Archive for the ‘Theater’Category

Wicked

Fui assistir Wicked, um musical da Broadway que no momento viaja pelos EUA. É divertido. Conta a estória do Mágico de Oz pela visão da Bruxa Má do Oeste, virando a estória conhecida de cabeça prá baixo. Nessa versão Glinda, a Bruxa Boa, é que não vale muita coisa. A Bruxa Má do Oeste tem consciência social e protege os mais fracos. Dorothy nem aparece. As críticas na época da estréia não foram maravilhosas, mas é um sucesso, pois está em cartaz desde 2004.

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03 2010

Hamlet

Quando eu era criança eu tinha um livro que eu adorava chamado Contos de Shakespeare, de Charles e Mary Lamb. Eram as peças de Shakespeare transformadas em estórias para crianças. Esse foi meu primeiro contato com ele. Já li algumas peças, já vi algumas no teatro e já vi alguns filmes. A minha estória preferida é Hamlet (apesar de gostar muita da Tempestade). Adoro aquele drama todo e no fim…morre todo mundo! É o máximo. Tem um livro maravilhoso de 2000 do John Updike chamado “Gertrude and Claudius” (Gertrudes e Claúdio, edição da Companhia das Letras) no qual ele conta a estória sob o ponto de vista da mãe e do padrasto do Hamlet.

Então quando fiz meus planos prá ir prá Nova York minha primeira compra foi a de entradas prá ver Hamlet numa produção da Donmar Warehouse, com o Jude Law fazendo o papel principal.  Li o texto, me preparei, e fui.

E posso dizer que foi inesquecível. Sabe quando você sabe que tem cenas que você não vai esquecer, que naquele momento foram gravadas no teu cérebro (mesmo prá uma pessoa com minha péssima memória…)? Foi assim. O elenco era excelente. As roupas inteligentes – explico: não eram roupas de época, eram modernas, mas com um visual meio atemporal, em cores que se complementavam, cinzas, preto, azul bem escuro, branco. O cenário era monumental, paredes de pedra (qualquer coisa que imita pedra com perfeição) de 10 metros de altura, panos que despencam do teto em metros e metros de cor e  a luz transformando tudo isso em castelo, em cemitério, em torre. Como todo cenário genial era simples e impactante.

E no meio de tudo isso o Jude Law. Ele não é grande, é um cara de tamanho normal, um corpo flexível, não terrivelmente magro. Um rosto bonito, com colorido lindo. Os traços fortes e grandes, expressivos. Uma voz perfeita prá teatro, locução impecável. Ele se entrega pro papel de uma maneira que eu só pensava como ele devia sair exausto todas as noites do teatro. Hamlet tem monólogos extensos, está em cena quase que o tempo todo. E esse ator pequeno ocupa aquele espaço grande totalmente, ele preenche o vazio do espaço e só dá ele ali, falando, se movendo, sofrendo… Impressionante. Dizem que os melhores Hamlets foram John Guilgud, Lawrence Olivier, Simon Russel Beale, Kevin Kline e Kenneth Branagh. Resta saber se os críticos vão colocar Jude Law nessa lista.

Jude Law (Hamlet), Geraldine James (Gertrude) e Kevin R. McNally (Claudius).

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Jude Law (Hamlet) e Gugu Mbatha-Raw (Ophelia)

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12 2009

God of Carnage

Fui achando que era um drama. Uma peça pesada. Me preparei psicologicamente. Nunca leio críticas antes de ver nada, prá não me influenciar de maneira nenhuma. Então não sabia o que ia assistir. Sabia que era boa, porque atores desse calibre não fazem porcaria. E já assisti uma peça dessa autora, e era um drama. E não é que era uma comédia!??! Não uma comédia boba, infantil, como tantas hoje em dia. Um texto inteligente, curto, rápido. A autora é Yasmina Reza, uma dramaturga francesa, filha de pai iraniano e mãe húngara. Essa é sua sétima peça (ela também escreve livros de ficção).

Mas essa também é o tipo de peça que depende 100% nos atores. Isso não é tão óbvio quanto parece. Tem peça na qual o cenário pesa muito, ou a música, ou um ator puxa os outros. Nessa os 4 tem que estar ali, na ponta dos pés, todo o tempo. Eles ficam em cena o tempo todo e todos tem momentos brilhantes. A Marcia Gay Harden é excelente, e me espantei como o James Gandolfini é engraçado. Os outros dois são a Hope Davies e o Jeff Daniels. Todos extremamente à vontade e evidentemente se divertindo muito com a peça, junto com o público.

Como disse Ben Brantley, o crítico do New York Times, “Nunca subestime o prazer de assistir a atores realmente bons se comportando horrivelmente mal”.

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Os quatro atores:

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Em cena:

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06

12 2009

A Steady Rain

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É uma peça escrita por Keith Huff, um dramaturgo de Chicago. São só dois atores, que ficam o tempo todo em cena. O cenário são duas cadeiras. O que é necessário prá uma peça assim? Atores com forte presença. Se forem famosos, já tem sua própria aura. Se forem desconhecidos, tem que ser extremamente talentosos. Mas mesmo sendo famosos, com aura e tudo, se não forem bons atores eles se afogam em algo tão básico.

O texto é bom, rápido, bem construído. São dois policiais de Chicago que trabalham juntos a anos e se conhecem desde meninos. Através de conversas entre eles e histórias que um conta sobre o outro ou sobre si mesmo vamos conhecendo os personagens e o que acontece. É engraçado dizer que uma peça em que nada acontece de verdade, tudo que acontece é contado, é cheia de ação. Mas é assim.

Eles são bons atores; Daniel Craig me impressionou mais do que Hugh Jackman. Jackman é mais bonito, um corpo sem defeitos, um homem muito charmoso – mas na verdade, achei a cabeça dele pequena em relação ao corpo. Sabe como é? Corpão e aí, cabecinha…Sei lá, quem sabe tô procurando defeito. Craig tá com esse bigode de policial e isso faz a gente esquecer o cara intenso e suave que é James Bond. Mas prá mim ele dá um certo baile no Hugh Jackman em termos de talento.

As críticas não foram muito positivas. Mas atores de cinema dificilmente recebem boas críticas na Broadway. Eu gostei.A-steady-rain_620882a

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25

11 2009

Hamlet

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“What a piece of work is a man, how noble in reason, how infinite in faculties, in form and moving how express and admirable, in action how like an angel, in apprehension how like a god: the beauty of the world, the paragon of animals – and yet, to me, what is this quintessence of dust? Man delights not me.”

I’m reading Hamlet. I learned a long time ago to read classic plays before seeing them in the theater. Even if I know the story well, as it happens with Hamlet. I enjoy them much more this way. I’m going to see Hamlet next week. Very excited.

Eu tô lendo Hamlet. Aprendi faz muito tempo a ler as peças clássicas antes de vê-las no teatro. Mesmo se conheço a estória bem, como acontece com Hamlet. Eu aproveito muito mais dessa forma. Vou assistir Hamlet semana que vem. Muito ansiosa.

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11 2009