Onde eu faço exatamente o que falaram prá não fazer!
Outro dia eu tava lendo um tipo de guia para blogueiros, o que escrever, o que não escrever. E tava lá, acho que era o terceiro item, na lista do que não escrever: nunca, mas nunca mesmo escrever sobre o tempo. Ai, pensei, me ferrei. Eu escrevo sobre o tempo toda hora! Pisei na bola. Não tenho jeito prá coisa mesmo. Mas aí, peraí, pensei, quem é essa pessoa que não fala do tempo? Porque eu na vida real, “hors blog”, eu falo do tempo direto. A família ri de mim – já tô acostumada – porque quando ligo prá alguém que tá longe a segunda coisa que eu pergunto (depois de como vai) é “como vai o tempo, esfriou, esquentou, tá sol, etc.”. Porque funciona assim: eu tenho que ter na minha cabeça a imagem da pessoa com quem tô falando. Se sei que esfriou, já coloco uma manga comprida na pessoa . Se tá chovendo, o background é cinzento. Se tá um calor daqueles, a pessoa tá meio vermelhinha, suada.
E eu mesma, vivo olhando pela janela, olhando o céu, as nuvens. Vai chover? Tem nuvem? Aqui nessa cidade caribenha tropical quase todos os dias são iguais, céu azul, sol forte. Mas eu continuo insistindo em procurar uma nuvenzinha…Adorei morar em Nova York por várias razões, mas uma das principais foi a existência de 4 estações bem marcadas. É uma delícia, sempre alguma coisa acontecendo meterologicamente. Não, não gostaria de ser metereologista. Não gosto da ciência da coisa, gosto da coisa em si. Eu sei que a grande maioria da humanidade adoraria morar num clima como o de Miami, calor, sol, dias lindos, muito verde o ano todo mas eu prefiro mais variação. Faz dois dias que chove aqui e eu sou provavelmente a única pessoa feliz em todo o sul da Flórida por causa disso!