Archive for the ‘History’Category

A África em Londres

E o cara que matou o soldado a machetada em Londres?!?!?! É a globalização. Tão globalizando as técnicas de guerra africanas. É o karma histórico: a Grã-Bretanha explorou a África por séculos, sua terra, sua população, seus mineirais, foi importantíssima na venda de escravos. Agora toma, Grã-Bretanha, é outra mão da mesma rua. Vai e volta. E eu, que adoro a Grã-Bretanha, de Gales a Escócia, que moraria em Londres sem pestanejar, acho justo. Não que o cara tenha sido morto a machetadas no meio da rua, mas que a rua tenha duas mãos. A história não tem lógica nem é previsível; às vezes é óbvia, às vezes caótica. Tem sempre razões, inúmeras razões, e causas, quase sempre vistas apenas em retrospecto. Somos sujeitos e objetos dela, e observadores. Agora vendo a africanização de Londres, vejo o grande movimento da história, aquele que sempre me fascina.

 

23

05 2013

A pilha da hora

A pilha da hora

Semana que vem é o meu “spring break”, uma semana sem aulas. Mas olha aí o que me espera. Pelo menos posso ficar de pijama…

07

03 2013

Interessa?

Se você tem algum interesse em saber como que o Holocausto pôde acontecer, esses três livros vão ser muito úteis. Prá falar a verdade, tem que ter bastante interesse. O livro do Pulzer, por exemplo, é meio árido. Tem historiadores que são bons escritores, tem outros que dão nó no cérebro. Você fica lendo aquele parágrafo e quando entende pensa “mas é isso que ele quer dizer, desgraçado, vai aprender a escrever!”.

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Esse fala de 3 homens que influenciaram o Hitler em termos de ideologia. Umas flores, os três. Cada um mais louco que o outro, mas na época foram importantes e tinham muitos seguidores.

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Esse, apesar do comentário acima, é essencial, porque explica como o anti-semitismo virou uma ferramenta política, que acabou dando no nacional-socialismo.

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Esse é mais legível que os outros, e fala da vida do Hitler antes da Primeira Guerra Mundial. Até esse livro sabia-se muito pouco da vida dele, porque ele propositalmente apagou o que pode. Mas esse historiadora fez um trabalho detalhado e conseguiu levantar quase tudo. Fascinante. A pergunta principal dela é se ele era anti-semita quando moço ou não. Era ou virou?

28

02 2013

O dia seguinte

É uma beleza ver a democracia em ação. Muitos americanos, a grande maioria, não tem idéia disso e nem vota. Eu, criada na ditadura, acho uma coisa linda. Tá certo que já vemos isso no Brasil faz muitos anos agora. Tanto aqui quanto aí são processos imperfeitos, cheios de buracos e problemas, mas ganham de longe de qualquer alternativa. Mesmo esse sistema eleitoral complicado e barroco dos EUA, que é uma coisa, como dizia a minha querida avó, prá “cabeça de ministro” é uma belezura. Até concluí que prá ser deputado ou senador aqui não dá prá ser muito burro, porque prá entender o processo e conseguir trabalhar dentro dele tem que ser no mínimo razoavelmente inteligente.

Eu não ia assistir nada ontem, não queria ficar nervosa/estressada/louca. Mas não é que fiquei seguindo a apuração, ali colada na tv, das 7 da noite até às 2 da manhã? Só fui dormir depois do discurso do Obama. Que aliás, achei muito bom. O homem tem classe.

Mas ele vai ter que lidar com um monte de questões difíceis. A situação econômica da Europa, que vai de mal a pior, vai afetar o mundo todo. Qualquer coisa que ele queira fazer aqui nos EUA – e tem muita prá ser feita – vai ser uma luta, porque os republicanos vão ficar na frente e impedir (eles são maioria na câmara de deputados). Os republicanos vão se matar prá eleger alguém daqui a 4 anos. Vão se dedicar a isso e não ligar muito pro resto. Mas o Obama tem a vantagem de não poder se candidatar em 2016, então pode fazer mais sem pensar no efeito disso na sua reeleição. Vamos ver o que vai acontecer. Eu odeio política, mas não dá prá viver sem saber o que acontece. Afinal, é das nossas vidas que eles estão tratando. E é um alívio saber que por 4 anos o presidente acredita no aquecimento global, em direitos iguais para todos, na ciência e não na Bíblia, no direito de alguém casar com quem quiser, etc. Agora ele precisa melhorar na regulamentação do mercado financeiro, em parar com essa coisa dos EUA ser a polícia do mundo e prestar mais atenção na América Latina e na África. Acabar com as guerras e com a dependência do petróleo. Só isso. Fácil.

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07

11 2012

YES!!!!

YES!!!!

Que alívio.

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06

11 2012

Obama 0,2% na frente!

Obama 0,2% na frente!

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06

11 2012

Torcendo

Torcendo

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06

11 2012

Ai que nervosa estou!

Ai que nervosa estou!

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06

11 2012

Votei!

Votei!

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06

11 2012

Diásporas

Diásporas comerciais: esse é o meu assunto do dia. Eram comunidades espalhadas por vários lugares, normalmente minorias em seus países de origem, que através de laços familiares, comunitários, relacionamentos com outras comunidades comerciais e apoio político de poderosos (além da capacidade de agir dentro e fora das regras) comercializavam produtos através de longas distâncias. Ligavam o Mediterrâneo ao Caribe, a Índia as Américas, Livorno a Lima, Suriname a Amsterdam, e muitas outros lugares. A partir do século 16 o comércio no Atlântico dependia dessas diásporas. Eram judeus, cristãos novos, huguenotes, armênios, quakers, etc. Eram ao mesmo tempo o produto e os criadores desse comércio quase que globalizado. Viva eles.

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10

10 2012