The Years
Continuo lendo todos os dias um pouco o diário da Virginia Woolf. Tô lendo o último volume; ela acabou de escrever “The Years”. É 1936. Esse livro deu a ela uma imensa crise de depressão. Quando acabou de escrever ela tinha certeza que era horrível, que as pessoas iam odiar, que as críticas seriam terríveis. Prá conseguir fazer a revisão ela teve que rever algumas sentenças, deitar meia-hora, rever mais algumas, deitar de novo. Não tinha força, física ou emocional, prá rever direto. Demorou meses entre acabar de escrever e o livro ficar pronto prá publicar. E todo esse tempo com ela mergulhada em uma profunda depressão, que às vezes a levou a ficar semanas sem trabalhar. Tinha certeza que seria o último livro de fição que escreveria. Quando o livro foi publicado a maioria das críticas foi excelente. O alívio que ela sentiu foi imenso. Mas mesmo deprimida, revendo o livro a essa altura odiado, ela continuava trabalhando em outras coisas: estava escrevendo “Three Guineas”, pesquisando uma biografia e escrevendo críticas para jornais. O trabalho era o que a mantinha viva.
Como eu não tinha ainda lido “The Years” entrei na Amazon, comprei e recebi no dia seguinte. Comecei a ler e…que delícia. Adoro como ela aprofunda os personagens misturando conversas com pensamentos. O livro conta a estória de uma família por uns 60 anos; da família e dos personagens em volta. Mostra a era vitoriana e vai até 1936. Classes sociais, o papel da mulher, a guerra, o relacionamento entre as gerações, envelhecimento – ela trata de um monte de assuntos. Como já falei aqui faz pouco tempo que adoro a Virginia, não preciso dizer de novo.
Manuscritos de Virginia
Ela.
Ela de novo.
Olha que lindo esse retrato. Não sei quem é o pintor.















