Archive for the ‘Literature’Category

Telegraph Avenue

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Muito bom. Quase 500 páginas, o que faz dele um livro longo mas não demais. Demorei prá ler. O que vou dizer aqui pode parecer estranho, mas vou tentar explicar. Demorei porque esse livro é cheio de palavras. É um palavreado só. Assim: é claro que todos os livros são cheios de palavras. Óbvio. Mas tem frases, parágrafos mais leves, partes que são ligações entre acontecimentos, insights, revelações. Esse livro não tem isso, todas, TODAS as palavras são importantes. Dá prá sentir que o autor pensou e lutou e pesquisou até as palavras mais simples. Nada está ali por estar. Fica meio cansativo pro leitor – pelo menos prá mim – mas ajuda a gente a ver a mão do escritor. Mesmo do Michael Chabon, que é um mestre. Então gostei bastante do livro, não vou esquecer dos personagens e do mundo que ele criou, mas tive que ler devagar. Demorei uns 20 dias. Pelo menos deu prá diminuir a imensa pilha de New Yorkers que me cerca. Um pouco do livro, uma New Yorker. Na noite seguinte, repetir a operação. Agora quero ler alguma coisa bem livre leve solta.

22

05 2013

3 livros

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A Siri Hustvedt é casada com o também escritor – e bem mais famoso – Paul Auster. Esse livro é de memórias, mais especificamente é a história de tremores e pequenas convulsões que ela tem. Como uma pessoa racional ela foi pesquisar o que estava acontecendo com ela, e o livro é o resultado disso. É o que aconteceu com ela mais a pesquisa e o que ela entende de tudo isso. Legal, às vezes meio chato.

'Started Early, Took My Dog' + 'Kate Atkinson'

Descobri a Kate Atkinson agora, mas aparentemente ela já tá por aí faz um tempo. Muitos escritores adoram o trabalho dela. É bom mesmo; história de detetive mas literária.

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E mais um do meu amigo Comissario Brunetti. A Donna Leon tá ficando velha; antes tinha crime nos livros, mas esses últimos são mais sobre crimes éticos, são mais existenciais. Leve, breve, suave. Lê-se facilmente em dois dias.

30

04 2013

Rabiscado pelo autor

Rabiscado pelo autor

27

04 2013

3 livros

Três “graphic novels”.

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Muito interessante, sobre a cultura ídiche.

couch-fiction

Sobre terapia, muito bem feito; mas só prá quem gosta do assunto.

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Duas irmãs judias, vivendo no Lower East Side de Manhattan no começo do século 20, e suas vidas difíceis. Muito bom.

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23

04 2013

Pilha nova!

Pilha nova!

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04 2013

How Literature Saved My Life

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Esse livro foi uma montanha russa prá mim. Teve momentos em que eu adorei, outros em que não tinha idéia do que ele tava falando, outros que achei totalmente chatos. Livro estranho. É autobiográfico (acertei, polícia das novas regras gramaticais? Não pus hífen…) e confuso, não tem – provavelmente eu que não consegui achar por pura incompetência intelectual – uma linha, alguma coisa que junte as partes. Sei lá. Às vezes acontece, um livro que não é prá mim. E o pior é que o título é ótimo, e eu acredito plenamente que a literatura salva vidas.

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08

04 2013

The Good Morrow

JohnDonne

I WONDER by my troth, what thou and I
Did, till we loved ? were we not wean’d till then ?
But suck’d on country pleasures, childishly ?
Or snorted we in the Seven Sleepers’ den ?
‘Twas so ; but this, all pleasures fancies be ;
If ever any beauty I did see,
Which I desired, and got, ’twas but a dream of thee.

And now good-morrow to our waking souls,
Which watch not one another out of fear ;
For love all love of other sights controls,
And makes one little room an everywhere.
Let sea-discoverers to new worlds have gone ;
Let maps to other, worlds on worlds have shown ;
Let us possess one world ; each hath one, and is one.

My face in thine eye, thine in mine appears,
And true plain hearts do in the faces rest ;
Where can we find two better hemispheres
Without sharp north, without declining west ?
Whatever dies, was not mix’d equally ;
If our two loves be one, or thou and I
Love so alike that none can slacken, none can die.

John Donne

30

03 2013

Lendo

“…in our unprecedent era of prosperity, the sterilized bubble of privilege that we inhabit and that has never before been remotely encountered on the planet.(…) how this privilege has become an extraordinary deadening and alienating force…”
“…na nossa era de prosperidade sem precedentes, a bolha esterelizada de privilégio na qual habitamos e que nunca antes nem de longe existiu no planeta (…) como esse privilégio se tornou uma força extraordinariamente anestesiante e alienadora…”

“Over and over again pain gets associated with where people live and so they need to travel, not to find hapiness but to get away from the material objects that seem to have absorbed all their owners’ sadness.”
“A dor continuamente é associada com o lugar onde as pessoas moram e entāo eles necessitam viajar, não para encontrar felicidade mas para se afastar dos objetos materiais que parecem ter absorvido toda a tristeza dos seus donos.”
David Shields, How Literature Saved My Life

18

03 2013

Dois livros

Dois livros bem diferentes.

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Outro volume da série passada em Istambul, com o detetive policial Çetin İkmen e mais um monte de personagens muito interessantes.

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Esse livro ganhou o National Book Award for Fiction, um dos prêmios mais prestigiosos dos EUA (acho que ele e o Pulitzer são os mais importantes). Comecei meio sem interesse, demorou um pouco prá me pegar, mas aí foi acontecendo um monte de coisas, os personagens foram evoluindo, crescendo e o talento da autora foi ficando cada vez mais evidente. É bom. Explico: é claro que é bom, ganhou o prêmio, etc. e tal. Mas nem todo livro bom ou mesmo excelente fala conosco. Não sou leitora profissional, crítica, editora ou professora. Então como leitora comum alguns livros me tocam, outros não. Nada a ver com a qualidade da obra; alguns considerados excelentes não consigo entrar, não falam comigo. Esse eu gostei.

05

03 2013

The End of Your Life Book Club

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Gostei. O autor e sua mãe, doente de cancer, discutem livros e a vida. Sempre gosto de ler sobre pessoas que tem a leitura e os livros como algo de extrema importância para as suas vidas. Eu não consigo imaginar minha vida sem os livros, sem a leitura diária; isso é um pedaço importantissimo da minha existência. Hoje mesmo eu tava pensando (mais uma prova da minha lerdeza mental e da minha falta de atenção com o mundo à minha volta) que o que os livros são prá mim e outras pessoas o esporte, ou a tv, ou a vida alheia, ou a vida noturna é para muita gente. Foi uma espécie de revelação – na minha provecta idade – entender isso. A maioria das pessoas não lê, mas ocupa seus tempo com uma imensa variedade de outras coisas, que prá mim podem parecer absolutamente sem interesse ou graça. Mas para eles pensar em passar uma hora lendo é um suplício, passear em livraria uma tortura, conversar sobre livros uma perda de tempo. Me imagino numa casa noturna, ou vendo um programa de auditório, ou de reality tv; tortura é pouco…Bom, de qualquer maneira, gostei desse livro porque fala de livros. Uma obsessão é assim; e eu e a palavra escrita temos um caso de amor que já tá batendo os 50 anos.

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07

02 2013