Tô Social…
Eu gosto das mídias sociais. Acho muito legal ter mais canais de comunicação entre as pessoas, jeitos de formar conexões com um monte de gente que sumiria nas nossas vidas. Sigo o Twitter, mas não escrevo; coloco fotos. É que 140 caracteres é pouco prá mim, não gosto de resumir, fico sem saber o que cortar, insegura – e isso não é o meu normal. O Facebook é excelente prá saber como as crianças (de várias gerações…) estão crescendo, e quem tá viajando, casando, festejando, etc. Não gosto dessa coisa cafona que muita gente impõe lá, esses textos lugar-comum, fotos mais do que clichês. O Facebook é como um grande lago raso, nada ali vai fundo. E não tem que ir mesmo, é exatamente o que a palavra social significa: aquela conversa boba, aquelas risadinhas, nada de profundo. Mas é legal ver também essa parte da vida dos outros. Eu sou meio chata, só aceito quem conheço pessoalmente ou alguém que conheça da internet mas de quem goste muito. O Facebook me lembra uma festa, você fala com um aqui, outro ali, ouve uma piada ofensiva de um, a história chata do outro, mas no meio encontra uma ou duas pessoas de quem você gosta. De importante e profundo mesmo, nada. O Instagram é meu preferido, porque adoro foto e ele dá a possibilidade da gente se comunicar por imagens, o que antes era só prá quem sabia desenhar/fotografar bem. Imagina fazer um desenho ou tirar uma foto, copiar ou xerocar um monte de vezes e mandar pelo correio prá 20 pessoas. Em 30 segundos você faz a mesma coisa com uma foto do Instagram. E de graça. O blog aqui não considero mídia social, porque é mais complexo e dá mais chance de ir um pouco mais fundo. Prá mim é uma mistura de diário, onde vou me conhecendo melhor através dos assuntos que escolho e do jeito que escrevo sobre eles, e de uma maneira de dizer : “olha, essa sou eu, uns vão gostar, outros não, mas tô aqui, mundo!”.
Um monte de gente, principalmente dos 40 prá cima, não usa essas mídias, não procura saber o que é novo, o que é legal e o que pode ser interessante prá eles. Entendo isso; é informação demais, às vezes é complicado, às vezes a pessoa não tem quem ajude/explique, ou simplesmente não gosta de tecnologia. Mas acho um erro, porque o espaço entre as pessoas que tem uma certa intimidade com a tecnologia e as que não tem cada vez mais aumenta. E não tô nem falando da parte econômica, da divisão crescente entre países com tecnologia e países sem tecnologia – mais uma diferença entre os desenvolvidos e os não desenvolvidos. Ou da divisão dentro de um país, entre os quem tem acesso a um computador, à internet, e os muitos que não tem esse acesso. Tô falando só dos privilegiados que tem acesso à tudo isso, mas que escolhem não usar. Como eles vão se virar em 10 ou 15 anos não sei.
Através das mídias sociais eu converso com amigos que moram a milhares de quilômetros daqui da minha casa, vejo fotos da Tour Eiffel tiradas há 2 minutos, o que alguém tá comendo de lanche no interior da Inglaterra, a moça estupidamente estilosa em Nova York, os filhos lindos de uma menina que conheço desde criança, sigo a carreira do meu primo talentoso. Não é uma maravilha? Eu acho lindo.

























