História, nada trivial, mas variada
1. Parece que o papel das mulheres alemãs durante o Holocausto foi maior do que se pensava. Uma historiadora americana que mora em Munique descobriu que além das famosas guardas dos campos de concentração, famosas pela crueldade, outras alemãs também participaram ativamente do genocídio. Milhares delas foram para os territórios ocupados para ajudar na germanização. Eram enfermeiras, professoras e assistentes sociais; elas administravam os depósitos com os pertences dos judeus. Havia também as esposas dos oficiais e as suas secretárias. Em muitos lugares onde ocorreram genocídios elas estavam por perto. Várias testemunhas descrevem banquetes festivos perto dos locais de massacres nas florestas da Ucrânia. As mulheres providenciavam a festa para os esquadrões de fuzilamento. Elas viam essa participação ativa no nazismo como uma maneira de subir na vida. E eu pergunto, o que aconteceu com essas mulheres? Tirando poucas que foram condenadas, a grande maioria viveu o resto da vida como se não tivesse feito nada.
2. Lendo a história da dinastia do Alexandre, o Grande, a gente nota que, como se fala em francês, “plus ça change…”. Quero dizer que as coisas não mudam. Há quase dois mil e quinhentos anos os problemas eram os mesmos: políticos corruptos, que não pensavam a longo prazo. Fofocas, boatos, traições, virações de casaca – tudo isso já rolava na Macedônia, em Tebas, em Atenas e além. Hoje não há os assassinatos (pelo menos abertamente), mas de resto…








