Archive for the ‘Literature’Category

The Years

Continuo lendo todos os dias um pouco o diário da Virginia Woolf. Tô lendo o último volume; ela acabou de escrever “The Years”. É 1936. Esse livro deu a ela uma imensa crise de depressão. Quando acabou de escrever ela tinha certeza que era horrível, que as pessoas iam odiar, que as críticas seriam terríveis. Prá conseguir fazer a revisão ela teve que rever algumas sentenças, deitar meia-hora, rever mais algumas, deitar de novo. Não tinha força, física ou emocional, prá rever direto. Demorou meses entre acabar de escrever e o livro ficar pronto prá publicar. E todo esse tempo com ela mergulhada em uma profunda depressão, que às vezes a levou a ficar semanas sem trabalhar. Tinha certeza que seria o último livro de fição que escreveria. Quando o livro foi publicado a maioria das críticas foi excelente. O alívio que ela sentiu foi imenso. Mas mesmo deprimida, revendo o livro a essa altura odiado, ela continuava trabalhando em outras coisas: estava escrevendo “Three Guineas”, pesquisando uma biografia e escrevendo críticas para jornais. O trabalho era o que a mantinha viva.

Como eu não tinha ainda lido “The Years” entrei na Amazon, comprei e recebi no dia seguinte. Comecei a ler e…que delícia. Adoro como ela aprofunda os personagens misturando conversas com pensamentos. O livro conta a estória de uma família por uns 60 anos; da família e dos personagens em volta. Mostra a era vitoriana e vai até 1936. Classes sociais, o papel da mulher, a guerra, o relacionamento entre as gerações, envelhecimento – ela trata de um monte de assuntos. Como já falei aqui faz pouco tempo que adoro a Virginia, não preciso dizer de novo.

Manuscritos de Virginia

Ela.

Ela de novo.

Olha que lindo esse retrato. Não sei quem é o pintor.

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08

09 2010

The Imperfectionists

Bem interessante e bem escrito. São estórias sobre os personagens envolvidos em um jornal de língua inglesa sediado em Roma. O fundador e cinquenta anos da história do jornal, até seu fechamento. Os personagens são vivos, complexos e é um daqueles livros que não tem uma palavra a menos (ou a mais) do que deveria ter.

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25

08 2010

Ryotaro Shiba

Esse é o Ryotaro Shiba Museum.
Ryōtarō Shiba (7 de agôsto de 1923–12 de fevereiro de 1996) escritor japonês que morava em Osaka. Muito famoso no Japão, escreveu livros de ficção sobre acontecimentos históricos japoneses e do sub-continente do nordeste da Ásia, e também ensaios sobre o Japão e seu relacionamento com o resto do mundo (obrigadinha, wikipedia!)

06

08 2010

i carry your heart with me

i carry your heart with me
(i carry it in my heart)
i am never without it
(anywhere i go you go, my dear; and whatever is done by only me is your doing, my darling)
I fear no fate
(for you are my fate, my sweet)
i want no world
(for beautiful you are my world, my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that’s keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)

e.e. cummings

06

08 2010

Três livros

Li três livros na viagem. Prá combinar com a paisagem, levei o segundo e o terceiro volumes da trilogia do Stieg Larsson e um outro mistério da região, escrito por um norueguês.

Esse é o segundo, depois do The Girl With the Dragon Tattoo.

Esse é o terceiro e último, e o que eu mais gostei.

Esse é o norueguês; gostei, mas não tanto quanto os do Larsson. Os personagens do Larsson são imbatíveis. Fico triste que não vai ter mais Lisbeth Salander. Larsson morreu de um infarto fulminante antes de publicar os livros. Tinha três já escritos.

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05

07 2010

Beg, Borrow, Steal

É uma coleção de ensaios pessoais, nos quais Michael Greenberg conta partes da vida dele crescendo em Nova York e da luta prá ser escritor. Fala da família, dos empregos que teve que ter prá se sustentar, do dia a dia dele. Tipo “minha vida é um livro aberto”. Legal de ler, mas deve ser terrível prá quem é da família ou amigo dele…

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01

06 2010

A Arte de Produzir Efeito sem Causa

Li esse livro do Lourenço Mutarelli. Fazia muito tempo que não lia livro em português. Eu achei bom. Tem um ritmo seguro, personagens complexos. É legal como a gente vai acompanhando a loucura do personagem principal, passo a passo. Não é um personagem com o qual simpatizamos mas vamos seguindo as bobagens que ele vai fazendo, até percebemos que está doente e aí vem a pena…Primeiro fiquei falando “não faz isso, sua besta” e depois passei prá “ninguém vê que ele precisa de ajuda?”

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28

05 2010

The Double Comfort Safari Club

Prá depois do Coetzee, um livro que não tem erro. Mais um da série da N˚1 Ladies Detective Agency. Mma Ramotswe, minha grande amiga, resolvendo a vida dos outros com extrema competência. Quando leio esses livros me dá um ataque (temporário…) de loucura e me dá vontade de ir morar em Botswana, onde tem mulheres como ela e como Mma Potokwane. Onde a vida é tão menos estressante, tudo é diferente, mais simples. Isso deve ser uma tremenda ilusão da minha parte, induzida pelo Alexander McCall Smith. Mas de qualquer maneira tem uma Botswana meio paradisíaca na minha cabeça, e gosto de ir passear por ali.

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26

05 2010

Livros lindos

Capas da série Penguin Classics. Uma belezura.

25

05 2010

Summertime

Acabei de ler “Summertime”, escrito por J. M. Coetzee. Prá mim ele é um dos grandes escritores do nosso tempo. Coetzee é sul-africano, e mora hoje na Austrália. Ele é daqueles escritores reclusos; não foi nem receber os dois Booker Prizes que já recebeu. Por mim tudo bem; ele pode fazer o que quiser, se isso significa que ele continue escrevendo…

Esse livro é o terceiro de memórias ficcionalizadas. Uma mistura do que aconteceu com ficção. “Summertime” conta a vida de um escritor chamado J. M. Coetzee contada por um narrador que está escrevendo uma biografia desse autor nos anos 70. No livro Coetzee está morto. A história/estória é contada através de entrevistas do narrador com 5 pessoas importantes na vida de Coetzee. Se essas pessoas são reais ou baseadas em pessoas reais, ou se são totalmente inventadas não se sabe.

O livro é extremamente bem escrito e “redondo”, significando que tem uma estrutura, um caminho que funciona perfeitamente. O que ler agora é o problema. Quem vai estar a altura de Coetzee?

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22

05 2010