Archive for the ‘History’Category

História, nada trivial, mas variada

1. Parece que o papel das mulheres alemãs durante o Holocausto foi maior do que se pensava. Uma historiadora americana que mora em Munique descobriu que além das famosas guardas dos campos de concentração, famosas pela crueldade, outras alemãs também participaram ativamente do genocídio. Milhares delas foram para os territórios ocupados para ajudar na germanização. Eram enfermeiras, professoras e assistentes sociais; elas administravam os depósitos com os pertences dos judeus. Havia também as esposas dos oficiais e as suas secretárias. Em muitos lugares onde ocorreram genocídios elas estavam por perto. Várias testemunhas descrevem banquetes festivos perto dos locais de massacres nas florestas da Ucrânia. As mulheres providenciavam a festa para os esquadrões de fuzilamento. Elas viam essa participação ativa no nazismo como uma maneira de subir na vida. E eu pergunto, o que aconteceu com essas mulheres? Tirando poucas que foram condenadas, a grande maioria viveu o resto da vida como se não tivesse feito nada.

2. Lendo a história da dinastia do Alexandre, o Grande, a gente nota que, como se fala em francês, “plus ça change…”. Quero dizer que as coisas não mudam. Há quase dois mil e quinhentos anos os problemas eram os mesmos: políticos corruptos, que não pensavam a longo prazo. Fofocas, boatos, traições, virações de casaca – tudo isso já rolava na Macedônia, em Tebas, em Atenas e além. Hoje não há os assassinatos (pelo menos abertamente), mas de resto…

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07 2010

Prá quem se pergunta como foi que pôde acontecer a barbárie do nazismo, essa é uma das explicações dadas no Topographie des Terrors, em Berlin. É uma de várias, porque uma coisa como o nazismo não se explica facilmente.

“Como o Nacional Socialismo, que em retrospecto era um projeto obviamente enganador, megalomaníaco e criminoso, conseguiu obter tal grau de aceitação na Alemanha? Hitler, os oficiais do partido nazista, a maioria dos ministros, dos secretários de estado e dos conselheiros agiram como populistas clássicos, ligados aos estados de ânimo em movimento da população. Eles compraram a aprovação pública ou pelo menos a indiferença a cada dia. Dando e tirando, eles construíram uma ditadura do consentimento com atração consistente à maioria.”

Götz Ali, historiador, 2005

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07 2010

Memorial Day

Aqui hoje é feriado. Memorial Day, que comemora os soldados mortos nas inúmeras guerras nas quais os EUA participou. São, desde a Guerra da Independência, que é chamada aqui de “Revolutionary War”, 1.206.469 soldados mortos. É muita gente, mas se compararmos com o que a URRS perdeu na Segunda Guerra Mundial, fica pouco. Foram 11.000.000 de soldados e 6.700.000 civis. Quase 18 milhões. Não sei quantos civis morreram nas guerras americanas, mas não chega nem perto de 6 milhões e setecentos mil. De qualquer forma, essa conversa é idiota, porque prá mim uma morte em guerra já é uma morte a mais do que deveria ter acontecido. Entendo, por exemplo, a necessidade da 2˚ Guerra Mundial. Mas talvez existisse uma maneira de se impedir o crescimento do nacional-socialismo antes de virar guerra. Sei lá. Não leio sobre guerra, não sei muito sobre o assunto. Só sei que existe a muito tempo e vai existir prá sempre. E é uma das razões da gente poder duvidar da civilização e da evolução humanas. Já teríamos que ter arrumado uma alternativa prá essa barbárie que é a guerra. Não tem dois jeitos de ver isso: é uma barbárie.

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05 2010

Vida de marinheiro

Apareceu nos EUA um registro único da marinha britânica entre 1790 e 1833 escrito por um marinheiro.

O diário do George Hodge mostra a visão da vida no mar abaixo do convés durante uma época crucial da Inglaterra.

O marinheiro auto-didata começa o diário com as palavras “George Hodge, seu Livro Consistindo de Diferentes portos & navios nos quais naveguei desde o ano de 1790. Idade de 13 anos”. O diário tem 500 páginas e conta a vida do dia a dia nos navios. Além disso tem aquarelas de navios e bandeiras e outros assuntos. George foi capturado duas vezes pelos franceses e participou da guerra da Independência dos EUA, obviamente do lado britânico.

O diário está sendo vendido pela Northeast Auctions em Portsmouth, estado de New Hampshire, nos EUA. O preço estimado é US$43.000.

(Mail Online)

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17

05 2010

Mapa Mundi

É uma xilografia em seis pergaminhos, em papel de alta qualidade, projetados para encaixar em um suporte dobrável medindo 1.20 m por 3.65m.

O padre Matteo Ricci (1552-1610), chamado de o Apóstolo da China, era um jesuíta italiano, missionário e erudito, que foi o primeiro a obter entrada na corte chinesa em Beijing. Ele é reconhecido por introduzir a ciência ocidental da época aos chineses. Com o apoio do Imperador Wanli, Ricci colaborou com Zhong Wentao e outros sábios chineses para criar o que foi o seu terceiro e maior mapa mundi. Nesse mapa, o conhecimento geográfico sobre as Américas que os europeus já haviam obtido, e que era desconhecido pelos chineses, foi combinado com as informações chinesas para criar-se o primeiro mapa que combina as duas cartografias.

Esse mapa foi raramente exposto até hoje. Ele ficou por muitos anos na coleção particular de um colecionador japonês. Agora foi vendido para o James Ford Bell Trust e está em exposição até abril na Biblioteca do Congresso em Washington DC.

No mapa a África tem uma observação como possuindo a montanha mais alta do mundo e o rio mais comprido. A breve descrição sobre a América do Norte menciona bisões (“bois com corcunda”), cavalos selvagens e uma região chamada “Ka-na-ta”. Vários lugares nas Américas do Sul e Central são denominados, incluindo “Wa-ti-ma-la” (Guatemala), “Yu-ho-t’ang”(Yucatan) e “Chih-li” (Chile).

Ricci escreve também uma curta descrição da descoberta da América. “Antigamente ninguém nunca soube que existiam lugares como as Américas do Norte e do Sul ou Magellanica”, ele escreveu, usando o nome que os antigos desenhistas de mapas usavam para Austrália e Antártida, “mas a cem anos atrás os europeus vieram navegando em seus navios até partes da costa do mar, e assim as descobriram”.

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01 2010

Internet

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On October 29 of 1969, for perhaps the first time, a message was sent over a computer network. Leonard Kleinrock, a professor of computer science at the University of California-Los Angeles, connected the school’s host computer to one at Stanford Research Institute.

There’s an interview with him on the link below.

Em outubro de 1969, talvez pela primeira vez, uma mensagem foi enviada por uma rede de computadores. Leonard Kleinrock, um professor de ciência da computação na Universidade da Califórnia – Los Angeles, conectou o computador host da escola com um no Instituto de Pesquisa de Stanford.

Tem uma entrevista com ele no link abaixo.

http://www.cnn.com/2009/TECH/10/29/kleinrock.internet/index.html

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10 2009

Vampires / Vampiros

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Vampire Killing Kit, Circa 1800

Kit para Matar Vampiros, cerca de 1800

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10 2009