão ter que encontrar uma alternativa. Ou aguentar o calor. Eu não venho mais prá cá nessa época. Depois de 31 de maio, nada de Inglaterra. Turismo no calor não é divertido, é horrível.
Não tô tirando fotos porque estive aqui faz um ano e tirei um monte, que postei no blog. Folga de carregar máquina prá mim.
Fui em dois restaurantes indianos que já conhecia, Amaya e Bombay Brasserie. O Amaya é modermo indiano, divino. O Bombay Brasserie era bem tradicional, mas fizeram uma reforma tanto no restaurante quanto na culinária. Era muito charmoso, e agora é um restaurante bonito, mas igual a muitos outros. A comida continua ótima, mas também modernizou. Comi uma costeletas de carneiro maravilhosas. E sorvete de cardamomo.
01
07 2010
Memorial
Da mesma forma que não gostei do museu judaico de Berlin gostei muito desse memorial, cujo nome inteiro é Memorial aos Judeus Assassinados da Europa. São esses blocos de cimento de várias alturas; a gente vai entrando e andando no meio deles e eles vão crescendo em direção ao meio. Dá uma sensação de quantidade de gente, de opressão, de não ter prá onde fugir. Mas a melhor parte é embaixo. Tem um pequeno museu, com a história do holocausto, com muitas fotos, fazendo com que a história fique muito pessoal. Tem uma parte com pedaços de cartas escritas quando as pessoas notam que vão morrer que é de quebrar o coração. É uma sala escura, com os textos das cartas projetados no chão, com explicações sobre o que aconteceu com aquelas pessoas. Não é fácil me emocionar, mas essa sala acabou comigo.
O memorial ocupa uma praça toda, bem grande.
Foi uma briga de muitos anos a construção desse memorial. Fizeram primeiro um daqueles concursos internacionais. O projeto que ganhou foi vetado pelo primeiro ministro Helmut Kohl – era um campo imenso de granito com o nome de todos os que morreram gravado na pedra. Aí fizeram esse projeto do arquiteto Peter Eisenman e do engenheiro Buro Happold. Um bloco de concreto para cada folha do Talmud.
Os blocos são revestidos de uma material especial que permite que se limpe graffiti com muita facilidade; o mêdo são mensagens racistas e anti-semitas.
29
06 2010
Berlin variada
A primeira coisa que fomos ver em Berlin foi o CheckPoint Charlie. Hoje em dia é só um cenário prá turistas tirarem fotos com carinhas vestidos de soldados americanos. Mas essa é a mesma placa que estava lá antes do muro ser derrubado.
Como um cenário…
…prá turista bôbo.
Do lado tem um museu muito interessante, totalmente amador. Um alemão começou a montar essa coleção em 1962, ali mesmo. E a casa onde está o museu era um ponto de ajuda de pessoas que saiam da Alemanha Oriental. Ele foi montando essa coleção com depoimentos de pessoas que fugiram, pessoas que ajudaram outros a fugir, tipos de fuga, etc. É uma bagunça mas dá bem a idéia da dimensão humana do que aconteceu. Tanto sofrimento.
Depois fomos pro Portão de Bradenburgo. É bem bonito, cheio de turistas.
Olha que lindo os cavalos.
E tinha essa traquitana horrorosa. É um “veículo” movido a pedaladas; no meio tem um barman servindo cerveja. As pessoas sentam em volta e pedalam e bebem. E cantam. Aos berros. Uma das poucas vezes na minha vida em que tive vontade de ter uma espingarda.
29
06 2010
“I’m wondering round and round, nowhere to go…”
Chegamos em Londres. Ainda não postei nenhuma foto de Berlin! Mas também não tirei muitas, porque Berlin não é muito bonita. Às vezes lembra Buenos Aires, às vezes São Paulo. A diferença é que é muito arborizada. Mas ainda está em construção, 20 anos após a queda do muro. Mas também, imagina, reconstruir meia cidade, não é fácil. Projeto, burocracia, política, etc. – nos prédios públicos, como museus, esse processo demora mais ou menos 12 anos. E não dá prá fazer todos ao mesmo tempo, o custo é imenso. Mas eu, que nunca tive vontade de ir prá Alemanha (e mesmo assim já fui 2 vezes!), gostei de Berlin. Não acho que volte, não é nem de longe uma das minhas cidades preferidas. Não gosto da língua – não adianta dizer que é a língua da filosofia, de Goethe, blá blá – acho feia prá burro. E as pessoas, com exceções é claro, são muito literais pro meu gosto, meio ríspidas. Ainda mais depois da Escandinávia, onde todo mundo é extremamente bem educado e gentil. Bom, mas agora tô em Londres, onde me sinto muito em casa. Não é A MELHOR CIDADE DO MUNDO (obviamente Paris) mas tá quase lá.



























